Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

3000 km 1x1

 

A pouco mais de uma semana de completar um ano de vida, a minha Surly 1x1 atingiu hoje os 3000 km pedalados (mais propriamente 3013). Esta efeméride foi devidamente comemorada numa bela e divertida voltinha single-speed, que teve como destino o Estádio Nacional. Foram cerca de 47 km, partindo de Tercena e passando por Queluz de Baixo, Matinha de Queluz, Serra de Carnaxide, Sra. da Rocha, Linda-a-Pastora, Estádio, Caxias, Laveiras, Murganhal, Leceia e S. Marcos.

Apesar do dia prometer chuva da grossa, resolvi arriscar. E em boa hora o fiz, já que praticamente não choveu e o sol até resolveu dar um ar da sua graça. Exceptua-se uma valente carga de água, no alto da Serra de Carnaxide, acompanhada de vento fortíssimo e de trovoada, mas que felizmente só durou uns minutos. De qualquer maneira, água e lama são condições com as quais uma SS lida bem.

Mesmo tendo sido, mais uma vez, cumprida a solo (a maioria do pessoal anda muito esquisito quanto às condições em que se digna sair de casa), esta saída teve também algo do “espírito primordial do BTT”, referido no post anterior. Ou seja, deixarmo-nos de mariquices e sairmos de casa para pedalar no monte, numa bicicleta simples, mesmo que as condições meteorológicas sejam um bocado agrestes.

 

PM

 

tags:

publicado por pedramarela às 17:40
link do post | comentar | favorito
Domingo, 27 de Dezembro de 2009

Monte Santo - Abençoados Trilhos

 

Este final de 2009, em termos betetísticos, tem sido, para mim, de pouca quantidade mas de altíssima qualidade.
Primeiro o excelente passeio na Serra de Grândola, quinze dias depois (hoje) uma volta memorável no Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa.
Cerca de 40km e 1000m de desnível acumulado em subida, apresentados pelo Rui Algarvio, um grande conhecedor dos trilhos locais.

 

 

Apesar das últimas chuvadas, os trilhos encontram-se cicláveis, macios e já envolvidos por uma vegetação bem verdinha, crescida recentemente. Vêem-se ainda algumas folhas amareladas e acastanhadas, à espera que os ventos a chegar, as atirem ao chão. Lindo! Algumas árvores, cuja velhice não resistiu aos vendavais, estão caídas, o que pontualmente nos obrigou a desmontar.

 

 

Pedalo em Monsanto há, pelo menos, 15 anos e hoje fiquei a conhecer dois trilhos onde nunca tinha passado... vantagens de ter um guia deste gabarito! Fizémos também alguns outros em sentido contrário ao meu habitual, o que funciona também como novidade.
O facto de termos partido do estacionamento da Serafina permitiu-nos fazer a totalidade da quilometragem nos trilhos de Monsanto (mesmo), o que não é o que acontece normalmente, pois costumamos sair de casa e regressar a pedalar, para evitar a confusão de trânsito, e por isso a distância percorrrida dentro do Parque é sempre muito menor que a de hoje. Mais uma vantagem a favor do modelo hoje adoptado...

 

 

Single Tracks com fartura, alguns bem enlameados que fizémos a descer, com a roda de trás bloqueada, deslizando em slide encosta abaixo. Subidas, subidinhas e subidonas (incluindo a paralela à rampa da A5). Uma maravilha!!! Mesmo para o Mário que, apesar da pouca prática de BTT, se fartou de curtir e mostrou uma rápida e fantástica adaptação às técnicas de condução específicas do fora da estrada (onde pedala há muito mais tempo).

 

 

Para além dele, do Rui e da minha pessoa, participaram também o Marco e a sua habitual boa disposição  e o Miguel que levou a sua carboverdiana Mojo a conhecer o Monte Santo (Santíssimo, digo eu...). O homem anda embeiçado com o seu novo brinquedo e tem razões para isso.

Ambiente descontraído, 6 estrelas (numa escala de 1 a 5).

Resta-me acrescentar (last but not least) que as bicicletas sem mudanças estiveram em maioria (Rui, Marco e Eu) e que fico ansioso pela próxima volta com este espírito primordial do BTT.
Quando conseguiremos juntar os cinco pedrAs single speeders ( e mais alguns amigos, claro) numa volta como esta?!

 

 

Votos de um Bom Ano de 2010, com saúde e boas pedaladas (dessas e das outras)!

 

 

 

FG

 

tags: ,

publicado por pedramarela às 18:04
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Boas Festas !

O pessoal da pedrAmarela envia a todos os seus amigos votos de boas festas e deseja um bom ano de 2010 com muita saúde e belos passeios de bicicleta!
Boas pedaladas (dessas e das outras)

 

 

 

FG

tags:

publicado por pedramarela às 18:31
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Tróia - Sagres 12/12/2009

Pela 1ª vez tomei parte deste desafio a convite do Punk. A equipa alinhada consistiu em mim, nele, no Bruno Malheiro e no Ricardo. Tinhamos planeado apanhar o barco da 8 porque quer o Punk, quer o Malheiro começaram a pedalar às 4.30 da manhã para irem de casa até Setúbal (88km de aquecimento). Contudo o Ricardo atrasou-se fazendo-nos perder o barco das 8h (o último barco que deve ter levado ciclistas), porque no das 8.35 éramos os únicos.

Com isto tudo começámos a pedalar somente às 9h em Tróia. Apesar de ser a estreia tive de "dobrar" as regras e levei uma asfáltica que permitiu puxar o comboio como tinha prometido ao Malheiro. Não tirámos fotos, mas o cenário era: a minha Addict, a Sobre do Malheiro com Kenda SmallBlock8, a Kula Supreme do Punk com Slicks e a Factor com pneus de Geax Mezcal (praticamente o dobro do peso da minha bike).

Para compensar o atraso (deviamos ter partido muito mais cedo na minha opinião, mas isso impossibilitava a ida dos 2 corajosos a partir de casa) tivemos de impor um ritmo forte e começar a rolar rumo ao Sul. Fomos certamente o último grupo a partir de Tróia, restava tentar apanhar algum grupo que tivesse partido antes.

Desta vez o grupo não teve carro de apoio, apenas (mas que soube muito bem) contámos com boleia de Sagres para cima, ou seja, tudo o que comemos teve de ser transportado (água, barras, fruta, roupa) ou adquirido pelo caminho em "tempo real".

A 1ª paragem foi forçada aos 1ºs km com uma pastilha a fazer handicap na Factor, seguimos caminho ao fim de talvez 20 min parados. Continuámos a bom ritmo até cerca de 15km de V.N. de Mil Fontes onde parámos para almoçar, não havia bifanas, houve quem comesse sandes, metade do grupo avançou  mais 4km até ao restaurante que as iria confeccionar. O Bruno bem avisou que precisava de comer "comida" e que as barras não lhe dão sustento, talvez por isso e pelos mais de 60min de espera pelo almoço em que descansámos, arrancámos a todo o vapor recuperando algum do tempo perdido. Mais uma vez coube-me a tarefa de puxar o grupo (com todo o gosto) justificando a bifana e meia que entrara na fornalha.

A 2ª paragem foi antes de S. Teutónio onde o Ricardo precisou de algum tempo para recuperar das costas e o resto aproveitou para recuperar e retemperar energias. Aproveitámos a paragem para bater terreno e calcular a distância à "única" subida digna de registo que nos iria aparecer em Odeceixe a cerca de 15km. Eu no meu planeamento já a tinha visto ao 160º km, e estava receoso, mas devido a uma boa gestão de esforço até a fiz com relativa facilidade mesmo com as pesadas relações da Addict. Ultrapassado este obstáculo sabíamos que o único problema seria depois a noite. Como estava plenamente confiante que ia partir cedo, parar pouco e andar rápido não levei luzes. Felizmente o resto do grupo foi mais previdente e levaram luzes que tivemos de instalar perto de Aljezur. Antes disso já vários carros faziam o seu regresso a faziam questão de nos cumprimentar, o que a mim (pelo menos) me encheu de ânimo pela camaradagem demonstrada.

A 3ª e última paragem foi nessa mesma zona para retirar óculos e instalar luzes. A zona final já estava identificada pelos mais experientes como fácil mas relativamente complicada devido ao constante sobe e desce. Foi aqui também, já com noite cerrada que o nosso grupo se dividiu. Punk e Ricardo ficaram para trás num ritmo mais confortável, eu e o Malheiro numa toada forte para os quilómetros finais. Nunca pensei, ao fim de 150 km fazer andamentos tão rápidos e só me ocorria o facto de já estarmos bastante próximos. Ainda ajudámos alguns companheiros que andavam completamente às escuras na estrada.

A chegada a Sagres soube bem, mas soube a pouco. Eram 19h e não se via ninguém. Nem parecia que tinha havido um Tróia-Sagres por vários motivos. O 1º o adiantado da hora e depois porque muita gente havia rumado ao parque de campismo para banhos. Como não tínhamos hipótese de levar muda, também não fomos ao parque. Ficámos eu e o Ricardo a vila à espera da boleia enquanto Punk e Malheiro aproveitaram para completar os 300km do Punk com uma ida ao Cabo de S. Vicente. Nesta derradeira paragem avistámos a carrinha da Ciclonatur que rumou nessa altura a Lisboa.

Um dia em cheio para todos e muito provavelmente a repetir.

Jepas

tags:

publicado por pedramarela às 11:26
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Ensine o seu filho a andar de bicicleta

Saber andar de bicicleta faz parte da CULTURA GERAL de cada indivíduo. As imensas possibilidades de utilização da bicicleta, quer como meio de transporte, quer ainda como instrumento de brincadeira e lazer ou como engenho próprio para a práctica desportiva, associadas ao indescritível prazer provocado pelo contacto directo com a Natureza e pela sensação de "desequilíbrio controlado", exercem grande atracção sobre a maioria das pessoas e, em especial, junto dos mais jovens.

É portanto uma tarefa habitual dos pais (ou mães) apoiar os seus pequenos nas primeiras aventuras em duas rodas. Parece-nos, aliás, fundamental que assim seja, na medida em que, não só a aprendizagem por parte da criança é mais fácil, mas também porque esta "cumplicidade" entre pais e filhos, numa situação lúdica, se torna muito importante pelas suas implicações afectivas e familiares. Hoje em dia quase toda a gente diz que não tem tempo para dedicar aos filhos mas, de facto, nem sempre fazemos todos os possíveis para minorar as desvantagens da vida "moderna". Muitas vezes é só uma questão de revermos as PRIORIDADES, e pensarmos naquilo que é mais importante. Ensine portanto o seu filho (ou filha) a andar de bicicleta !!

Permita-nos, todavia, propor-lhe alguns temas de reflexão :

Deve começar-se o mais cedo possível, com um TRICICLO. As crianças devem ter hipóteses de experimentar várias formas de movimento, e esta é uma delas. Por favor, resista à tentação de comprar um daqueles brinquedos eléctricos em que as crianças não fazem mais nada senão rodar um punho ou carregar num acelerador ... não quer, com certeza, criar mais um preguiçoso, pois não!?

Depois, a primeira bicicleta pode estrear-se por volta dos CINCO ANOS, altura em que o desenvolvimento psico-motor atingido já permite uma solicitação deste tipo. Numa fase inicial podem usar-se as habituais RODINHAS  laterais presas ao eixo traseiro, mas rapidamente as crianças se aborrecem desta situação.Há quem, nesta altura, tire uma das rodinhas e deixe ficar a outra. Parece-nos uma situação pouco aconselhável, pois leva as crianças a sentirem uma diferença na segurança nas inclinações e viragens, conforme o lado para onde querem ir. Uma solução pouco conhecida, mas que nos parece adequada para esta fase, consiste na desmontagem das duas rodinhas e dos PEDAIS. A criança deve, pois, deslocar-se empurrando com os pés no chão, aproveitando o balanço obtido para, a espaços, procurar o equilíbrio em movimento. Claro que com os pedais montados isto não é possível, uma vez que estes batem nas pernas do "ciclista". A extensão dos trajectos em equilíbrio começa a ser cada vez maior e é então possível a remontagem dos pedais, para entrarmos na FASE DECISIVA.

É agora que as costas dos papás vão começar a doer... Procure um espaço aberto, com piso regular e pouco agressivo (há sempre uma quedazita) e prepare-se para segurar e empurrar. Se passou pelas fases anteriores, a sua criança, em uma ou duas manhãs de um fim de semana, estará apta a pedalar "a sério". Partilhe com ela esse momentos irrepetíveis e verá que vale a pena. A vida é feita de pequenos nadas, como diz o poeta.

Aos seis, SETE ANOS, deveremos atingir a fase em que se pode oferecer (aniversário, natal, etc) uma bicicleta um pouco maior (BMX).

Aos dez, ONZE ANOS, qualquer criança de estatura "normal" pode já utilizar uma "máquina" de roda 26, isto é, tipo bicicleta de montanha para adulto. Há várias medidas de quadro e os números mais pequenos são perfeitamente adequados. Hoje em dia quase todas as bicicletas são feitas em aluminio, mas se conseguir encontrar algum modelo com quadro em liga de aço cromo-molibdénio (vulgo cromoly)opte por ele - é muito mais confortável e transmite menos vibrações ao corpo do jovem ciclista. Informe-se antes de comprar !!

Antes dos catorze anos não é aconselhável o uso de suspensões e de pedais de encaixe. A utilização destes acessórios faz "queimar" algumas importantes etapas da aprendizagem da técnica de condução da bicicleta. Há muito tempo à frente....

Finalmente, pensamos que em todas as fases descritas, a partir do triciclo, é aconselhável o uso de um CAPACETE de protecção. Quem dá um "dinheirão" por uma bicicleta, bem pode gastar mais uns "tostõezitos" (que até nem são muitos) na segurança dos seus filhos.

 

FG

 


publicado por pedramarela às 00:20
link do post | comentar | favorito

Andar Bicicleta na Cidade

Quem tenciona  deslocar-se diariamente de bicicleta nas nossas cidades deve ter em conta algumas questões de segurança, bastante importantes para que consiga chegar "inteiro" ao seu destino.... especialmente se nos lembrarmos dos altos valores de sinistralidade rodoviária em Portugal.

 

Em primeiro lugar, devemos ter especial atenção à manutenção da nossa "máquina". Só assim pedalaremos com segurança. Deve verificar-se sempre, em especial, o estado dos TRAVÕES e dos PNEUS. Não  esquecer a limpeza e lubrificação regular da CORRENTE. Se a tratarmos bem, durará muito mais tempo.

 

Quando circulamos de Bicicleta nas ruas ou estradas, devemos sempre ter em conta os seguintes pontos :

Usar, sempre que possível, roupa com cores bem visíveis, e nas situações ou dias mais escuros (inverno), reflectores nas rodas e luzes dianteira e traseira.

Antes de começar a pedalar, escolher o caminho que nos parece mais seguro e com menos trânsito.

Cumprir sempre as REGRAS DE TRÂNSITO e respeitar os SINAIS.

Respeitar os outros transeuntes, especialmente os Peões.

 

Nunca se agarrar a outro veículo.

Nunca transportar passageiros sentados no quadro ou outro local da Bicicleta.

Não circular demasiadamente próximo do passeio; pode ser perigoso, pois há automobilistas que "gostam" de nos apertar... 

Nunca tirar as mãos do guiador, excepto para sinalizar com o braço todas as manobras (viragens, abrandamentos, etc.).

Cuidado com a abertura repentina de portas de carros parados ou em filas de trânsito; nunca passar muito junto a eles. 

Não fazer manobras bruscas, nem "esses" pelo meio dos carros. Nem pensar em "cavalinhos" ou habilidades do género na via pública.

Nunca usar auscultadores, "walk-man" ou outro objecto que nos impeça de VER ou OUVIR em perfeitas condições.

Tenha sempre na sua bicicleta uma campaínha ou qualquer outro avisador sonoro.

Ter especial cuidado com as grades que tapam as sargetas, pois, para nosso descontentamento, as aberturas estão colocadas em sentido longitudinal, e não transversal como deveria ser; isto é especialmente evidente para as bicicletas de "roda fina".

Quando um automóvel à nossa frente vira subitamente para a direita, sem fazer "pisca" (situação bastante vulgar no nosso país...) é normalmente mais seguro virarmos também em vez de travarmos bruscamente.

Nos cruzamentos, devemos procurar o contacto visual com os condutores dos automóveis, assegurando - nos assim que fomos vistos.

Quando estacionamos a nossa bicicleta devemos procurar um local que não incomode o normal trânsito dos peões.Em Portugal, isto não é assim tão irrelevante, pois são raras as estruturas de parqueamento de bicicletas.

Finalmente, para termos mais alguma garantia de que voltaremos a pedalar na nossa "bela máquina", é imprescindível a utilização de um cadeado de segurança, de preferência dos que têm um cabo suficientemente comprido para apanhar as duas rodas. Se o espigão do selim tiver uma cavilha de aperto rápido, leve-o consigo ou prenda-o também...

 

E pronto, não se assuste.... os riscos são altamente compensados com o enorme prazer de andar de bicicleta.

 

FG

 

 

 

 

 

 

 


publicado por pedramarela às 00:02
link do post | comentar | favorito
Domingo, 20 de Dezembro de 2009

Código de Conduta

 

Os membros da pedrAmarela cumprem o seguinte Código de Conduta:

 

Em situações de grupo, nunca ultrapasses o GUIA do passeio

Não percas de vista o companheiro que vem atrás e preocupa-te em seguir o da frente.

Mantém-te a uma DISTÂNCIA segura dos outros ciclistas


Respeita o ESPÍRITO DE GRUPO - um passeio não é uma corrida !

Quando se ultrapassa alguém deve-se avisá-lo, anunciando antecipadamente o lado pelo qual o vamos passar, e só o fazer com absoluta SEGURANÇA


Dá sempre prioridade a outros utilizadores não motorizados dos caminhos, reduz a velocidade e CUMPRIMENTA todos os amigos da Natureza e ajuda-os sempre que necessário


Controla a VELOCIDADE , antecipando a presença de alguém "ao virar da esquina" em locais perigosos ou com pouca visibilidade


Nunca abandones os CAMINHOS traçados, não danifiques culturas nem provoques erosão desnecessária


Não perturbes a VIDA SELVAGEM e faz o mínimo ruído possível


Não faças LIXO, nem tragas "recordações"- não colhas flores nem estragues as árvores


Respeita as PROPRIEDADES , deixa cancelas e portões no estado em que os encontraste e respeita a sinalização


Nunca vás sózinho para LOCAIS AFASTADOS , avisa sempre alguém do teu destino e da hora prevista para o regresso


Escolhe percursos adequados às tuas capacidades actuais e sê auto-suficiente, levando ÁGUA, alimentos e material de reparação de furos e avarias


Contribui activamente para a boa disposição e o COMPANHEIRISMO


Usa sempre o CAPACETE

 

 

 

FG

 

 


publicado por pedramarela às 17:45
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sábado, 19 de Dezembro de 2009

Maratona de Canha 2009

 

 

A Maratona de Canha (6 de Dezembro) foi a terceira em que participámos desde meados de Novembro. As outras duas tinham sido Cortiçadas e Terras do Touro. Como sempre, o espírito era fazer um treininho mais puxado, num local desconhecido, perto de casa e sem muita confusão.

Desta vez, ao trio do costume (PM, JC e RV), juntou-se o Ricardo Saleiro, para percorrer a distância de 100 km, em mais um circuito rolante. O Carlos Pinto também participou nos 40 km.

A nossa participação esteve em dúvida até meio da semana, dadas as previsões meteorológicas nada animadoras para o dia do passeio (sim, era um passeio e não uma competição). Estavam previstos ventos e chuva muito fortes. Felizmente que com o avançar da semana o tempo foi melhorando, acabando por não chover em Canha (só da parte da tarde é que começou a chover). O terreno estava mesmo em boas condições e com pouca lama.

As inscrições foram feitas, como de costume, on-line e custaram 18,00€ com almoço incluído. Como muitos dos inscritos tardaram em pagar a sua inscrição (estavam a ver no que dava a meteorologia), a organização acabou por aceitar um número excessivo de inscrições (já ia em 900), o que não nos pareceu uma boa opção. A Federação Portuguesa de Triatlo marcou presença massiva, tendo participado com alguns atletas de elite (Bruno Pais e Lino Barruncho, entre outros), que aproveitaram a prova para treinar. Como já vem sendo hábito, a grande maioria dos inscritos optou pelos 40 km (o pessoal pelos vistos vai mesmo a estes eventos mais para almoçar).

O RV foi levantar o dorsal na véspera e fez o favor de levantar também o meu e o do JC. E ainda bem que assim foi, pois chegámos a Canha muito perto da hora de partida (enganámo-nos no caminho).

Quando chegámos à zona de meta, já se encontrava preparado para partir um enorme pelotão. Estacionámos à frente do pessoal todo e aproveitámos para tirar umas fotos, bem como para definir a estratégia a seguir. Desta vez iríamos tentar fazer a prova juntos e terminar juntos. Não fazia sentido, numa distância de 100 km, pedalarmos sozinhos para chegarmos com alguns minutos de diferença.

 

O enorme pelotão à partida.

 

 

 

 

Mais uma partida rápida (mas não muito, que sempre eram 100 km). Como partimos da frente, não havia muita confusão. Isto apesar da quantidade de malta com vestimentas a dizer Triatlo, que por ali andava à nossa volta.

O RV e o Ricardo Saleiro distanciaram-se um pouco de mim e do JC, mas não forçámos o andamento. Quando viram que estavam a ficar sozinhos, abrandaram um pouco e fizemos a junção do grupo.

O piso era bastante rolante e, tirando umas ocasionais poças de lama maiores ou umas zonas de areia, estava genericamente em bom estado. A paisagem era agradável de percorrer.

 

O segundo abastecimento

 

 

Separação dos percursos. Ainda faltavam 60 km.

 

A partir dos 40 km, andámos praticamente sozinhos. Lá íamos ultrapassando um ou outro pessoal do Triatlo, o que sempre dava para animar um pouco a coisa.

Perto do quilómetro 45, o Ricardo, que até aí vinha a aguentar-se muito bem, começa a acusar a sua inexperiência nestas andanças e deixa-se ficar para trás.

 

Rolando rápido num dos muitos estradões.

 

 

Como já vínhamos a pedalar os três sozinhos havia uns dez quilómetros, começamos na conversa e desaceleramos um pouco. É então que somos alcançados por outros três participantes. Estes, vêm um bocado na nossa roda, até nos deixarem para trás.

Cerca dos 85 km, apanhamos com uma rampa inclinadíssima, na qual eu e o RV decidimos apear para não forçar as pernas. O mesmo tinha feito o pessoal que nos tinha ultrapassado e do qual nos tínhamos voltado a aproximar.

Íamos nós a empurrar as bikes ladeira acima, quando O JC, que subiu a rampa a pedalar, decide “picar-se” com um dos adversários que iam à nossa frente e dá um valente esticão. Mandou a nossa estratégia às urtigas e foi-se embora.

 

Enquanto eu e o RV empurramos as bikes ladeira acima...

 

...o JC entra em modo de perseguição e vai à vida dele.

 

Eu e o RV pedalávamos agora a grande velocidade numa zona de longos estradões, com um sobe e desce constante rompe pernas. Seguíamos juntamente com dois dos participantes que tínhamos entretanto alcançado, mas estes voltaram a acelerar e a deixar-nos para trás. Ao longe víamos o JC, que pedalava que nem um doido.

Os quilómetros finais já foram um bocado penosos, dificultados ainda pelo vento que soprava de frente. Pouco antes da meta ainda voltámos a apanhar um dos rapazes que tínhamos deixado fugir.

Chegados à meta, nem sinal do JC. Estamos a lavar as bikes (com a agulheta dos bombeiros), quando este corta a meta com um ar desanimado. Tinha-se enganado no caminho. É para aprender a não furar as estratégias da equipa.

 

 

Tal foi a velocidade, que os bombeiros tiveram de vir arrefecer as bikes.

 

 

Lá fomos tomar o retemperador banho e almoçar. Pelos vistos muita gente se queixou de ter tomado banho de água fria e de ter esperado muito tempo na fila para o almoço. Mas, no nosso caso, tomámos banho de água quente sem confusão e almoçámos sem qualquer tempo de espera. São as vantagens de participar na distância maior e de terminar a prova cerca de duas horas depois do grosso dos participantes.

Muita gente também se queixou das marcações. No nosso caso (tirando a nabice do JC), também não tivemos qualquer problema com as mesmas.

 

 

 

 

Foi um evento interessante, com uma boa organização. Devem apenas rever, em futuras edições, o número de inscrições aceites, que nos pareceu excessivo para os meios disponíveis.

Terminaram 630 participantes os 40 km e 82 os 100 km. O primeiro classificado da maratona foi o Bruno Pais (3:48’:01’’). Os pedrAmarelas classificaram-se da seguinte maneira: RV - 20º (4:17’:51’’), PM – 21º (4:17’:52’’) e JC – 24º (4:20’:53’’). O Ricardo Saleiro terminou em 48º (4:44’:24’’), ainda à frente do Lino Barruncho. O Carlos Pinto ficou em 306º nos 40 km (2:13’:23’’).

 

 

PM

 

tags:

publicado por pedramarela às 18:33
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Medronhos, Cogumelos e os 7 Caramelos

Eis o vídeo do excelente passeio de dia 13 de Dezembro de 2009:

FG

música: Ben Harper, Fool for a Lonesome Train

publicado por pedramarela às 01:08
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Chegou o Frio

 

Hoje, eu e o JC resolvemos variar mais um pouco. Assim, trocámos a tradicional (já enjoa) volta das terças em MonSSanto, pela já rara volta da Carregueira. Como estávamos algo curtos de tempo, optámos pela versão mais curta deste clássico.

Arrancámos de minha casa pelas 8h00, em direcção a Colaride. Íamos bem agasalhados, pois finalmente o frio resolveu fazer-se sentir (2 graus era a temperatura matinal).

Após a Anta de Agualva, começaram as variações. Em vez de seguir pela Tala, resolvemos entrar na Carregueira junto da Vesauto (já nem me lembro da última vez que por aí tinha passado). Campo de Golfe, penitenciária e nova variação. Descemos pelas pedras, a partir do Moinho Novo da Mata. A descida está muito escavacada, mas lá se foi fazendo.

A partir daqui apanhámos as primeiras poças de lama cobertas de gelo. Para evitar a maior delas, não descemos pela ponte de madeira, tendo optado antes por passar naquela pequena ponte de cimento.

Após a passagem de nível, somos obrigados a nova variação. Estavam a construir um viaduto na entrada do trilho e tivemos de entrar uns cem metros mais à frente.

O resto da volta foi o tradicional: Sabugo, Casal dos Gosmos, Vale da Calada, Rebolo, Almargem, Almornos, túnel de Belas, Fonteireira, cemitério, travessia do Jamôr (já dá para subir a rampa a seguir), Venda Seca, Anta, Colaride e Tercena.

Esta volta serviu também para desmistificar o mito urbano, que afirma não ser possível pedalar por estas bandas no Inverno. Que tem muita lama e tal. Apenas tivemos de ajustar uma ou outra passagem, para evitar pontualmente umas poças de lama maiores. Tirando isso, o terreno estava bom.

Apesar de já não estarmos habituados, estando bem agasalhados, foi bastante agradável pedalar sentido a brisa fresca na cara. Até as subidas estavam mais convidativas.

 

PM

 


publicado por pedramarela às 21:30
link do post | comentar | favorito

.pedrAmarela BTT


. sobre nós

. seguir perfil

. 1 seguidor

.pesquisar

 

.Maio 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Novas Camisolas num dia d...

. 25 de Abril à Chuva

. 10.000 km em Single-Speed...

. SSintra, 26-02-2012

. Sintra - 17-02-2012

. Arrábida - 10-02-2012

. Moinhos da Raimonda - 05-...

. Arruda/Montejunto - 26-01...

. Malveira/Arruda/Sobral - ...

. Malveira/Santa Cruz - 13-...

.arquivos

. Maio 2012

. Abril 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Junho 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

.links

SAPO Blogs

.subscrever feeds