Domingo, 27 de Junho de 2010

PNSAC - o vídeo

Mais um excelente vídeo do Miguel Romão ! Grande dia de BTT no PNSAC e seus trilhos pedregosos.
FG
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publicado por pedramarela às 23:48
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pedrAs e PEDRAS !!!

 

 

Finalmente um passeio ao Reino da Pedra. PNSAC - Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Quatro pedrAs à partida de uma volta com muitas mais PEDRAS (das verdadeiras...). Marco M. , Miguel A., Miguel R. e Fernando G. responderam à chamada.

O percurso escolhido foi um track descarregado da net : http://www.gpsies.com/map.do?fileId=kqukltfhghhunwvc com cerca de 60km, com início e final em Alcanede.

 

 

O percurso é muito bonito e com excelentes condições para a prática do BTT (preferencialmente com uma bicicleta de suspensão total...) e o track foi muito bem marcado, sem nunca proporcionar enganos ou situações duvidosas. Os nossos agradecimentos ao autor !

 

A primeira parte (sentido sul-norte) é maioritariamente a subir e os quilómetros finais quase sempre a descer. O piso é o típico do PNSAC, ou seja : pedra, pedra e mais pedra! Alguns estradões, também alguns singletracks bonitos em zonas com fetos e tudo... e muitos caminhos marginados pelos característicos muros de pedra.

 

Alcanede e o seu castelo altaneiro

 

O percurso começa (e acaba) mesmo em Alcanede, em frente ao Restaurante "O Alcaide". Daí seguimos algum tempo em alcatrão, quando súbitamente nos surge à direita uma rampa em terra, com mau piso e uma inclinação forte, que nos dá as boas vindas e serve de "aquecimento" para o que aí vem.

 

 

Continuamos a subir e podemos avistar sobre a esquerda um "capacete " de nuvens sobre a serra. Primeiras impressões fantásticas. A paisagem é rude mas imponente.

 

 

 

Pedalamos depois algum tempo num zona planáltica onde podemos observar algumas formações cársicas - lapiás. Primeira paragem para a foto de grupo e algumas "brincadeiras".

 

 

Depois desta acrobacia, o nosso carteiro pedalante encontra uma referência à sua terra: o mundo é pequeno, realmente!!!

 

 

Entretanto, e um pouco mais à frente, numa aldeia lindíssima (S.Julião, salvo erro...) outros encontram referências às suas fortes paixões extra-betetísticas. O mundo é GRANDE !

 

 

Continuamos a subir e a certa altura alguém olha para a direita e repara num local extraordinário : uma zona de recolha de água da chuva, que depois de rolar poruma encosta de pedra, se encaminha para um reservatório que abastece a povoação. O engenho humano tem destas surpresas...

 

 

 

Aproveitámos para "brincar" um bocado e quando saímos desta zona encontrámos duas grandes cobras mortas em plena estrada. Continuando a subir até uma saída para a direita que nos coloca de novo "em situação", isto é num trilho pedregoso e inclinado, mas com uma vista muito bonita sobre a serra.

 

 

 

 

 

Por esta altura estávamos já a curtir bastante os trilhos, e o Miguel R. ia fazendo os seus habituais registos de imagem em vídeo (que esperamos ter em breve disponíveis...).

 

 

No final deste excelente trilho, entramos num estradão que nos leva até uma fiada de moinhos bem bonitos.

 

 

m&m's : Marco Messias

 

Segue-se uma ligeira descida e voltamos novamente a subir em single track até ao ex-libris deste passeio : a FÓRNEA. Um local absolutamente fantástico, onde paramos um bocado para apreciar o panorama e tratar do estômago...

 

 

 

a fórnea : de cortar a respiração...

 

 

 

Saímos da Fórnea por um single interessante, inicialmente a subir, mas depois entramos numa zona extremamente rápida em que as "talegas" cumpriram a sua função, deixando-nos rolar a cerca de 40km/h por entre os já referidos muros de pedra. Alta adrenalina....

 

 

Como referimos acima, agora o percurso é quase sempre a descer, não sem que de quando em vez nos apareçam alguns trilhos "tipo Sintra" (classificação feita pelo Marco, devido aos fetos existentes nestes caminhos.

 

 

Estamos quase a chegar ao ponto de partida. Fazemos ainda uma pequena subida que passa perto do castelo de Alcanede, e depois descemos para o "trilho final" :

 

Trilho secreto (de porco preto...) e água das pedras amarela (?)

 

Referimos no início que a volta terminou em frente ao Restaurante " O Alcaide". Erro ! Terminou DENTRO do dito restaurante, onde fomos muito bem recebidos pelo patrão, que também é betetista e com quem combinámos, desde já, futuras incursões aos trilhos do PNSAC.

 

Venha lá o PEC que vier, este dia bem passado já ninguém nos tira!

 

 

FG

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publicado por pedramarela às 20:59
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Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

5000 km SS

Pois é, já lá vão 5000 km a pedalar em 32x18, desde que em Janeiro de 2009 me deu a pancada de montar a minha SS - Surly 1x1.

Quem diria neste ano e meio, que o que começou como uma experiência me ia deixar totalmente agarrado, ao ponto de cerca de dois terços dos quilómetros que faço actualmente serem pedalados sem mudanças?

A efeméride foi devidamente comemorada com uma bela voltinha em MonSSanto, na companhia do FG (também de SS), JC, MR e RA.

Mesmo com um raio partido na roda de trás, com folga no eixo pedaleiro e com o tubless da roda da frente a perder ar, a máquina continua a bombar.

Até me começaram a surgir ideias suicidas de a levar no próximo Domingo para uma certa volta na Arrábida, apelidada de "Encontro dos Duros". Pode ser que até lá a sensatez se volte a instalar na minha cabeça.

 

PM

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publicado por pedramarela às 18:50
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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

VI Maratona BTT Cuba - 20/Junho/2010

Foi na vila de Cuba, local por nós nunca antes pedalado, que decorreu mais uma maratona a contar com a presença do trio do costume (JC, PM e RV). A organização esteve a cargo do Clube Cuba Aventura, tendo a inscrição ficado em 20 euros, com almoço incluído. Como sempre inscrevemo-nos na distância mais longa (desta vez 70 km), mas estavam ainda disponíveis, como alternativa, 40 km e 20 km guiados.

Visto Cuba ainda ficar um bocadinho longe, esta deslocação custou-nos umas horitas de sono a menos. Alvorada às 5h15, arrancar às 6h00, apanhar o RV na Quinta do Conde pelas 6h45 e chegada ao destino pouco antes das 8h30 (hora de fecho do secretariado).

Finalmente estava em Cuba. Pronto, não era a do Fidel e, embora tivesse calor, não tinha praias (só piscina). Mas temos de começar por algum lado. Tivemos até bastante sorte com o tempo, pois o calor só se fez sentir a sério a partir da hora de almoço. De manhã o tempo até esteve encoberto e fresco, o que facilita sempre a vida aos ciclistas.

Fui logo a correr direitinho ao secretariado, onde estava servido um pequeno-almoço para os participantes. Aqui, despachei-me de forma extremamente rápida, já que, contrastando com a grande fila para levantar os dorsais dos 40 km, a fila para os 70 km era inexistente. Cada vez me convenço mais que a principal motivação que leva a maioria do pessoal a participa nestas provas, é o almoço e não o acto de pedalar.

No saco das lembranças estava uma t-shirt, um gel e uma senha de acesso às piscinas.

PM, JC e RV, junto duns moços que estavam cantando junto da zona de partida.

Dado o nosso atraso, tivemos de nos posicionar para a partida bem na cauda do pelotão. E ainda eram para aí uns 500. Até partimos atrás da malta do passeio guiado.

A partida, que segundo rezam as más-línguas, foi algo atabalhoada e com alguns Chico espertos a darem o golpe, foi dada às 9h00, apesar de estar anunciada para as 9h15.

O vasto pelotão que se preparava para partir, visto de trás.

Com 500 marmelos à nossa frente tínhamos de fazer, como se costuma dizer, uma prova de trás para a frente. O problema foi que, como o terreno era mais para o plano, tornava-se bastante difícil fazer ultrapassagens. O pessoal ia todo rápido, o que conjugado com alguns pisos manhosos (até terreno lavrado apanhámos), nos quais tínhamos de rolar nos sulcos dos rodados dos tractores, nos obrigou a marcar passo e a comer pó durante uns bons quilómetros.

RV pedala junto de um casal oriundo das "terras de sua majestade".

O longo pelotão no qual seguiamos e que nos ia cobrindo de pó.

Para variar, o RV foi-se gradualmente deixando ficar para trás e perdendo contacto comigo e com o JC. Já na povoação de Vila Ruiva, ainda o vimos ao darmos uma curva, mas depois só nos voltámos a encontrar na zona de meta.

O percurso estava bem marcado mas não era particularmente interessante. Como seria de esperar nesta zona do Alentejo, era basicamente plano e com bastantes estradões. Tinha no entanto algumas rampas bastante inclinadas, tipo serrote, que puxavam pelo cabedal. Tinha ainda uma particularidade nova para mim, que era o facto dos percursos dos 40 e dos 70 km se separarem e voltarem a unir várias vezes. Isto fez com que ultrapassássemos alguns dos participantes da meia maratona várias vezes.

Tentando fugir das "molhadas" iniciais. Foto BTT-TV.

Após Vila Ruiva, numa zona mais acidentada, deu-se a primeira separação dos percursos, à qual se seguiu a travessia dum charco fundo e lamacento que fez as delícias dos participantes. Logo de seguida passamos em Albergaria dos Fusos e entramos na estrada que segue ao longo do paredão da Barragem do Alvito. Aqui já se pedalava à vontade e sem molhadas.

Barragem do Alvito. Foto BTT-TV.

Vista dos terrenos que antecederam a passagem pela barragem.

No final do paredão da barragem, feita a reunião com o pessoal da meia, estava o primeiro posto de abastecimento, no qual não parámos. Como sempre, fizemos a prova em autonomia mas, ao que dizem, parece que os abastecimentos eram bons.

Pedalando através de vinhedos. Foto BTT-TV.

Lá sigo juntamente com o JC, até que, não sei se antes ou depois de Vila Alva, apanhamos umas rampas curtas mas inclinadas que me deram cabo das pernas, nas quais este aplica um esticão e me deixa ligeiramente para trás. Só passados alguns quilómetros é que me consigo voltar a juntar a ele e transmitir-lhe o meu “agrado” com aquelas suas típicas variações de ritmo.

Seguimos mais um bocado juntos, num ritmo controlado que só durou até o avistamento de alguns ciclistas ao longe precipitar um segundo esticão do Jorge. Lá fico mais uma vez para trás e vou tentando desalmadamente não o perder de vista.

Passadas as ruínas romanas de São Cucufates, entramos na estrada que passa junto de Vila de Frades (perto da Vidigueira). Só aí é que faço novamente a junção ao Jorge, que seguia agora "picado" com os dois parceiros que entretanto tinha apanhado.

Começamos então a fazer uma das subidas mais puxadas desta volta, que nos levaria até ao alto da Ermida de Santo António dos Açores. Durante a subida, após mais um “elogio” da minha parte à forma “suave” de pedalar do meu parceiro de prova, vamos gradualmente deixando a concorrência para trás. No entanto, quando iniciei a descida rápida e com piso solto que se seguiu, já o JC me tinha deixado novamente a falar sozinho.

Os quilómetros finais foram feitos em alcatrão, a pedalar sozinho com vento de frente e a ultrapassar alguns participantes da meia maratona.

Registe-se que a zona de meta tinha excelentes condições, entrando-se nela por um corredor vedado, sobre uma passadeira vermelha e com o speaker a anunciar a nossa chegada.

RV após cortar a meta. Foto BTT-TV.

Aguardamos os 13 minutos da ordem pela chegada do RV e abalamos para os banhos, no pavilhão da escola. Somos então informados por outro participante que a água estava com pouca pressão, pelo que accionámos o plano B e fomos tomar banho aos balneários das piscinas, onde havia espaço e água com fartura.

A almoçarada foi ao ar livre numa zona coberta muito agradável, mesmo junto da meta e de onde podíamos acompanhar a chegada dos outros participantes. Do repasto faziam parte entradas e bebidas várias, gaspacho, carne de porco à alentejana, fruta, pudim e mousse (estes de supermercado). O problema foi que tínhamos que aguardar que nos servissem à mesa, o que se revelou muito demorado. Mas como estávamos sentados, à sombra e em boa companhia, não houve crise.

Já almoçados, com a zona de refeição em fundo.

Os 40 km foram terminados por 319 bttistas e os 70 por 125. O primeiro classificado despachou os 70 km em 2:31’:36’’, tendo a nossa classificação sido a seguinte: JC – 34º (2:56’:28’’), PM – 35º (2:57’:41’’) e RV – 61º (3:10’:39’’). Fiz média de 22,7 km/h e o acumulado de subidas andou perto dos 1000m.

Uma referência final para a cambada que está sempre a dizer que é bom variar, que gostam dos trilhos alentejanos e que temos de fazer umas almoçaradas, mas depois acabam sempre a pedalar nos locais habituais e a ir almoçar a casa. Voltaram a perder um evento interessante em que, mais uma vez, até tinham a sempre aliciante alternativa do passeio guiado de 20 km.

 

PM

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publicado por pedramarela às 23:27
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Terça-feira, 15 de Junho de 2010

Carregueira e Lapiás 13 Junho - vídeo

 

 

Mais um vídeo feito pelo Miguel Romão : dia de StºAntónio a pedalar na Carregueira e zona saloia. BTT do melhor !

 

 

 

FG


publicado por pedramarela às 01:13
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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

Volta Lili Caneças, Versão Carraçaria 06-06-10

O e-mail do Rui Algarvio a convocar as hostes para a voltinha de Domingo rezava o seguinte: “Pessoal, depois de um Inverno chuvoso, uma Primavera com os pastos bem altos. Aqui fica o desafio, para quem quiser passar uma manhã rodeado de carraças, percorrer 40km de trilhos técnicos, sinuosos e com 1300 de acumulado. Próximo Domingo na igreja de Caneças, pelas 8h15”. Sem dúvida palavras “animadoras”. Mas como a malta quer é pedalar, a zona é interessante e o Rui ainda prometia algumas surpresas, lá resolvi comparecer.

Como de costuma, arranquei de casa a pedalar e de single-speed. Ainda tentei aliciar os outros possuidores de bikes sem mudanças a também levarem as deles, mas, também como de costume, fiquei a falar para o boneco. Ah e tal, que o terreno era duro, que tinha muita subida, enfim, a mesma ladainha de sempre.

E realmente, já fiz esta voltinha duas vezes e posso confirmar que não é pêra doce. O piso é bastante agreste e algumas rampas são bem difíceis (para não dizer quase impossíveis) de fazer sem mudanças (ou mesmo com).

Após doze quilómetros, maioritariamente em subida e com vento moderado de frente, que me levaram 45 minutos a pedalar, lá cheguei à igreja de Caneças. Estavam presentes o Rui, o Nuno Diniz, o Fernando Godinho, o Marco Messias e o Carlos Pinto (os dois primeiros também tinham vindo a pedalar de casa).

8h30, junto à igreja de Caneças.

Saímos de Caneças logo a subir por um eucaliptal na Serra das Sardinhas, que nos havia também depois de servir de caminho no regresso.

Vamos subindo e descendo, ora por estradão, ora por estrada, em direcção à Serra da Chã. Aqui, nas traseiras de umas casas, pudemos admirar uma “aparição” da Nª Sra. de Fátima, que se encontrava na base de uma enorme cruz luminosa.

Nª Sra. de Fátima nos livre das carraças e da tentação de trazer as SS.

Após o alto de Montemor, perto da povoação com o mesmo nome e do túnel da CREL, começa a primeira variação desta volta. Em vez de nos dirigirmos para A-dos-Cães, seguimos em direcção a A-dos-Calvos, fazendo uma linda, escabrosa e trialeira descida, com passagem perto do Penedo do Gato. A falta de suspensão começou a fazer-se sentir. Mas nada que não se resolvesse com um andamento mais lento ou com um ocasional apear.

"Eh malta, estávamos bem arranjados se tivessemos ido na conversa do PM e trazido as SS, não acham?"

Início de descida técnica, com o Penedo do Gato à esquerda.

Fazemos bailes, casamentos, baptizados...

Chegados a A-dos-Calvos, atravessamos uma ponte sobre a Ribeira de Pinheiro de Loures e entramos na estrada perto do Tojalinho. Umas centenas de metros à frente, saímos directamente para uma mata de sobreiro, que nos fez logo lembrar a saudosa Serra de Grândola.

Pequeno bosque após A-dos-Calvos.

Passada a povoação de Moininhos, aproximamo-nos da subida mais tramada desta volta. Desta vez entrámos nela por um caminho diferente, mas venha o diabo e escolha. Se o anterior era muito inclinado e com gravilha a dificultar a tracção, este era muito inclinado e coberto de calhaus. Piso pouco dado a 32x18 e a forquetas rígidas. Mas parece que a malta das molas e dos desviadores também não se deu muito bem. A parte final voltava ao caminho original e, sem deixar de ser difícil, já tinha um piso mais ciclável.

MM e FG brincando com as pedrinhas.

"Oh Rui, com um bocado de jeito, para a próxima ainda consegues arranjar um caminho pior que este!"

CP no final da subida.

"Isto depois da GR 22, é para meninos!"

Não era só a vista que era boa, o empeno também não era nada mau.

Junto da Quinta da Boa Vista, fazemos uma breve paragem para acalmar os pulmões e comer qualquer coisita e continuamos a subir, passando pela povoação de Bolores, até ao parque eólico de Migarrinhos.

MM à saída de Bolores.

1ª eólica.

Monte Funchal ao fundo.

Parque eólico de Migarrinhos.

Passadas as eólicas, descemos até à base da Serra de Monfirre. É uma zona mais fechada, com eucalipto e outra vegetação. A subida desta serra começou com umas pequenas rampas técnicas e continuou depois com um declive suave, sempre no meio de abundante arvoredo. Saimos da serra com uma descida que, após Covas de Ferro, era bem manhosa, com regos, pedras, alguma água à mistura e que nos levou até Monfirre.

Pequena rampa técnica.

Serra de Monfirre.

Atravessada a estrada que liga a Negrais, entramos num vale, do qual saímos, após atravessarmos a ribeira do Rogel, por mais uma subida tramada e técnica. Seguiu-se uma zona de planalto em campo aberto, na qual passamos perto de S. Estevão da Galés.

Vale por onde corre a Ribeira do Rogel.

Reagrupamento após a subida.

Zona de planalto.

Descemos até à estrada municipal 539, que atravessamos, e vemo-nos a pedalar em cima da ribeira da Alagoa (felizmente seca neste troço pedregoso). Desviamo-nos ligeiramente do leito da ribeira, para um trilho cheio de vegetação.

Cá estávamos no agora denominado trilho das carraças. Este seguia ao lado da ribeira e estava coberto por ervas altas, onde, emboscadas, aguardavam a nossa passagem as ditas cujas. E não faltou muito para ser necessário a primeira paragem para as catar. Ninguém escapou ao ataque. Estavam nas pernas, nos braços, em todas as partes com que roçássemos na densa vegetação que cresceu após este Inverno chuvoso. Só mesmo o BTT para nos proporcionar um contacto tão íntimo com a fauna local. 

Esta paragem foi também aproveitada para novo reforço alimentar (nosso e das carraças).

Enquanto nos alimentávamos ...

... iamos também servindo de alimento.

Com algumas paragens pelo meio para nos catarmos, continuamos a seguir o trilho, que diga-se de passagem é bastante ermo e bonito, mas desta vez com vontade de sair dali o mais rapidamente possível.

"Fujem, quelas andem aí".

Panorâmica do trilho das carraças.

Finalmente, após transpormos novamente a ribeira, já relativamente perto da Serra do Funchal, deixamos para trás os singles e entramos de novo em caminhos mais largos. Fazemos uma última inspecção ao corpinho e dirigimo-nos para a Godinheira.

Estávamos agora em terreno já bem conhecido, das nossas habituais voltinhas a partir da Serra da Carregueira.

Passamos por Sta. Eulália, pela rua do Poço do Musgo e, após a pedreira, entramos num dos singles mais característicos desta volta. É um trilho pedregoso, que segue pelo meio de um denso carrascal e que nos conduzirá, após uma subida final, até ao monte Rebolo. Do alto deste monte tem-se uma ampla vista para o Vale da Calada e para a Serra de Sintra.

ND no trilho após a pedreira de Sta. Eulália.

CP apresentou-se em grande forma neste passeio.

MM "dá" uma mãozinha ao tractor. Monte Rebolo à esquerda. Vale da Calada e Serra de Sintra à direita.

Subindo o Rebolo, em direcção a Almargem.

Descido o Rebolo, atravessamos Almargem do Bispo, da qual saímos pelos estradões ao longo dos quais está implantado mais um parque eólico. Passamos junto ao parque de campismo de Almornos e seguimos por estrada até Dª Maria.

A parte final da volta faz-se descendo o eucaliptal que tínhamos subido no início. Passamos ainda por um dos arcos do aqueduto e voltamos a Caneças.

Eu o Nuno e o Rui ainda tivemos de voltar para casa a pedalar. Mas, pelo menos para mim, a coisa agora era mais fácil, já que a tendência era mais de descida.

Acabei por fazer 65 km, com 1500 m de acumulado de subidas.

Mais uma vez um agradecimento ao Rui por desbravar e partilhar connosco estes duros mas interessantes trilhos. Para a próxima, solicitamos é que proceda à prévia descarracização dos mesmos.

"Cheguem-se para lá moços, que ainda me enchem de carraças a roupa lavada!!!"

 

PM

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publicado por pedramarela às 10:16
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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

Uma GR22 solitária… de 17 a 23 de Maio.

Após alguns incentivos para fazer o relato desta minha aventura, aqui estou para contar a história desta grande rota que passa por algumas das aldeias beirãs e que é caracterizada pela sua beleza e dureza. Não vou repetir a lengalenga de sempre, que podemos encontrar em alguns relatos por essa net fora… blá, blá, que é uma experiencia única, blá, blá, que jamais vou esquecer aqueles trilhos, blá, blá, blá, blá, blá!! A GR22 é uma grande rota circular que passa por algumas das mais características aldeias portuguesas localizadas nas Beiras! Tudo o resto são adjectivos que ficam aquém do que se vivencia.

 

Depois de muita pesquisa na net, depois de muitas horas no Google Earth, tinha todo o esquema da viagem delineado, os sítios onde pernoitar, as localidades onde hipoteticamente se podia almoçar e rezar para que as fontes de água fossem abundantes.

 

Desde algum tempo que tinha em mente fazer este percurso sozinho. Claro que ir sozinho requer certos cuidados acrescidos que foram sempre contabilizados com muita precaução.

 

Posto isto, vamos ao que interessa. Decidi fazer a viagem de carro até Castelo Novo, ponto de partida, no mesmo dia em que iniciei a primeira etapa. Depois de dormir cinco horas, a alvorada foi às 6h da manhã e a partida de casa às 6h30. A chegada a Castelo Novo foi às 9h30. Na mochila levava uma muda de poupa, um par de chinelos, o estojo de higiene pessoal, ferramentas para qualquer eventualidade e água. Tudo o que é necessário sem ser demasiado pesada. Decidi, nesta primeira etapa, não ficar na aldeia de Monsanto mas sim em Penamacor. Foram 92km que no final foram bem difíceis, as cinco horas de sono e a viagem de carro não ajudaram. Tomei esta decisão porque foi-me mais fácil encontrar onde dormir em Penamacor.

 

Saída de Castelo Novo.

 

A partida de Castelo Novo foi às 10h, e a primeira peripécia assinalável desta viagem foi o quase atropelamento de um velhote que ia atravessar a rua de uma pequena localidade. Ia eu a tentar ver o track no GPS quando sinto um vulto do lado direito, tento desviar-me mas o velhote ainda levou com o camelbak nos queixos. Resultado, o velhote a mandar vir e eu a pedir desculpa pelo atropelamento. 

 

Um dos muitos riachos que se atravessam no nosso caminho.

 

Esta primeira etapa fez-me lembrar um pouco o Alentejo, um sobe e desce constante que não é muito acentuado mas que vai fazendo mossa com os km. O almoço foi em Idanha-a-Velha, duas sandes manhosas, batatas fritas e o grande erro, duas minis pretas. Almoço engolido, e assim que começo a pedalar em direcção a Monsanto sinto uma soneira que mais parecia uma bebedeira. Bom… lá fui, mas antes de chegar a Monsanto aproveitei a sombra de um chaparro para dormir uma pequena sesta. Só acordei com a mordida de um bicho.

 

 

Ao chegar a Monsanto a calçada romana é um clássico que fiz maioritariamente a pé. Eram cerca das 17h e ainda tinha que ir para Penamacor, mais 20km. Uma pequena pausa para beber uma bebida fresca e seguir novamente viagem. Cheguei a Penamacor às 19h, muito cansado mas com o conforto de saber que a segunda etapa iria ser mais curta.

 

Na segunda etapa, Penamacor – Sabugal com passagem por Sortelha, tive o primeiro susto desta aventura. Comecei a pedalar às 10h, e na passagem da barragem de Meimoa tive o único percalço mecânico de toda a viagem, um pequeno furo que foi prontamente solucionado.

 

 

Com a serra da Malcata como pano de fundo, cheguei a Meimão onde almocei uma sopa e uma sandes de presunto.

 

 

Retomada a marcha, a grande subida para chegar a Sortelha começou devagar sobre um sol escaldante. A meio da subida começo a ver um rebanho de cabras e um grande Serra da Estrela ao longe. Parei e esperei que o pastor se aproximasse. Quando voltei a pedalar, o cão deu por mim, e mais outros três, dois deles Serra da Estrela. Saí da bicicleta, os cães rodearam-me, e quase que ficava ali entregue às feras. O pastor veio a correr, segurou as duas feras Serra da Estrela, e eu segui caminho. Enfim, um grande susto que não iria ser o único. Cheguei a Sortelha às 15h30 e aproveitei para visitar a aldeia. Retomei caminho e fui dormir ao Sabugal. No final contabilizei 68km.

 

Paisagem antes de chegar a Sortelha.

 

Sortelha.

 

Dentro das muralhas.

 

No terceiro dia, Sabugal – Almeida, tinha que atravessar o rio Côa que quase de certeza estava intransponível. Esta etapa é caracterizada por ser a mais longa e a mais rolante. Antes de chegar a Alfaiates, aproveitei uma sombra perto de um pequeno riacho para passar novamente pelas brasas.

 

 

O almoço foi na povoação de Rebolosa. Comi uma chanfana, um prato muito típico da zona. Ao chegar à zona que atravessa o rio Côa, ainda pensei que poderia ser possível, com alguma sorte e perícia, atravessá-lo. Fiz a grande descida até ao ponto de passagem que tem parte de uma ponte romana e claro, o rio estava demasiado agitado para arriscar.

 

Antes de chegar ao rio Côa.

 

A ponte que atravessa parte do rio Côa.

 

Voltei para trás, apanhei a estrada de alcatrão em direcção a Castelo Bom, e voltei a descer para passar o rio pela ponte que fica próxima. Outra vez a subir e volto a meter-me num dos caminhos que, de certeza, iam ter ao outro lado do rio onde passa o track. Assim fiz, e com algumas correcções cheguei à outra margem. Com tudo isto, foi mais uma hora e alguns km em cima da bicicleta.

 

Na outra margem do rio.

 

Já na outra margem aproximava-se a subida para Castelo Mendo, mais uma das aldeias históricas. Mais uma pausa para beber qualquer coisa fresca e seguir para a resto que faltava. Para terminar esta etapa, a cereja em cima do bolo foi a longa subida até Almeida. Dura e interminável. No fim, foram 103km.

 

Na quarta etapa, entre Almeida e Marialva, fui mais uma vez atacado por cães. Saí de Almeida às 9h e segui em direcção a Castelo Rodrigo. Até Castelo Rodrigo a etapa é relativamente rolante, apenas tive que descalçar os sapatos uma vez para atravessar mais um riacho.

 

 

Aqui tive que descalçar o sapatinho.

 

Aproveitei a proximidade de Figueira de Castelo Rodrigo para almoçar no restaurante “A Cerca”. Retomada a marcha, havia que começar a subir para a aldeia de Castelo Rodrigo. Com a barriga cheia e o calor da hora do almoço, a subida foi feita com muita calma e muitas paragens para contemplar a paisagem.

 

 

Depois de Castelo Rodrigo seguiu-se a longa descida até a pequena ponte que atravessa o rio Côa, para de seguida subir, e subir. Num dos riachos onde passa a rota, estava eu já na outra margem quando sou surpreendido por mais uns quantos cães a tentar ferrar-me o dente, a minha sorte é que não eram muito grandes. Um pouco mais à frente encontro o pastor sentado a comer uma bucha. Conversa puxa conversa e começo a reparar que o homem estava a comer um pedaço de pão com meia sardinha. Até aqui tudo normal. Detenho-me na sardinha e reparo que estava crua. O pastor ia comendo partes da sardinha para de seguida as vomitar. Só visto! Parecia que tinha voltado à época medieval. Segui caminho um pouco agoniado.

 

Antes do ataque canino.

 

A chegada a Marialva foi pouco tempo depois mas tinha, ainda, de fazer mais 9km para chegar a Mêda, onde ia pernoitar. Mais um dia com 90km nas pernas.

 

Dia cinco, Marialva – Linhares da Beira. Saída de Mêda sempre a descer para voltar a passar por Marialva e retomar o track que me levaria até Linhares.

 

Marialva.

 

Neste dia tive mais um agradável encontro com dois Serra da Estrela. Um deles quase me comeu o pé direito. A minha sorte foi o cão não ter conseguido acompanhar o movimento que o pé faz ao pedalar. Após Marialva, o track passa por uma zona de sobe e desce constante passando perto de Trancoso. A meio da manhã chego ao cimo de um vale que tinha como pano de fundo a Serra da Estrela. Foi um dos momentos mais entusiasmantes desta viagem a longa descida que serpenteia a linha de água, que passa a riacho e vai desaguar no Mondego.

 

Vista a partir do Vale.

 

Este grande vale termina em Muxagata, onde almocei num restaurante que fica à saída da aldeia, depois de uma subida interminável de alcatrão. Pouco depois havia que atravessar o rio Mondego. Mais uma vez tive que dar uma volta considerável para fazer a travessia, e retomar o track na outra margem.

 

Mondego.

 

Seguiram-se as longas e sucessivas subidas até Linhares da Beira. Já na parte final ainda tinha pela frente a calçada romana, longa e muito técnica. No final contabilizei 97km.

 

 

A calçada romana que vai dar a Linhares,

 

Chegado a Linhares começou a novela do jantar. Depois do banho tomado, roupa lavada e posta a secar, fui tentar comer algo ao café da senhora “não sei das quantas”. Dei com o nariz na porta e tive que esperar que alguém aparecesse. Entretanto chegou a senhora e nada para comer, nem sopa, nem sandes, nada. Com alguma insistência lá consegui duas carcaças congeladas e algumas fatias de queijo e presunto para levar. Acabei por levar também alguns croissants e uma garrafa de gasosa para jantar. Tive que combinar com a senhora a hora do pequeno-almoço do dia seguinte para abrir o café à hora combinada. Conclusão; Linhares da Beira é muito bonito mas é o fim do mundo!

 

Este era calminho...

 

Sexto dia, Linhares da Beira – Piódão, o dia das subidas intermináveis. Não contabilizei o acumulado desta etapa mas pelo que pesquisei há quem diga que tem cerca de 3500. Até que se percebe, há que atravessar a Serra da Estrela… Bom, depois do pequeno-almoço tomado, três sandes, dois sumos e um pacote de batatas fritas no camelbak, arranquei para a mais difícil etapa desta GR.

 

Linhares cada vez mais distante.

 

 

Só para terem uma ideia de como é a primeira parte desta etapa, estive sempre a subir desta a partida, às 9h, até às 12h30 quando cheguei à Santinha, um posto de vigia abandonado e um dos pontos mais elevados. Até lá chegar deu para pedalar um pouco à sombra pois o caminho passa por alguns pequenos bosques que proporcionam boas sombras e uma temperatura mais amena.

 

 

 

Chegado à Santinha a paisagem torna-se mais árida. Um sobe e desce pouco acentuado.

 

 

 

Poucos km depois encontro um café na barragem do Vale do Rossim. Deu para almoçar tranquilo e tomar café. Retomada a marcha, há que passar pela barragem do Lagoacho para apanhar, um pouco mais à frente, a estrada alcatroada que passa pela Lagoa Comprida. A seguir à Lagoa Comprida chegou um dos momentos mais velozes desta Grande Rota, a longa descida até Vide. O cruzamento indicava o Piódão e não havia que enganar, era sempre a descer.

 

 

 

A torre e o pastor.

 

Deve ter sido cerca de hora e meia, até fazia doer os dedos das mãos. Chegado a Vide, retomo as forças com mais uma sandes e uns minutos de descanso perto de uma fonte. O pior ainda estava por vir. A seguir a Vide há que subir toda a Serra do Açor. A subida começa relativamente bem até que chegamos a um ponto em que enfrentamos uma “parede” cheia de cascalho com uma inclinação e peras. Foi mais de uma hora a subir à mão. Aproveitei para contemplar a paisagem e gerir as forças para empurrar a bicicleta.

 

Serra do Açor.

 

O Piódão.

 

Até ao Piódão segue-se por um estradão que serpenteia a serra do Açor, sempre a descer. Para quem gosta de montanhas, esta etapa é a indicada para se deixar encantar com as vistas e desfrutar ao máximo a paisagem. Chegado ao Piódão com 82km, a sensação de estar num “buraco” no meio de serras, antevia para o último dia mais um dia de bastante sofrimento.

 

Último dia, Piódão – Castelo Novo, a sétima e derradeira etapa. Para mim, esta foi a etapa mais dura, não pelo acumular dos km durante os seis dias anteriores mas devido às características deste último troço. Para começar, nada como sair do Piódão com a agradável subida em alcatrão até encontrar o estradão à esquerda que nos leva até ao cimo da serra, para depois começar a descer, a descer, a descer e passar pela aldeia da Fornea.

 

A despedida do Piódão.

 

 

Voltar a subir, descer até Covanca, voltar a subir, voltar a descer, voltar a subir e descer, voltar a subir e descer até Meãs. Quase a chegar a Dornelas do Zêzere, ponto de paragem para o almoço, a descida pelo estradão é rapidíssima. Almoço no restaurante “Os amigos” para de seguida passar grande parte da tarde na subida interminável que vai dar ao parque eólico da Gardunha.

 

A longa subida até às eólicas.

 

O parque eólico da Gardunha.

 

A passagem pelas eólicas, para além de monótona, é um rompe-pernas constante com um piso muito irregular cheio de cascalho solto. Segue-se a vertiginosa descida até Partida.

 

 

A partir daqui o percurso é mais ou menos rolante, apenas existe uma subida digna de referência. Cheguei a Castelo Novo às 18h30 com mais 95km, e ainda tive que fazer o regresso a casa de carro.

 

A chegada a Castelo Novo

 

Talvez a parte que mais me custou desta aventura foi o retomar à vida normal da cidade. Quando se acorda e sabemos que temos pela frente um dia cheio de pedaladas, o prazer de sofrer em cima da bicicleta é proporcional à paisagem que vamos deslindando com o nosso olhar. A descoberta de novos horizontes é tão reconfortante que nos faz reflectir sobre outros horizontes que não apenas os visuais. Como em muitas coisas da vida, isto de andar de bicicleta tem muito que se lhe diga. Pode-se andar de rígida, de suspensão total, com mudanças, sem mudanças, acompanhado e, imagine-se, sozinho. Para os pobres de espírito que não vislubram estes outros horizontes, resta-lhes apenas os comentários idiotas como prémio de consolação.

 

Até uma próxima travessia…

 

RA


publicado por pedramarela às 00:15
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Quarta-feira, 9 de Junho de 2010

Pelos trilhos de Castro Marim

Quatro dias de férias que tirei para descansar, dois foram para pedalar e sempre pela parte da manhã bem cedo, porque o calor por estas bandas faz mossa (para mim).  Depois de umas horitas a pedalar sabe bem acabar com uns mergulhos nas praias da zona.

 

O Vídeo foi feito em  diferentes locais, o primeiro foi no Forte S. Julião, Castelo  e  trilhos que circundam Castro Marim. No segundo dia  foi mais para dentro da serra com passagem pelo Azinhal e barragem do Beliche.

 

No total foram 73 quilómetros e com a barriga cheia de BTT.

 

 

MR. 

 

 


publicado por pedramarela às 00:15
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