Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

PedrAmarela na Rota das Aldeias Históricas Parte III

Domingo – Uma Espécie de “Rota do Contrabando”

Penha Garcia/Vale Feitoso/Penha Garcia

45 Km/1150 m de desnível acumulado

   Para o segundo dia estava prevista uma volta menor, circular (mais propriamente em oito), com partida e chegada a Penha Garcia e com passagem pela Herdade de Vale Feitoso. Andaríamos nos terrenos mais acidentados e mais arborizados das cristas onde se situa Penha Garcia e rumaríamos mais para Norte e para Leste, em direcção a Espanha.

   A Herdade de Vale Feitoso, que ao que parece é a segunda maior em território nacional, possui uma área de cerca de 7000 hectares, totalmente cercados, onde se podem observar veados, javalis, gamos, muflões, perdizes, coelhos, lebres, etc. É propriedade particular e necessitávamos de autorização para aí entrar, tendo o JC previamente estabelecido contactos nesse sentido.

   No entanto, na véspera, houve uma alteração de planos. Já não entraríamos na herdade e seriamos guiados por um bttista local, o Bruno Antunes, do qual o Jorge arranjou o contacto e que se disponibilizou para nos acompanhar.

   E assim foi, com um ligeiro atraso em relação à hora combinada (8h30), lá estávamos nós à porta do quartel dos Bombeiros de Penha Garcia, onde nos aguardava o nosso guia. Houve mudança para o horário de verão na madrugada de Domingo e tínhamos dormido menos uma hora.

   

   Os quatro Pedras e o Bruno, frente ao quartel dos bombeiros

   Feitas as apresentações, arrancámos, em jeito de aquecimento, dirigindo-nos primeiro em direcção a Oeste, para trilhos mais planos.

    Primeiros trilhos, mais planos

    A água nos trilhos foi uma constante neste segundo dia

    Monsanto sempre a espreitar

    A Serra do Ramiro e Penha Garcia, onde terminariamos a volta

   Poucos quilómetros depois, virámos novamente em direcção ao ponto de partida e as coisas começaram a aquecer, ao entrarmos em terrenos de serra, com algumas boas subidas, que nos levaram até junto da barragem de Penha Garcia.

    Vlad e RV às voltas com uma cancela

    Já nas subidas da serra

    Junto à barragem de Penha Garcia

    O cruzamento entre um caminho e uma ribeira

   Após a barragem, deu-se o único problema mecânico do fim-de-semana. A cassete da bike do Bruno desapertou-se e lá se teve de improvisar uma reparação de emergência. Estávamos agora numa zona mais plana, com algumas longas e fundas poças de água, às quais o nosso guia, ao contrário de nós, mais prudentes, se lançava sem a mínima hesitação.

 

    O unico problema mecânico do fim de semana. A cassete desapertada do Bruno

   Seguiu-se uma longa e rápida descida até Vale Feitoso. Para os lados de Espanha avistavam-se umas belas serranias, que nos deixaram com vontade de, futuramente, fazer umas incursões por essas bandas.

    Início da longa e rápida descida para Vale Feitoso

    Chegando a Vale Feitoso

    O que este homem gosta de água ...

   Um pouco mais à frente, um dos melhores momentos do dia. A visão da Serra da Estrela, bem ao longe, com os seus cumes cobertos de neve.

    Ao longe a Serra da Estrela com os seus cumes cobertos de neve

   Às tantas, enquanto pedalávamos acompanhando as cristas montanhosas que se desenvolviam do nosso lado esquerdo, começámos a tentar perceber qual seria o caminho de volta. O nosso guia lá nos explicou que teríamos de subir aquela treta toda, em direcção a um marco geodésico branco que se via lá no alto (MG do Campo Frio), ou então dar uma grande volta até Salvador, contornando o monte todo. O problema é que só víamos corta-fogos a subir a pique.

    O nosso guia ria-se do que nos tinha reservado

   Escolhido o caminho para atacar o monte, começamos logo com uma rampa dificílima, longa, inclinada e com vários regos. Esta, ainda fiz sempre montado (de pé), mas já me iam saindo os bofes pela boca.

    Esta já doeu, mas ainda se fazia

   Quando estávamos a recuperar do esforço e a pensar que o pior já passara, levamos com um autêntico balde de água fria. Uma sucessão de rampas que nunca mais acabava, cada uma pior do que a outra, inclinadíssimas, através duns eucaliptais recém plantados, com piso de pedra solta e que nos levariam acima dos 700 m de altitude. Ainda tentámos subir a pedalar, mas cedo percebemos que não valia a pena insistir. Valeu-nos a beleza da paisagem e uns momentos para dedicar à fotografia.

    O raio da subida não há de ser mais teimosa do que eu, pensava o JC

    Vlad prestes a pedir o livro de reclamações

   Depois venham cá falar da Pedra Amarela e do Monge...

    Isto no ginásio costuma ser mais fácil...

    Que a gente viesse, tudo bem, agora era preciso trazer as bikes?

   Esta parte do percurso tinha tudo o que uma SS dispensa: subida longa, muito inclinada e com falta de tracção. Mas diga-se em abono da verdade que não vi grande diferença para as MS. Apesar do JC, que no seu habitual estilo “Caterpillar” quase conseguia subir tudo, todos empurrámos ou carregámos as bikes às costas serra acima.

   Um gajo prepara-se para o BTT e depois sai-me um passeio pedestre ...

   Aquelas serras para o lado de Espanha parecem interessantes, diz o RV

   Chegados ao topo, seguimos pelo alto da Serra do Ramiro, ora descendo, ora subindo, até voltarmos à barragem. Foi uma parte espectacular, já com um ambiente de montanha e com umas belas vistas para a sempre presente Monsanto. Seguiu-se um “Down-Town” através das ruelas e calçadas de Penha Garcia.

    Passagem final pela barragem

    Penha Garcia "Down-Town"

    Pelourinho

    Ultima calçada do dia

    Banhos tomados a correr e ala que se faz tarde para o restaurante “O Albertino”, mesmo à entrada da povoação, onde almoçámos na companhia do Bruno. O repasto fez-se à volta duns bifes de veado, duma chanfana e duns secretos de porco preto. Tal era a larica, que um de nós ainda comeu duas sobremesas.

   Após o almoço, antes de fazermos as malas e retornarmos a casa, fomos ver um dos ex-libris de Penha Garcia, o seu tanque de guerra, que ainda ninguém me soube explicar o que raio é que está ali a fazer. Passámos também pelo museu, para observar alguns exemplares de fósseis de Trilobites e recolher alguns prospectos alusivos às pequenas rotas do concelho de Idanha-a-Nova. Infelizmente, já não tivemos pachorra para subir ao castelo e às escarpas quartzíticas  e xistosas que ficam abaixo do paredão da barragem, para presenciar os inúmeros fósseis que aí se encontram, bem como os moinhos de água recuperados, ao longo do rio Ponsul.

    Em frente, rumo ao próximo passeio

   Excelente fim-de-semana de BTT. Sem dúvida a repetir.

   Um agradecimento muito especial ao JC por ter sido um organizador e anfitrião cinco estrelas, ao Daniel Santos por nos ter ajudado com os transportes e ao Bruno Antunes por nos ter aturado, feito companhia e guiado no segundo dia.

 

   PM


publicado por pedramarela às 19:10
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1 comentário:
De produzione sperma a 15 de Abril de 2010 às 14:24
lindo! Eu amo seu peche ciclismo é um esporte que permite um contato direto com a natureza, e depois de respirar Areia limpa, ficar na mata e se sentir bem


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