Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

Balanço do Mês de Fevereiro

 

 

Quando ouço certo pessoal queixar-se que este Inverno está a ser muito rigoroso e que já não pedala há um mês por causa da chuva e do frio, não posso deixar de achar alguma graça.

É verdade que o Inverno está a ser tramado. Frio, chuva, vento e lama não têm faltado. Mas fazendo o balanço do mês de Fevereiro, constato que fiz todas as minhas saídas de BTT previstas, tendo sido raríssimos os dias em que apanhei muito frio ou chuva.

Podem dizer que tive sorte e que muitas das vezes arrisquei-me a levar com umas valentes cargas de água em cima. É verdade, mas quem não arrisca não petisca. Podem dizer que não é muito agradável pedalar com este tempo incerto e com os trilhos todos molhados e enlameados. Também pode ser verdade, mas só custa arrancar. Depois de aquecer, após ser ultrapassada a barreira psicológica das primeiras aragens frias, dos primeiros salpicos e das primeiras poças de lama, encontramos o nosso ritmo e a coisa até é divertida. Especialmente com a dose certa de motivação e com a roupa adequada. Podem ainda argumentar que andar com esta lama toda dá cabo do material. Não deixa de ser verdade, mas podemos sempre fazer algumas adaptações aos percursos a utilizar, escolhendo aqueles que criam menos lama (tipo Sintra), ou então optar por utilizar a bicicleta mais adaptada e divertida para estes pisos pesados, que como já devem ter adivinhado é a single-speed.

Em Fevereiro fiz 12 saídas de BTT, nas quais percorri 705 km. Pedalei durante 44 horas, das quais só em 15 minutos é que apanhei chuva da grossa. E porque quis. Só no Domingo de Carnaval é que esteve mesmo frio.

Pedalei 5 vezes no Estádio Nacional (zona de lama), 1 vez em Monsanto (zona de lama), 1 vez em Caneças (zona de lama), 1 vez na Carregueira (zona de lama) e 4 vezes e Sintra (zona que cria pouca lama).

Dois terços destas saídas foram feitas a solo. Dois terços destas saídas foram feitas de single-speed, a melhor amiga da água e da lama.

Espero que durante o mês de Março possa manter este ritmo de treino, ou mesmo aumentá-lo, já que a primeira etapa do Geo-Raid (S. Pedro do Sul) é já no início de Abril.

Nesta semana, onde pedalei duas vezes no Estádio e uma em Sintra, apanhei com a primeira grande carga de água na cabeça.

Na terça-feira, vinha eu do Estádio todo contente e enlameado, onde tinha arrasado com os trilhos todos, quando, após passar o túnel da Cruz Quebrada, reparo que o tempo estava com muito mau aspecto na direcção de Carcavelos. Começa então a cair uma chuva forte puxada a vento. Podia ter-me abrigado no túnel, mas optei por continuar. Foram cerca de quinze minutos até Laveiras, contra o vento e debaixo de chuva torrencial. O que vale é que não estava frio e sempre deu para lavar a bike (e a mim).

Sexta-feira foi dia da volta das subidas em Sintra, arrancando a pedalar de casa. O tempo esteve óptimo. Desta vez tive a companhia do Jorge Caiado e do Nuno Diniz. O JC, apesar de estar a treinar mais corrida, aguentou-se bem como de costume. Já o Nuno, não tem feito o trabalho de casa e teve alguns problemas (leia-se empeno). A última vez que o tinha visto assim (tipo zombie) foi quando da sua entrada naquele café em Sintra, durante a realização do saudoso S3K. Mas o que interessa é que saiu do conforto dos lençóis e foi pedalar. E o resto é conversa.

Hoje, fiz mais uma incursão ao Estádio. Apesar do dia ter amanhecido sequinho, o Windguru dava 1 mm de chuva para as 9h00 e o dobro para o meio dia. Estava eu todo equipadinho a tomar o pequeno-almoço, quando, às 8h20, começa a trovejar e a chover com força. Só lá para as 9h00 é que parou de chover e arranquei. Escusado será dizer que o Estádio estava um enorme lamaçal. Mas, como sempre, foi divertido e a SS esteve como peixe na água. Até consegui bater o meu record de média para esta volta, ultrapassando a mítica barreira dos 18 km/hora. Tinha acabado de chegar a casa, às 12h00 em ponto, começa a chover. Mais precisão do que isto é impossível.

 

 

A título de curiosidade, ontem retomei as minhas corridas na praia (as do monte nunca as deixei). E não podia ter escolhido melhor dia. Alerta laranja, a marginal cortada por causa das vagas que a invadiam e uma ventania ciclónica. Carcavelos estava toda branca, da espuma que era espalhada pelo vento. Coisas destas não se vêm no ginásio.

 

PM

 


publicado por pedramarela às 21:05
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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

Saudades do SOL !!!

 

Lembram-se disto ?! Céu azul, temperatura amena.... excelentes condições para o BTT ?!

 

Pois é, Portugal já não é o que era. E os betetistas começam a entrar em parafuso... CHEGA DE CHUVA! Estamos fartos!

SOL:  VOLTA,  ESTÁS PERDOADO.

 

 

FG

 

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publicado por pedramarela às 17:38
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Semana a Solo

Nesta semana de Carnaval, apesar da chuva que não pára de cair, consegui cumprir as minhas costumeiras três saídas de BTT. No entanto, pedalei sempre a solo, situação que se vai também tornando uma rotina. De facto, nos dias de correm, vai sendo cada vez mais difícil arranjar parceiros de pedalada, uns porque não têm disponibilidade e outros porque, com receio do frio e da chuva, se refugiaram no aconchego dos treinos de ginásio, ou deixaram mesmo de pedalar.

Em duas das saídas consegui iludir a chuva e terminar sem levar com ela em cima. E mesmo no dia de hoje, em que choveu a valer, consegui dar-lhe a volta (não evitei foi a lama). Também não foi das semanas mais frias.

Terça-feira, como já descrevi no post anterior, fiz uma volta de estrada até Sintra. Estava um tempo ameaçador, mas, apesar de algum frio, praticamente não choveu.

Quinta-feira foi dia da habitual volta das subidas em Sintra. Cerca de 45 km com seis belas subidas (Pedra Amarela Sul, Monge, Tapada dos Canudos, Eugaria/Gigarós/Capuchos, Lagos de Monserrate e Santa Eufémia). Deveria ter sido feita arrancando de casa a pedalar, mas com o meu habitual parceiro de férias, não tive pachorra e arranquei do Linhó. Esta volta de treino para o Geo-Raid, além de ser duríssima, não é muito agradável de fazer com tempo frio e húmido, pois nas longas e inclinadas subidas acaba-se sempre por suar bastante e depois, nas também longas descidas, arrefece-se muito. Cheguei ao carro com os pés gelados.

Hoje, dado que estava prevista chuva para todo o dia, acabei por não combinar nada de véspera e decidir de manhã se iria andar. Como não chovia às 7h00, fui fazer a minha voltinha até ao Estádio Nacional. É uma volta de compromisso, metade TT e metade estrada, com cerca de 50 km, feita de Single-Speed, sempre a aviar. Arranquei de casa a pedalar via Queluz de Baixo, subi a Serra de Carnaxide, entrei no estádio em Linda-a-Pastora, fiz cerca de 20 km nos caminhos do estádio, Caxias, Laveiras, Murganhal, Leceia, S. Marcos, casa.

Sensivelmente a meio da volta, quando já tinha despachado os trilhos por detrás do topo do estádio, começa a chover forte. Tive de me refugiar sob a pala da piscina durante uns dez minutos, até a chuva aliviar. Aliás, uma das vantagens das incursões ao estádio em dias de chuva é a existência de vários abrigos. E no caso das coisas se complicarem muito, na pior das hipóteses são trinta minutos a pedalar até casa.

A partir daqui, os trilhos que até aí nem estavam maus, ficaram completamente alagados. Mas nada com que uma SS não lide bem. Fiz todos os trilhos previstos, mesmo os da encosta que dá para Linda-a-Velha, por onde corriam autênticos ribeiros. A temperatura até esteve bastante agradável e na parte final o sol ainda fez umas aparições.

Mesmo sem companhia, com motivação e com algumas adaptações de percurso, lá se vai ludibriando a chuva e mantendo a actividade.

 

PM

 

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publicado por pedramarela às 21:39
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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

Máscara de Carnaval

No dia de Carnaval resolvi entrar no espírito da quadra e mascarar-me também. A máscara escolhida para a ocasião foi de ciclista de estrada.

Como as previsões meteorológicas para a terça-feira de Carnaval davam mais do mesmo, ou seja, chuva, achei melhor não combinar nenhuma saída de BTT e decidir de manhã cedinho se iria ou não pedalar. Caso o tempo ajudasse, não me estava porém a apetecer muito ir chafurdar na lama nos sítios do costume. Foi então que me ocorreu a ideia de reviver os velhos tempos e fazer uma saída de estrada com a BTT, percorrendo a marginal até ao Guincho e subindo a serra de Sintra. Seria um excelente treino e como não haveria trânsito, seria pouco provável a repetição da má experiência com automobilistas que tive há vários anos atrás na marginal e que me tem levado desde então a evitar aí pedalar.

O dia de Carnaval amanheceu bastante cinzento, ventoso e com algum frio. Mas como não chovia, enchi-me de coragem e decidi arriscar. Estava já todo equipado e pronto para arrancar, quando começa a chover. Felizmente a chuva foi de pouca dura e, mal surgiu uma aberta, arranquei.

Queluz de Baixo, Valeijas, Queijas, Estádio e estou na marginal. As estradas estavam todas molhadas e a água que não entrava por cima, ia entrando por baixo.

Em Caxias ainda caiem uns pingos, mas nada de especial. O trânsito era muito reduzido, pelo que pedalava sem grande stress. Ainda por cima contava com a ajuda do vento que soprava por trás e me ia permitindo rolar a velocidades à volta dos 30 km/hora. Aos anos que não fazia este percurso de bike.

Quando cheguei a Cascais já ia bem aquecido. Na estrada do Guincho, evito a ciclovia que estava cheia de poças de água. O mar estava espectacular, com uns vagalhões enormes. Quanto mais me aproximo do Guincho, mais o vento vai rodando para a frente, começando a dificultar bastante a progressão (há coisas que nunca mudam).

No início da subida para a Malveira da Serra, como uma barrita (em andamento). Subia a bom ritmo e a temperatura ia subindo, até se me embaciarem os óculos.

 Malveira, Azóia e viro em direcção aos Capuchos. A serra estava envolta num nevoeiro cerrado, mas continuava a não chover. Pouquíssimos foram os ciclistas com que me cruzei. Foram cerca de 40 minutos de subida, desde o Guincho.

Chegado ao cruzamento dos Capuchos, colocavam-se várias opções. Seguir para o Linhó (por estradão ou por estrada) ou seguir para Sintra (via Colares ou Rampa da Pena). Optei por descer a Rampa da Pena, mas com muito cuidadinho, que as curvas são apertadas, o piso estava molhado e o meu pneu de trás está um bocado a atirar para o slick.

Junto do portão da quinta de Vale Flor, no desvio para Santa Eufémia (fica para outra oportunidade), como uma banana e alivio a bexiga. Passo rapidamente por Sintra, donde saio por S. Pedro, mais a sua bela rampa.

Ainda equacionei a possibilidade de seguir em direcção ao Lourel e ligar a Belas, mas como não tinha feito o trabalho de casa e ainda me punha a inventar, achei melhor jogar pelo seguro. Assim, após a rotunda do Ramalhão, apontei ao autódromo, Manique, Tabaqueira, Varge Mondar, Cacém, S. Marcos e casa.

Foi um treino diferente, feito sempre a bom ritmo e que me permitiu reviver os bons velhos tempos (não pude foi ir pelo IC19). Apesar de só ter feito alcatrão, a passagem pela marginal, pelo Guincho e pela Serra de Sintra, são sempre espectaculares. A vantagem do treino de estrada é mesmo o possibilitar a manutenção de ritmos mais estabilizados e controlados (e já agora evitar os banhos de lama). Praticamente só parei de pedalar na descida da rampa da Pena. Fiz 78,4 km, em 3:23:00, com média de 23,3 km/hora.

 

PM

 


publicado por pedramarela às 21:57
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

Carnaval em MonSSanto

 

O Domingo de Carnaval assistiu a mais uma incursão singlespídica a Monsanto, que contou com a presença de três ilustres cultivadores da arte (ou pancada) de pedalar sem mudanças (Marco Messias, Pedro Mateus e Rui Algarvio). Compareceu também o Nuno Diniz, de multi-speed, que já não pedalava com a malta há algum tempo.

Aliás, nos últimos meses, muito do pessoal deixou praticamente de pedalar, entregando-se completamente à ronha. Uns, não se sabe por onde param, outros, devido ao inverno rigoroso que se tem feito sentir, hibernaram ou refugiaram-se no ginásio. Já no Domingo passado, a tão apreciada (e dura) voltinha de Caneças, finalmente feita na sua versão integral, da qual consta um espectacular single com quatro travessias de uma ribeira, tinha registado um reduzido número de presenças.

Mas vamos ao que interessa, que como se costuma dizer, só faz falta quem cá está. Após algumas negociações, o ponto de encontro foi marcado para Alfragide, no parque de estacionamento de uma conhecida cadeia de lojas de material desportivo, cujo nome começa por D, termina com N e tem pelo meio ecathlo.

 

Preparativos iniciais

 

A minha Surly 1x1 que já leva mais de 3500 km

 

A Genesis do MM com os seus novos BB7

 

A Sobre do RA, com os seus punhos verdes e espaçadores multicolores

 

Como de costume, para fazer render o peixe, arranquei de casa a pedalar. Subi a Serra de Carnaxide a partir da Matinha de Queluz e, após passar junto ao cemitério da Amadora, desci para Alfragide. Esta operação não foi muito agradável, pois à hora em que comecei a pedalar (7h45) fazia um frio de rachar.

Cheguei ao local de partida já com um furo na roda da frente (feito em estrada), mas que felizmente o tubless vedou.

Após as habituais conversas relativas ao frio, aos baldistas e às últimas alterações mecânicas das bikes, lá arrancámos para os trilhos, onde fomos guiados pelo RA, profundo conhecedor da zona. Percorremos Monsanto todo, de lés a lés e fizemos trilhos variados e para todos os gostos, onde, como não podia deixar de ser, imperavam os singles, alguns bem fechados, sinuosos e técnicos. Vários trilhos foram uma novidade para mim e outros, que já conhecia, foram feitos no sentido contrário ao usual. Não faltaram também as belas subidas, umas mais físicas (como a paralela à auto-estrada) e outras mais complicadas para as SS, devido à sua grande inclinação e piso com pouca tracção.

 

1º Furo do MM logo nos trilhos iniciais

 

Enchendo a Câmara de ar com a boca

 

Final de um single bem difícil de subir, após o moinho das cruzes

 

Troço muito enlameado da subida da auto-estrada

 

RA a puxar pela Sobre

 

E vão dois. Desta vez na roda de trás para ser mais complicado.

 

Neste Camelback há de tudo, como na farmácia

 

MM a bombar num dos mais espectaculares singles de Monsanto

 

Nuno, já vai sendo tempo de arranjares uma SS...

 

 

Rampa antes do hospital

 

O terreno encontrava-se algo pesado e lamacento, mas nada que limitasse muito a nossa progressão.

O MM, que vinha todo contente a estrear os seus novos BB7, esteve em maré de azar, já que furou duas vezes. Ossos do ofício.

 

O grupo à chegada...sempre em forma

 

Mais uma manhã bem passada a pedalar, onde a boa disposição e os singles fantásticos de Monsanto fizeram esquecer o frio intenso.

Quem não foi, fez muito bem em ficar em casa, no sofá, frente à lareira, que isto de pedalar com lama e baixas temperaturas é só para malta rija.

 

PM

 

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publicado por pedramarela às 21:43
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