Domingo, 31 de Janeiro de 2010

II Maratona BTT Vencer o Cancro (parte II)

 

Dia 31 de Janeiro, foi a data da nossa quinta maratona de Inverno, realizada, para não variar, na margem Sul, mais concretamente em Salvaterra de Magos. Para além da participação dos costumeiros JC, PM e RV, assistiu-se desta vez a um momento histórico, dado termos conseguido arrastar para este evento o FG e o MR. Era esperada também a participação do PF, mas, após a Lagoa do Calvo, encontra-se desaparecido em parte incerta (dão-se alvíssaras a quem souber do seu paradeiro).

Esta maratona, apadrinhada pelo Marco Chagas, tinha a particularidade de parte do valor das inscrições reverter para a Associação Humanitária dos Doentes com Cancro.

As inscrições custavam 22 euros com almoço incluído e, pelas minhas contas, já iam em cerca de 900 inscritos, distribuídos pelos 40 e pelos 60 quilómetros.

O secretariado, que funcionava junto do cais de Salvaterra, estava bastante apinhado. Mas como o RV tinha chegado cedo e já estava na fila das equipas, foi só chegar, levantar os frontais e arrancar para o pavilhão municipal, onde seriam os banhos e onde deixámos os carros.

 

FG e RV aquecem os motores

 

Um tandem. Deve ter sido lindo nas zonas de areia.

 

RV, JC, MR e FG

 

A partida foi dada à hora certa, num descampado perto do cais e era precedida de um controlo zero, com leitura dos códigos de barras dos frontais. Teve uma característica por nós muito apreciada, dado diminuir a confusão inicial, que foi a separação temporal das partidas da maratona e da meia maratona. Os participantes nos 60 km (o nosso caso) partiram às 9h30 e os dos 40 km, meia hora depois. Um exemplo que deveria ser seguido noutros eventos com elevado número de participantes.

O percurso pode-se resumir em três palavras: plano, estradão e areia. Era extremamente plano e desinteressante e não me lembro de nenhuma subida digna desse nome. Nos estradões, alternavam zonas frequentes de muita areia, com outras completamente esburacadas. Tudo isto feito a médias bastante altas, que obrigavam a uma condução atenta e fisicamente exigente.

Um aspecto positivo foi a existência de poucas zonas com lama. Exceptuam-se os quilómetros finais, onde levámos com o tradicional banho de lama, tendo sido mesmo necessário apear algumas vezes para contornar umas enormes poças.

As marcações estiveram bem, à base de fitas e setas. O mesmo aconteceu com os controlos de passagem. Os abastecimentos eram constituídos por água, barras e fruta, mas não parei. Algumas travessias de estradas e da linha do comboio deveriam ter elementos da organização.

Quanto à nossa prestação, o FG e o MR iam numa de calma, contemplação e de tirar fotografias, pelo que só os reencontrámos quando já tínhamos almoçado. O RV, mais habituado ultimamente ao ginásio e vindo de fazer na véspera uma “maratona de RPM”, perdeu o contacto connosco logo no início e só o voltámos a ver no balneário.

Eu e o JC seguimos quase sempre juntos e a bom ritmo. Fizemos uma corrida de trás para a frente, sempre a ultrapassar pessoal. Apesar do Jorge não estar nos seus melhores dias, conseguiu recuperar sempre, tendo mesmo no final dado um valente esticão e terminado ao sprint. Na parte final ainda rebocámos durante um bocado, em estrada, um numeroso pelotão, mas ao entrarmos na zona de lama deixámo-los para trás. Pessoalmente, foi das provas que melhor me correram, tendo-a feito toda num ritmo rápido e constante, sem nenhuma quebra.

 

Bebida de Recuperação

 

JC após cortar a meta, bem animado (terá sido da bebida de recuperação?) 

 

Despojos de Guerra

 

Terminaram 503 atletas os 40 km. O primeiro classificado foi o Vitor Gamito (1:29:40), tendo o Marco Chagas ficado em 8º (1:38:03). Nos 60 km, onde terminaram 301 atletas, o primeiro classificado foi o José Silva (1:58:28). As classificações do pelotão pedrAmarela foram as seguintes: JC – 21º (2:26:39); PM – 23º (2:26:54); RV – 59º (2:39:24); FG – 209º (3:35:26) e MR – 210º (3:35:33). Eu e o JC fizemos uma média de 25,9, o que para nós constitui um recorde.

Os banhos, no pavilhão municipal, foram excelentes. Instalações amplas, limpas, com pouca gente e com abundante água quente.

O almoço, num restaurante da zona, foi tipo casamento. Grandes mesas redondas, com os empregados a servirem-nos à mesa. Caldo verde, carne de porco com arroz e batatas, pudim ou arroz doce.

Concluindo, a organização esteve bem, mas o percurso é uma treta. Se não fosse encarada como um treino e não tivesse alguns objectivos beneméritos, esta participação seria de evitar.

 

PM

 


publicado por pedramarela às 21:36
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