Domingo, 30 de Maio de 2010

Carregueira - Lapiás - Belas 30 Maio 2010

 

Hoje, após muitos meses, regressei à Carregueira, local onde comecei, há longos anos, a fazer BTT.

Foi um passeio espectacular na companhia do Pedro Mateus e do Jorge Caiado, percorrendo trilhos magníficos com o excelente enquadramento paisagístico proporcionado pela explosão de bio-massa típica de uma primavera tardia que se segue a um inverno bastante chuvoso.

 

 

Fernando Godinho, Jorge Caiado e Pedro Mateus

 

Eu comecei na Vesauto (Venda Seca - Cacém) e os meus dois companheiros juntaram-se aí a mim, depois de terem partido a pedalar de Tercena.

Descemos em direcção à Abelheira, passámos depois em Fitares e dirigimo-nos à Tala. São mais que muitas as alterações que tivémos que fazer em relação ao percurso "antigo", devido à completa modificação da rede viária provocada pela construção da autoestrada nova. Enfim.... é o "progresso".....

 

Depois da Tala, começámos então a entranhar-nos na Serra da Carregueira, com passagem pela lindíssima Quinta do Malhapão e pela carreira de tiro dos comandos. Subimos ao Monte Suímo (ponto mais alto das redondezas - a seguir à Serra de Sintra, claro), circundámos o golf do Lisbon Sports Club e a penitenciária, para chegarmos ao Moinho Novo da Mata, onde um outro betetista fez o favor de nos tirar a foto acima exibida. Repare-se na excelente vista sobre a Serra de Sintra!

Fizémos (com alguns desmontanços...) a descida do moinho e seguimos em direcção ao Vale da Calada. Passámos em alguns trilhos que representaram novidade para mim (e ainda bem, é o que eu mais gosto!) e fizémos uma famosa rampa em alcatrão que "ófaxavor"....

 

Os campos estão realmente muito bonitos, há flores por todos os lados. Os coelhos e até alguns lagartos cruzam os trilhos á nossa frente. O dia também ajudou, diga-se de passagem...

 

 

 

 

Como já devem ter reparado, o PM levou a sua Surly 1x1 singlespeed e o Jorge trouxe uma máquina emprestada, devido ao facto de a sua estar "no estaleiro". Lá na loja impingiram-lhe uma 29er (BTT com roda de 29' em vez de 26'), para ele experimentar. A bicla é lindíssima e o homem adaptou-se perfeitamente .... com a força dele, outra coisa não seria de esperar...

 

Passámos por uma zona absolutamente obrigatória : O Campo de Lapiás da Pedra Furada. Aí aproveitámos para comer qualquer coisita...

 

 

 

Subimos depois ao Monte Rebolo e, pouco tempo depois, encontrámos o amigo Zé Carlos acompanhado por outro elemento do grupo sobesobeedesce, que nos fizeram companhia durante algum tempo.

 

Próximo destino : Vale de Lobos, uma pequena e sossegada localidade, rodeada de excelentes trilhos para a prática do BTT. Gancho à esquerda e........ uma grande rampa (que há anos não visitava....) em direcção ao Belas Clube de Campo.

Quem sobe, tem que descer. E assim foi, pelos caminhos ao longo do campo de golfe, fomo-nos aproximando de Belas. Não houve tempo para ir comer um fôfo.; seguimos de volta à Carregueira. Antes disso, claro, houve a obrigatória passagem pelo vale da Ribeira de Belas e pela fantástica Quinta da Fonteireira.

 

 

 

Chegados a Idanha, os "geo-raiders" seguiram o seu rumo (Tercena) e o "empenado" (eu) pedalei na direcção da vesauto, onde o meu carrito me esperava....

 

Foi uma excelentíssima manhã de BTT. Agradeço ao Pedro e ao Jorge a paciência que tiveram em aturar o meu andamento. Temos que voltar em breve (Miguel !! há umas zonas com singles - e não só - excelentes para filmagens).

 

Pr'á semana : Caneças trip !!! Amigo Rui A, prepara a logística.

Brevemente : G E R Ê S ......

 

Boas pedaladas (dessas e das outras) !

 

FG

 

 


publicado por pedramarela às 16:48
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Sábado, 29 de Maio de 2010

1ª Maratona Foros de Vale de Figueira 23/Maio "Por Terras de Seareiros"

A 1ª Maratona de Foros de Vale Figueira (freguesia do concelho de Montemor-o-Novo), realizada a 23 de Maio, foi mais uma em que participámos com o objectivo de sair da rotina das voltas domingueiras do costume, fazendo um treino a um ritmo bem puxado, ao mesmo tempo que fazemos também um pouco de turismo.

Contou apenas com a presença dos três “suspeitos do costume” (JC, PM e RV), já que o resto do pessoal continua a não aderir a estes eventos, preferindo antes pedalar pela enésima vez nos locais habituais (ou mesmo não pedalar).

A organização esteve a cargo do recém-criado grupo de BTT FVF Bike Team, tendo custado a inscrição 16,00€, com almoço incluído. Podia-se optar por três percursos: 70 km (a nossa opção), 40 km e 20 km guiados.

O número máximo de participantes aceites era de 200, o que é sempre um factor que nos agrada, permitindo-nos pedalar sem grandes confusões ou molhadas.

A concentração fez-se no campo de Futebol da terra, junto ao qual estacionámos sem qualquer problema, após uma viagem de pouco mais de uma hora.

Estacionamento ao lado do campo da bola

Aquecendo os motores no campo de Futebol

Preparativos finais 

Zona de partida

O secretariado foi hiper-rápido. Como o RV tinha chegado mais cedo, pedimos-lhe para levantar os nossos frontais. Assim, foi só abrir o vidro do carro e receber os sacos, onde eles estavam juntamente com algumas lembranças.

Enquanto nos posicionávamos para a partida vimos logo que aquela seria uma organização “familiar”, com poucos participantes e com um ambiente descontraído. Esta foi dada com cerca de dez minutos de atraso.

O percurso, apesar de ser mais para o rolante e de não ter muitas subidas, surpreendeu-nos pela positiva. Começou logo com um lindíssimo e longo single, que se percebia ter sido aberto, nalgumas partes, pela organização à força de braços. Após a separação dos 40 e dos 70 quilómetros, entrámos num terreno sempre do nosso agrado, tipo Serra de Grândola, com algum sobe e desce e com passagem em vários vales com travessia das respectivas ribeiras. A parte final, com mais estradão, foi menos interessante, mas no geral ficámos muito agradados com o percurso.

Primeiros trilhos

Ribeiras e singles

O vento soprou com alguma intensidade, o que se por um lado dificultou um pouco o esforço nalgumas secções do percurso, por outro contribuiu para que a temperatura não subisse demasiado.

A marcação, feita com fitas e com cal no chão, pareceu-nos bastante boa, apesar de nos termos enganado uma vez. Os elementos da organização dispostos ao longo do percurso pareceram-nos em número suficiente. O mesmo aconteceu com os abastecimentos (onde não parámos).

Quanto à nossa prestação, fizemos uma prova de trás para a frente, com uma partida relativamente calma. Os primeiros quilómetros não foram no entanto muito fáceis, pois o facto de serem predominantemente em single, obrigavam a grande atenção na condução e criavam grandes dificuldades nas ultrapassagens.

Após o primeiro controlo, eu e o JC conseguimos finalmente reagrupar e estabilizar. Numa parte de estradão, começamos a olhar para trás, à procura do RV, para ver se ele se juntava a nós, mas nem sinal dele. Lá seguimos os dois, ultrapassando aqui e ali outros participantes que tentavam seguir connosco mas que fomos deixando para trás, aproveitando para isso as subidas que iam surgindo. Somos informados que seguimos em 4º e 5º lugar.

JC numa zona mais rolante

Ainda nos enganámos no percurso, juntamente com os quatro parceiros que seguiam connosco. Após um portão onde estava uma escuteira sentadinha, devíamos ter virado à direita, mas seguimos em frente, a descer, até depararmos com uma barragem. Vimos logo que devia haver engano e lá tivemos de subir até ao caminho correcto. Diga-se que, nem a descer nem a subir, vi qualquer marcação e que a escuteira podia ter avisado que era para virar à direita.

Durante esta parte intermédia da prova as despesas ficaram mais a meu cargo. O JC, ainda a ressentir-se um pouco das dores nas costelas originadas pela queda dada na terça-feira anterior, estava mais contido do que o costume, isto apesar de seguirmos em bom andamento.

JC tenta voltar a ligar o motor após a travessia de mais uma ribeira

Assim seguimos, sozinhos, durante boa parte do percurso. Com o aproximar dos quilómetros finais, começamos a avistar outros participantes ao longe. Foi como agitar uma cenoura à frente dum burro. O JC entrou no “modo de esticão” e lá se foi o final calmo e controlado que eu tinha esperança de ainda vir a fazer. O vento soprava de frente, o Jorge puxava para a frente e eu ia ficando para trás. Ainda por cima, só um desses participantes é que era dos 70 km e ia a passo de caracol. Os outros eram dos 40 km e iam quase parados (uns iam mesmo a pé).

Estranhamente, chegamos à meta com o conta-quilómetros a indicar 74 km, a distância anunciada pela organização. O acumulado de subidas andaria por volta dos 1000 m.

A nossa classificação foi a seguinte:

- 3º JC – 3:22:25 (a 30’’ do 2º e 15’ do 1º);

- 4º PM – 3:22:51;

- 9º RV – 3:34:26.

Terminaram os 70 km 24 participantes e 74 os 40 km.

Os banhos foram nos balneários do campo da bola, numas instalações algo acanhadas, mas suficientes. Havia água quente, mas o calor pedia mais água fria.

Seguiu-se o almoço/convívio muito bem servido e à descrição. Constava de várias entradas, sopa, porco no espeto, batata frita, arroz de feijão, salada, salada de frutas, doces e café.

Repasto final

A organização está de parabéns neste seu primeiro evento BTT. Bom percurso, boa marcação, apoio ao percurso e abastecimentos suficientes, secretariado e classificações rápidos, excelente almoço. E muito importante, número de inscritos adequado aos recursos disponíveis.

Quanto aos restantes pedras, perderam uma boa oportunidade de participar num evento agradável, sem confusões, desfrutando de um bom percurso e de um bom almoço/convívio. Em último caso, até podiam ter ido para o passeio guiado de 20 km.

 

PM

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publicado por pedramarela às 23:40
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Domingo, 23 de Maio de 2010

Monsanto 23 de Maio 2010

 

Vídeo (mais um do Miguel !) do belo passeio de domingo entre o Estádio Nacional e o Parque de Monsanto. Belos trilhos em excelente companhia!

 

FG


publicado por pedramarela às 20:25
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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

Parque da Pena - O Jardim Proibido

 

 

Mais um vídeo do Miguel R. Desta vez nos jardins do Parque da Pena em Sintra. Local lindíssimo, que está a ser "arranjado". Felizmente. Ciclistas, para além do Miguel: Fernando G. e R. Simão. Venha lá o PEC que vier, esta manhã bem passada já ninguém nos tira. 21 de Maio de 2010.

 

 

FG


publicado por pedramarela às 18:13
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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

II Desafio BTTralhos - "A Idade da Pedra" Vermoil - 01/Maio/2010

Para comemorar devidamente o dia do trabalhador, eu e o RV decidimos pôr os pedais a trabalhar a sério e aceitar o II Desafio BTTralhos. Para este desafio veio também connosco o Ricardo Saleiro, que fez a sua estreia com a camisola pedrAmarela.

Já há algum tempo que este evento, organizado pelo grupo BTTralhos, vinha chamando a minha atenção, através do tópico alusivo ao mesmo que se encontrava no Fórum BTT. Tratava-se de um passeio daqueles como a malta gosta (pelo menos alguns de nós), para pessoal de barba rija, com 110 km de extensão, com 3000 m de desnível acumulado de subidas, gratuito, em autonomia, com navegação por GPS e que passaria pela Serra do Sicó, um local muito interessante para a prática do BTT e que ainda não conhecíamos.

Para participar seria apenas necessário fazer uma inscrição no site da organização, onde estava disponível toda a informação relativa ao “empeno” em questão. A organização enviou-nos depois, por e-mail, o track GPS do percurso e uma série de informações relativas quer ao programa, quer ao percurso.

Estranhamente, e contrariamente ao que geralmente me sucede, consegui carregar o track GPS à primeira, sem qualquer problema. Encarei isso como um sinal de que o passeio ia correr bem.

Estavam inscritos pouco mais de 180 participantes, pelo que se previa um “ambiente de trabalho” calmo, sem molhadas ou confusões. Registe-se a participação de duas senhoras e de quatro “hermanos” de Pontevedra.

Às oito da matina lá nos encontrámos no campo da bola de Vermoil, freguesia do concelho de Pombal, onde teria início e terminaria o passeio. Fomos levantar os dorsais, que serviriam para identificar os participantes e onde estavam os números de telefone da organização e dos bombeiros das localidades por onde passaríamos.

PM, RV e o caloiro RS

Após um brevíssimo briefing, às 8h30, foi dada a partida para o que se revelaria uma excelente jornada de BTT.

O pessoal a concentrar-se para a partida

MDiogo dirige algumas palavras às massas trabalhadoras

Os primeiros quilómetros foram bastante planos e rolantes, alternando o alcatrão com pisos de terra. Num destes últimos, nuns regos abertos pelos rodados dos tractores e meio encobertos pela erva molhada (tinha chovido de madrugada), resvala-me a roda da frente, tendo eu aproveitado logo para encetar um contacto mais íntimo com o terreno (vulgo malho). Felizmente não se registaram consequências deste incidente, para além de algumas amolgadelas no orgulho.

As duas senhoras participantes dão as primeiras pedaladas

RV naquele que começa a ser o seu ambiente natural, o alcatrão

Passagem sobre a linha do norte

Rolámos um bocado paralelamente à linha do norte, sobre a qual passámos pouco depois. Mal transpomos a linha, deparamos com a primeira dificuldade do dia. Um single a subir, com uns regos manhosos, onde o pessoal, vai-se lá saber porquê, resolveu todo apear e subir com as bikes à mão. Enquanto vou murmurando entre dentes as imprecações do costume, começo a aperceber-me da ironia da situação. Então um gajo não vai a Portalegre para evitar as molhadas e estava agora ali, num passeio com ambiente familiar, enfiado num engarrafamento tipo IC19. Mas pronto, lá aproveito para tirar umas fotos que o dia era para descontrair.

Primeira subida, primeiro engarrafamento

Não vai um gajo a Portalegre para isto

Estes primeiros contratempos são rapidamente esquecidos na profusão de singles interessantes e técnicos que se vão sucedendo. Um deles, após atravessarmos o IC8, foi mesmo bastante difícil de fazer, pois era revestido a pedra e vegetação molhadas que faziam as rodas patinar constantemente, tornando eminente um mergulho de cabeça em direcção aos valados e às silvas que o ladeavam.

Primeiros singles

A exigirem alguma técnica

O percurso ia agradando

Esta sucessão de singles conduziu-nos até à aldeia do Vale, da qual saímos por um estradão a subir que terminava numa pedreira. No single que se seguiu, numa zona mais desabrigada, ainda caíram uns pingos de chuva que nos levaram a temer o pior. Mas felizmente a coisa aguentou-se e o tempo manteve-se sempre bastante agradável para pedalar.

Subindo após a aldeia do Vale

RS na sua GT Marathon

Final da subida

Seguiram-se alguns quilómetros de caminhos ao longo da Serra do Sicó, com passagem pelas povoações do Zambujal e dos Poios. Estes caminhos ora eram mais largos, ora eram mais estreitos, ora subiam, ora desciam, ora tinham mais pedra, ora tinham menos pedra, mas a paisagem era sempre espectacular. Numa dessas descidas, até parecia que estávamos em S. Pedro do Sul, tal era a quantidade de pedra que nos abanava o esqueleto. Seguíamos juntamente com um pequeno grupo de malta, a maioria sem GPS e que ia aproveitando a nossa companhia para se orientar.

Single a seguir à pedreira do Vale

A saída dos Poios fez-se por uma subida em alcatrão, paralela a uma escarpa onde se avistava, lá no alto, a capela da Sra. da Estrela. Mas rapidamente o alcatrão deu lugar a novo single, desta vez bem fechado por uma vegetação exuberante, ao qual se seguiu um troço com uma paisagem a fazer lembrar a Serra dos Candeeiros, com os seus caminhos ladeados por muros de pedra, que se desenrolam ao longo de velhos olivais.

Abastecimento em andamento

Ao fundo, a escarpa com a capela da Sra. da Estrela

Saimos do alcatrão directamente para um single bem fechado

Dois dos nuestros hermanos presentes

Muros de pedra e olivais

Passamos perto das povoações de Casais de S. Jorge e de Degracias, após as quais se iniciou a maior ascensão do dia, ao longo de um estradão que nos levaria, através de um parque eólico, um pouco acima dos 500 m de altitude. 

Parque eólico

Em plena serra, a Capela de S. António de Degracias

Um rebanho faz uma pausa enquanto passamos

A trabalheira que deve ter dado fazer todos estes muros de pedra

RS chegando ao topo

Despachada a subida, que até se fazia bem, seguiu-se a inevitável descida. Esta iria conduzir-nos até ao vale dos covões, um dos pontos mais interessantes deste passeio, onde pudemos observar a magnífica paisagem cársica, da qual faziam parte formações de lapiás e as célebres Buracas do Casmilo.

Início da descida após as eólicas

A armada espanhola a descer

  Rumo ao vale dos covões

 Já no vale

Buracas do Casmilo...

...formações cársicas espectaculares

Aproveitamos o momento contemplativo para aviar umas barras. Estas iriam ajudar-nos na subida que era necessário fazer para sair do vale.

Com paisagens destas até apetece subir

As buracas iam ficando para trás

Através da Serra de Jeananes seguimos até à povoação seguinte, a Chanca, onde após o miradouro do alto da serra, somos brindados com um single espectacular que descia até à povoação da Ordem.

Início de um dos melhores singles do dia

Novo troço de alcatrão levou-nos até ao Rabaçal, onde já se via algum pessoal a encostar nos cafés para abastecer. Não foi o nosso caso, que resolvemos continuar a pedalar rumo ao próximo ponto de interesse, o castelo no alto do monte Germanelo.

Subindo em direcção ao castelo de Germanelo

Deixamos o Rabaçal e o Sicó para trás

"Área de descanso", indicava a tabuleta

Já passava do meio-dia quando terminámos de subir e passámos perto do castelo. Pedalávamos sozinhos através de uma paisagem lindíssima, com os campos todos verdes e floridos. Á nossa frente erguia-se um monte bastante característico que dá pelo nome de Jurumelo. Passamos pelo lugarejo de Tamazinhos, onde alguns dos caminhos nos fazem por momentos lembrar as calçadas de Monsanto.

Primavera

RS a mostrar trabalho, transportando a bike do fotógrafo

Monte Jurumelo

Tamazinhos

Um pouco mais à frente começamos a avistar a imponente Serra da Lousã, onde em Outubro passado fizemos o Geo-Raid. Os caminhos começam a ser mais planos e a pedir andamentos mais vivos. No entanto, o RS começa a acusar a falta de quilómetros nas pernas e a solicitar uma paragem nas boxes para reabastecimento.

A toponímia portuguesa no seu melhor

Serra da Lousã em pano de fundo

Curiosamente, sempre que alguém falava em bifanas, eu enganava-me no caminho. Diga-se que a navegação do nosso grupo ficou a meu cargo, já que mais ninguém tinha levado GPS. Isto tem as suas desvantagens, pois cada engano na navegação (que como é habitual foram vários) dá logo direito a ouvir as bocas do costume.

Decidimos então procurar um café na povoação seguinte que era Figueiras Podres de S. João. O problema é que nas Figueiras só mesmo figos e ainda por cima podres. Café não havia. Lá tivemos de aguentar até Ansião.

Já em Ansião, abancamos finalmente na esplanada de um dos muitos cafés aí existente. Logo por azar, este ficava em frente a uma Casa do Benfica. Perdi logo o apetite. Mas como tinha de comer alguma coisita, lá me obriguei a comer uma bifana, meia sandes de presunto e uma cola. Atestámos também os “Camelos” de água. O RS aproveitou ainda para tomar um shot de Magnesona.

Lá se foi a autonomia...

"Rainha Santa dando esmola a um ancião"

Registe-se que não sou grande adepto de paragens em cafés durante este tipo de eventos. Primeiro, porque acho mais piada fazê-los em autonomia total (excepto água). Segundo, porque após estas longas paragens, o corpo não acha muita piada a ter de voltar a pedalar.

Estávamos com 70 km pedalados, faltando apenas 40. Este apenas é relativo pois o tipo de terreno que apanhámos a partir daqui era de progressão um pouco lenta. Foi um sobe e desce constante, tipo serrote, com uma overdose de singles do melhor, por entre pinhais, carvalhais, eucaliptais e campos de cultivo.

Mal arrancamos, ainda as pernas estavam a tentar aquecer, levamos logo com uns singles fechados, com uma mistura de pedra e de mato, onde deixámos uns bocados de pele agarrados às silvas.

Pouco depois, telefona o JC todo contente, que já tinha terminado a Maratona de Portalegre em 71º lugar (mais tarde veio-se a saber que afinal era 51º). Lá lhe dei os parabéns, enquanto pensava para com os meus botões, tás tramado, ainda tens dois Geo-Raids para fazer com um parceiro que deve ter caído dentro do caldeirão da poção mágica quando era pequeno.

Lá seguíamos animadamente, quando passam por nós alguns BTTralhos, um dos quais era o MDiogo, o grande dinamizador deste passeio e com o qual ainda trocámos uns dedos de conversa.

À conversa com o MDiogo

Entre um single e outro, fizemos um bocado de estradão que seguia ao logo do Rio Nabão, em cujas águas cristalinas ondulavam longos e verdíssimos limos.

Rio Nabão

Como já referi anteriormente, o terreno era muito variado e arborizado, tornando a progressão bastante agradável. Passámos nas traseiras de várias povoações e os singles iam-se sucedendo, serpenteando por entre campos cultivados que muitas vezes surgiam isolados no meio de pinhais.

Pinhais, olivais, campos de cultivo, singles...

Outro ponto de interesse foi a passagem junto de uns velhos moinhos, no alto de um monte.

A cerca de dez quilómetros do fim, o track assinalava “a subida”. E de facto a rampa era tramada. Uma verdadeira “cai de costas”. Ia literalmente caindo de costas, quando a roda da minha bike levantou e me desequilibrei. Só o RV, com o seu treino específico nas rampas da Arrábida, ajudado pelos pneus 2.25, é que conseguiu subir aquilo.

Chegámos a Vermoil, subindo uma rampinha final em alcatrão, já passava das 18h30. O meu GPS registou 112 km, com 8h43’ a pedalar e 1h22’ parados (ai as bifanas). 2699 metros de desnível acumulado de subidas. Ponto mais alto 535 metros.

De seguida fomos tomar banho (de água quente) aos balneários do campo de Futebol. A organização ainda nos ofereceu pizza, sumos e fruta.

Final da jornada de trabalho. Que belas meias.

Fazendo o balanço deste passeio, achei o formato bastante interessante. A organização foi informal mas muito boa. Malta simpática, disponível e que veio pedalar com os participantes. Forneceram atempadamente a informação necessária e o track GPS. O percurso era excelente: duro, técnico q.b., variado, bonito, com inúmeros singles e com muitos pontos de interesse. Banho quente e reforço alimentar no final. E tudo isto de borla. O que é que se pode querer mais? Um grande obrigado aos BTTralhos por nos terem proporcionado um excelente dia de BTT puro e duro.

A data escolhida também foi boa. Apanhámos a Primavera em plena pujança, com os campos todos verdes e floridos. Tivemos ainda muita sorte com a meteorologia, que nos ofereceu um dia sem chuva e com uma temperatura óptima para pedalar.

De salientar o bom ambiente que se criou entre os participantes. Não se notou aquele stress típico dos eventos competitivos, estando o pessoal mais preocupado em divertir-se a pedalar e em desfrutar dos trilhos, da paisagem e da companhia dos amigos. O número de participantes relativamente reduzido (130) também ajudou a que tudo corresse sem confusões.

Uma referência final muito positiva para a estreia oficial do RS como membro pedrAmarela. Para quem raramente anda de BTT, dispor-se a fazer uma volta com esta distância e acumulado de subidas, foi de homem. Veio sensatamente a gerir o esforço durante grande parte do percurso, recusando-se a responder a “provocações”, mas na parte final ainda conseguia aparentar alguma frescura, chegando mesmo a acompanhar alguns andamentos mais vivos. Um exemplo para alguns membros mais antigos do grupo.

Venham mais desafios destes.

 

PM

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publicado por pedramarela às 18:29
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Domingo, 2 de Maio de 2010

Vídeo - Carrossel do Lizandro

 

Tarde de sexta-feira. Volta pelos trilhos do Lizandro, com o Miguel e o Nuno. Mais um excelente vídeo da "dupla maravilha"!

 

FG


publicado por pedramarela às 17:15
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Quem Somos

Eis a lista actualizada (6 Fev 2011) de membros da pedrAmarela:

 

 

1

Fernando Godinho
2 Carlos Glória
3 Pedro Mateus
4   Paulo Fernandes
5 Luís Fernandes
6   Fernando Silva
7   Soledade Duarte
8   José Duarte
9 Helena Pinto
10   Patrícia Abreu
11 Cristina Tavares
12 Pedro Duarte
13   Paulo Nobre
14 Pedro L. Ferreira
15 Abilio Martins
16 Renato Mateus
17 Rui Valente
18 José Pedro Vieira
19 Francisco Morais
20 L.Miguel Romão
21 Jorge Caiado
22 L.Miguel Antunes
23 Nuno Ferreira
24 Vladimiro Spencer
25 Nuno Diniz
26 Marco Messias
27 Carlos Pinto
28 Valter Ferreira
29 Rui Algarvio

 

30                                                                              Ricardo Saleiro                     
31                                                            João Agostinho                     

 

FG


publicado por pedramarela às 00:09
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