Domingo, 27 de Março de 2011

Mudança da Hora, Mudança de Caminhos

     Muda a hora mas outras coisas nunca mudam. Como por exemplo o hábito do pessoal debandar todo mal a previsão meteorológica indicia a mínima possibilidade de chuva.

     Algumas fotos de mais uma volta a solo, com alguns caminhos diferentes, num Domingo muito nublado e com alguma (pouquíssima) chuva.

 

PM


publicado por pedramarela às 23:28
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Segunda-feira, 21 de Março de 2011

Bike Polo Portugal West Jam 2011

 

 

música: Canned Heat

 

FG

 


publicado por pedramarela às 00:19
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Segunda-feira, 14 de Março de 2011

7000km SS

 

     Voltinha a solo, comemorativa dos 7000 km da minha Surly 1x1, o que corresponde a 472 horas a pedalar em 32x18, feitos entre 9 de Janeiro de 2009 e 12 de Março de 2011.

     Cerca de 65 km, com passagem, entre outros locais, pela serra da Carregueira, Telhal, Pexiligais, Algueirão, Sacotes (alguém sabe onde fica esta bela localidade?), Lourel, Sintra, Eugaria, Colares, Capuchos, Palácio da Pena, Abrunheira e Paiões.

     Algumas destas fotos, penso que são inéditas para a maioria dos pedras.

 

     PM


publicado por pedramarela às 23:46
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Segunda-feira, 7 de Março de 2011

À Conquista do Oeste VIII - Montejunto 23/Fev.

     Após um interregno de uma semana motivado pela chuva e pela ventania, retomámos o nosso périplo pelo oeste com a mais arrojada das nossas conquistas. O objectivo traçado desta vez era bem mais ambicioso, consistindo em alcançar o ponto mais alto da Estremadura – o alto da Serra de Montejunto, com os seus 666 metros de altitude.

     Já lá tinha estado em Abril de 2007, na Maratona de Montejunto, com partida de Alenquer. No entanto, contrariamente ao que estava previsto para esta volta (estrada), nessa altura subimos e descemos por fora de estrada, por uns caminhos cheios de calhaus. O piso era tão mau que, para além de ter empurrado a bike à mão um bom bocado serra acima, acabei por partir um raio na roda de trás. A descida também exigiu muito cuidado, atenção e algumas caminhadas.

     Iríamos orientar-nos por uma colagem de vários tracks, feita pelo Jorge, á qual juntei a sempre útil cábula com os nomes das principais localidades de passagem.

     O trabalho de casa apontava para uma distância superior a 150 quilómetros e para um acumulado de subidas jeitoso, o que, mesmo sendo uma volta feita essencialmente por estrada, nos iria manter a pedalar até ao final da tarde. A contar com isso, fui bem abastecido de víveres: 3 litros de mistura, 3 barras, 1 gel, 2 bananas e uma sandes de presunto.

     O dia previa-se de sol e com vento moderado de Norte. E foi isso mesmo que tivemos – um dia primaveril, com céu limpo, vento de frente à ida (que nunca perturbou muito) e algum calor à vinda.

     Desta vez começámos a pedalar em direcção a Caneças, metendo por um atalho em Massamá, junto à CREL, passando pela Idanha e por Belas. Caminho com tendência de subida, pouco agradável de fazer à hora de ponta devido ao trânsito, mas o mais directo atendendo a que a volta se previa longa.

Zona de Caneças

     Em Caneças, continuamos a subir até Vale de Nogueira. Estávamos agora numa estrada lindíssima e que não conhecíamos. Esta segue ao longo da Ribeira de Camarões, passando junto ao nosso conhecido Penedo do Gato e fez-nos descer muito rapidamente 250 metros de acumulado em 4 quilómetros, até A-dos-Calvos.

A-dos-Calvos

     Tínhamos combinado apanhar o Nuno em Montachique, percurso feito sempre em subida suave, com passagem pela Ponte de Lousa e por Lousa, onde chegámos com uma pontualidade militar. Combinámos às 9h45 e foi exactamente a essa hora que por lá passámos.

A caminho de Lousa

 

     Após algumas bocas lançadas à bike de estrada que o Nuno tinha optado por trazer (onde é que já se viu trazer uma bike de estrada para uma volta de … estrada?), seguimos o nosso caminho em bom ritmo, passando por Vale de S. Gião, Póvoa da Galega, Milharado, Gozundeira e Dois Portos.

     Em Dois Portos, que fica já no Concelho de Torres Vedras e que é a única localidade pequena que conheço com dois cemitérios (o nº1 e o nº2), temos um pequeno problema de navegação, rapidamente resolvido.

Dois Portos

Igreja de S. Pedro de Dois Portos

     Estando nós agora na denominada zona da “Rota da Vinha e do Vinho do Oeste”, da qual fazem parte várias quintas distribuídas por três percursos, as vinhas começam a ser uma presença constante na paisagem. As estradas e as povoações por onde vamos passando são pacatíssimas, permitindo-nos desfrutar calmamente de toda esta envolvente campestre.

Rota da Vinha e do Vinho do Oeste...

...Percursos de Óbidos, das Linhas de Torres e de Alenquer. In www.viniportugal.pt

     Com Montejunto cada vez mais perto, entramos de seguida no Concelho de Alenquer, passando pela Merceana e dirigindo-nos para Vila Verde dos Francos, a partir da qual seria feita a grande ascensão do dia. Esta é uma das três subidas possíveis da serra por estrada e possivelmente a mais suave. As outras duas são por Pragança e pela Abrigada (por onde descemos).

     Mesmo assim, iriam ser 450 metros de acumulado de subida, feitos em 9 quilómetros, dos quais a primeira parte até se faz bem, só empinando mais nos dois últimos quilómetros.

Montejunto cada vez mais perto

Nuno a tirar as medidas ao monte

     Lá fomos subindo a um ritmo certinho, contemplando as belas vistas, sentindo o ambiente que já começava a ser de montanha e tirando umas fotos em andamento, quando somos apanhados por um ciclista solitário numa bike de estrada. Este acabou por subir connosco até ao topo e, na conversa que tivemos, viemos a saber que trabalhava na loja da Specialized do Dolce Vita e que já tinha vendido algum material ao Jorge. Só mais tarde é que me lembrei que também já tinha falado com ele, quando vendeu a bike ao meu irmão.

     Estávamos sensivelmente a meio da subida quando toca o telemóvel. Era um colega meu a informar-me que tinha uma reunião na escola às 17h00, cuja convocatória não tinha visto. Dado o adiantado da hora, lá teria de regressar a pedalar mais rápido.

     No topo, onde se situa uma estação de radar da Força Aérea, após umas fotos de grupo, despedimo-nos do nosso companheiro de subida e abancamos um bocadinho para despachar as sandes. Antes de descer, aproveitamos ainda para uma voltinha pelas imediações, indo até à zona da fábrica de gelo, que acabamos por não conseguir ver.

Início da subida, em Vila Verde dos Francos

Já com o novo companheiro de subida

Zona de planalto

Rampa final...

...bem inclinada

Chegada ao topo

Estação de radar da F.A.P.

 

Nuno D, Jorge C. e Pedro M.

     Aproveito para deixar aqui alguma informação sobre a Serra de Montejunto que sendo o ponto mais alto da Estremadura e do distrito de Lisboa (666 metros), também é apelidada de “varanda da Estremadura”. Esta estrutura geológica, com 15 km de comprimento e 7 km de largura, situa-se no norte do distrito de Lisboa, entre os concelhos do Cadaval, a norte, e Alenquer, a sul. É considerada um local de grande valor ecológico e paisagístico, fazendo parte do Maciço Calcário Estremenho e do Sistema Montejunto-Estrela. Apresenta uma estrutura geológica com várias dezenas de grutas e algares, bem como necrópoles e fósseis pré-históricos. Possui também um micro-clima muito característico, marcado pela transição entre a influência marítima e continental, o que lhe confere uma fauna e flora bastante distintas das existentes nos ecossistemas envolventes.

     O Sistema Montejunto-Estrela é um alinhamento de relevos que corta diagonalmente o território continental, de sudoeste para nordeste. Tem início na Serra de Sintra, continua pelas serras de Montejunto, Aire, Candeeiros, Sicó, Lousã e termina na Serra da Estrela. Estas serras constituem uma barreira orográfica aos ventos que, vindos de noroeste ou sudoeste, são obrigados a subir, arrefecendo e condensando a humidade que transportam, o que origina chuva nas vertentes expostas a esses ventos.

     Em Montejunto existem as ruínas de dois conventos: um mais antigo dominicano, do século XIII, e outro, de Nossa Senhora da Visitação, do século XVI, que não chegou a ser concluído. Os monges do primeiro, aproveitando as condições climáticas da serra, construíram tanques onde recolhiam gelo que depois enviavam para Lisboa. É por este motivo que Montejunto é também conhecida por Serra da Neve. A pouca distância das ruínas do convento, ficam as Ermidas da Senhora das Neves, do século XIII e de São João Baptista, sendo ambas locais de romarias ancestrais.

Imagem de satélite mostrando nevoeiro a norte do sistema Montejunto-Estrela

     A descida foi alucinante. Foram cerca de 17 quilómetros nos quais descemos quase 600 metros, com ligeiras subidas pelo meio, feitos a grande velocidade, passando por Pragança e terminando na Abrigada.

     Para terem uma ideia de quão calma é esta zona, em cerca de hora e meia, desde que iniciámos a subida, até ao final da descida, só nos cruzámos com três automóveis.

Iniciando a descida

Ermida de Nossa Senhora das Neves e ruínas do convento dominicano

Final da descida

Abrigada

     Despachada a descida, havia que voltar a ganhar ritmo pois ainda faltavam cerca de 75 quilómetros.

     E foi o que fizemos durante os 4 quilómetros seguintes, nos quais fomos sempre subindo suavemente, com passagem pela povoação do Bairro e por Meca. Nesta última localidade fomos surpreendidos por uma enorme Igreja, a fazer lembrar a Basílica da Estrela em ponto pequeno. Era a Igreja-Basílica de Santa Quitéria de Meca (Séc. XVIII).

Igreja-Basílica de Santa Quitéria de Meca

     Nesta subida comecei a ter sensação que o Nuno estava a impor um ritmo que me estava a ser difícil acompanhar. Mas porque é que eu me metia nestes caldinhos, pensava eu. Eu até já tinha prometido a mim mesmo que não voltava a fazer voltas de estrada em bike de BTT, juntamente com indivíduos que se faziam transportar em bikes de estrada.

     Passada Meca, uma descida de 4 quilómetros levou-nos até à Espiçandeira. Na base da descida parto um raio da roda de trás. Bolas, uma roda com pouco mais de seis meses e 3000 quilómetros e já estava a partir raios! O que vale é que a roda nem empenou muito.

     Seguiu-se logo uma rampa inclinadíssima, com cerca de 2 quilómetros, feita já com o calor a apertar e na qual voltei a sentir dificuldade em acompanhar os meus parceiros. Não é que eu estivesse a andar lento. Eles é que estavam a andar rápido e a esticar o andamento.

     E como uma desgraça nunca vem só, pouco antes do cimo da rampa, nos Casais da Marinela, constato que tinha um furo na roda de frente. Tanto calhau e silva que se apanha no BTT e logo vou furar em estrada. E o tempo a passar e a reunião à minha espera.

     Troco a câmara, emborco mais uma barra e lá arrancamos, sempre em sobe e desce, até aos Casais da Cruz do Vento, de onde descemos em grande velocidade até Arruda dos Vinhos.

     Quando cheguei à Arruda já vinha sem líquidos, pelo que tivemos de nos ir abastecer ao chafariz pombalino da vila.

Chafariz de Arruda dos Vinhos

     A saída da Arruda foi feita a subir ininterruptamente ao longo de seis penosos quilómetros, até Santiago dos Velhos. Não é que a subida seja muito inclinada. O problema é que não alivia nem um bocadinho. É mesmo sempre a subir. Inicialmente ainda faço um esforço para acompanhar o ritmo imposto pelo Jorge. Mas perto do fim, quando o Nuno se junta ao Jorge para esticar o andamento e vendo que a subida ainda estava para durar, deixo-os ir e sigo no meu ritmo.

     A partir daqui iríamos descer até Bucelas. Já tinha eu e o Jorge feito um bocado da descida, quando telefona o Nuno a dizer que tinha furado. Porreiro, mais um atraso. Ai a reunião. Lá fizemos um quilómetro de subida extra, até junto do Nuno que estava a ter problemas com a bomba e não conseguia encher a roda de trás.

Furo na bike do Nuno, antes de Santiago dos Velhos

Cumeadas dos montes limítrofes

     Desenrascada outra bomba e trocada a câmara, descemos finalmente até Bucelas, de onde seguimos para S. Julião do Tojal, onde nos despedimos do Nuno.

     A parte seguinte do percurso ia ser das mais chatas. Tínhamos de atravessar Loures, cheia de trânsito e onde íamos sendo passados a ferro por uma senhora numa rotunda. Não foi nada agradável.

     Estávamos agora quase ao nível do mar e tínhamos de subir até aos 300 metros para chegar a Caneças, por terrenos desconhecidos. Mal passamos sob o viaduto da CREL, começa então a subida que se iria prolongar por 4 quilómetros sem parar. E que subida. Não só era inclinada como, a partir de determinado momento, o piso de calçada deu lugar a um terreno manhoso, cheio de pedra, constituindo assim o momento BTT do dia e tornando a progressão extremamente lenta. Eu, ao ver a hora da minha reunião a aproximar-se, lá ia “tecendo rasgados elogios” ao track que o Jorge tinha desencantado. Ainda por cima, já se me tinha acabado outra vez a água há um bom bocado.

Loures já bem lá em baixo

     Aos 300 metros, sem conseguirmos perceber bem onde é que o track ia dar, resolvemos descer em direcção à Ramada, para subir depois por estrada até Caneças.

     Ainda parámos numa bomba de gasolina à entrada de Caneças para ir à água e só então, finalmente, regressámos a casa, via Carenque, Queluz, Monte Abraão e Massamá.

     Cheguei a casa já passava das 17h00. Tomei banho a correr e ainda consegui apanhar a reunião a meio. Ahhhh, nada como um dia de ciclismo relaxante!

     Foi o que se pode chamar uma volta épica, da qual certamente tão cedo não nos esqueceremos e que passará a ser a referência para futuras voltas de estrada.

 

     Dados GPS:

  * Distância 166 Km;

  * V. Máxima 69,7 Km/h;

  * Tempo Deslocamento 8h17';

  * Tempo Parado 35':18";

  * Média Deslocamento 20,1 Km/h;

  * Média Geral 18,7 Km/h;

  * Desnível Acumulado 3043 m;

  * Elevação Máxima 665 m (Montejunto)

Imagem do track GPS no Google Earth

Gráfico de altimetria, com Montejunto bem evidente

 

Ora essa, nós é que agradecemos a Montejunto

 

     PM


publicado por pedramarela às 00:15
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