Domingo, 14 de Março de 2010

"Ganda Enxerto"

 Estrada que vai da Malveira de Serra, em direcção ao Cabo da Roca.

 Ao fundo vêm-se a Praia do Guincho e o Cabo Raso.

 

Quando falta um mês para o Geo-Raid de S. Pedro do Sul, cumprimos hoje mais um treino de estrada em BTT, no qual rumámos mais uma vez a Sintra. Quando digo cumprimos, refiro-me a mim e ao JC, já que os restantes “associados”, dado o baixo nível de forma e de motivação, estão mais vocacionados para voltinhas de cariz fotográfico (especialmente fotos a cascatas) e de down-hill (tipo trilho do burro). Mesmo os possíveis interessados nestas voltas mais puxadas (Nuno e Rui), declinaram amavelmente o convite, o primeiro porque ia pedalar para outra freguesia e o segundo porque continua atacado por uma crise de ronha, agravada por uma ginasite aguda, que não lhe têm dado descanso nos últimos meses.

O resto das saídas da semana, foram as do costume. Terça lá fui sozinho, de SS, chafurdar na lama para o Estádio, que diga-se, está cada vez com mais água/lama e com árvores caídas nos trilhos. Quinta, juntamente com o Jorge e com o Nuno, fomos fazer a "via-sacra" das subidas de Sintra. O Jorge, que estava ainda a recuperar da Maratona de Barcelona, arrancou comigo a pedalar de casa. Já o Nuno, possivelmente ainda traumatizado com a má experiência de há duas semanas, resolveu arrancar do Linhó.

O objectivo para hoje era devorar quilómetros a um ritmo estabilizado, vivo e sem paragens. E foi o que fizemos, tendo percorrido 91 km, em 4h19’, com uma média de 20,8 e um acumulado de subidas de 1592 m.

O dia foi de sol, embora o ventinho fresco de leste que se fez sentir, por vezes tenha dificultado e arrefecido as coisas.

Encontrámo-nos em local neutro (Fábrica da Pólvora de Barcarena). O primeiro troço, com tendência de descida, levou-nos por Barcarena, Murganhal, Laveiras e Caxias, onde entrámos na marginal, na qual rolámos a bom ritmo até Cascais.

Ultrapassada Cascais, com passagem pela praia dos pescadores e pela Boca do Inferno, seguiu-se a estrada até ao Guincho. Para variar, mal nos aproximámos do Cabo Raso, começámos a apanhar o belo do vento de frente e a ter de puxar mais pelo cabedal.

Ainda não refeitos do esforço suplementar provocado pela ventania do Guincho, junto ao desvio para o Abano, começa um dos mais difíceis (mas também mais bonitos) troços desta volta. São cerca de 11,5 km, inicialmente mais suaves (mas ventosos) e, na parte final, mais inclinados, com cerca de 440 m de acumulado, nos quais vamos subir, durante 40 minutos, até à Peninha, passando pela Malveira de Serra e pela estrada do Cabo da Roca.

Seguiu-se a longa e fria (o vento não dava tréguas) descida até Colares, na qual passamos pelo cruzamento dos Capuchos e pelo Pé da Serra.

Novamente quase ao nível do mar, na estrada Nova da Rainha, havia agora que reaquecer as pernas e ganhar ritmo para a segunda grande dificuldade do dia. Outra subidona, com uma curta descida a meio, com 9,5 km e 420 m de acumulado, que, passando pela Eugaria, Monserrate, Seteais, Regaleira, Rampa da Pena e Castelo dos Mouros, terminava no Palácio da Pena. Mais um belo troço, onde o verde, a vegetação exuberante, as belas paisagens e as construções históricas imperam.

 Curta, mas inclinada, foi a descida até S. Pedro, onde decorria a sua tradicional feira e onde um de nós se lembrou de sugerir que ainda subíssemos a Santa Eufémia. E foi o que fizemos. Mas a subida toda, desde o largo da feira.

Nova descida, desta vez até ao Linhó, e começamos a regressar a casa. Autódromo, Manique, Varge Mondar, Cacém, S. Marcos e casa. Como não podia deixar de ser, o vento soprou sempre de frente.

Esta volta, para além de constituir um excelente treino, no qual podemos rolar, mas também subir um bom bocado, tem ainda a vantagem de se revelar bastante turística. Passa por algumas das mais belas paisagens do Parque Natural Sintra/Cascais e por algumas das construções mais características da Serra de Sintra. É o que se chama juntar o útil ao agradável.

 

A título de curiosidade, assinale-se que a minha bela e fiel BTT (inicialmente Airborne Lancaster e actualmente Van-Nicholas Zion), montada em Abril de 2004, atingiu hoje a bonita marca de 30044 km. Atingiu, é forma de expressão, pois de origem já só tem os extensores do guiador, os travões, o prato pedaleiro grande e o crenque direito. Tudo o resto, partiu-se ou gastou-se e teve de ser substituído. Venham mais 30000.

 

PM

 

 

 

 

 

 


publicado por pedramarela às 20:01
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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

Máscara de Carnaval

No dia de Carnaval resolvi entrar no espírito da quadra e mascarar-me também. A máscara escolhida para a ocasião foi de ciclista de estrada.

Como as previsões meteorológicas para a terça-feira de Carnaval davam mais do mesmo, ou seja, chuva, achei melhor não combinar nenhuma saída de BTT e decidir de manhã cedinho se iria ou não pedalar. Caso o tempo ajudasse, não me estava porém a apetecer muito ir chafurdar na lama nos sítios do costume. Foi então que me ocorreu a ideia de reviver os velhos tempos e fazer uma saída de estrada com a BTT, percorrendo a marginal até ao Guincho e subindo a serra de Sintra. Seria um excelente treino e como não haveria trânsito, seria pouco provável a repetição da má experiência com automobilistas que tive há vários anos atrás na marginal e que me tem levado desde então a evitar aí pedalar.

O dia de Carnaval amanheceu bastante cinzento, ventoso e com algum frio. Mas como não chovia, enchi-me de coragem e decidi arriscar. Estava já todo equipado e pronto para arrancar, quando começa a chover. Felizmente a chuva foi de pouca dura e, mal surgiu uma aberta, arranquei.

Queluz de Baixo, Valeijas, Queijas, Estádio e estou na marginal. As estradas estavam todas molhadas e a água que não entrava por cima, ia entrando por baixo.

Em Caxias ainda caiem uns pingos, mas nada de especial. O trânsito era muito reduzido, pelo que pedalava sem grande stress. Ainda por cima contava com a ajuda do vento que soprava por trás e me ia permitindo rolar a velocidades à volta dos 30 km/hora. Aos anos que não fazia este percurso de bike.

Quando cheguei a Cascais já ia bem aquecido. Na estrada do Guincho, evito a ciclovia que estava cheia de poças de água. O mar estava espectacular, com uns vagalhões enormes. Quanto mais me aproximo do Guincho, mais o vento vai rodando para a frente, começando a dificultar bastante a progressão (há coisas que nunca mudam).

No início da subida para a Malveira da Serra, como uma barrita (em andamento). Subia a bom ritmo e a temperatura ia subindo, até se me embaciarem os óculos.

 Malveira, Azóia e viro em direcção aos Capuchos. A serra estava envolta num nevoeiro cerrado, mas continuava a não chover. Pouquíssimos foram os ciclistas com que me cruzei. Foram cerca de 40 minutos de subida, desde o Guincho.

Chegado ao cruzamento dos Capuchos, colocavam-se várias opções. Seguir para o Linhó (por estradão ou por estrada) ou seguir para Sintra (via Colares ou Rampa da Pena). Optei por descer a Rampa da Pena, mas com muito cuidadinho, que as curvas são apertadas, o piso estava molhado e o meu pneu de trás está um bocado a atirar para o slick.

Junto do portão da quinta de Vale Flor, no desvio para Santa Eufémia (fica para outra oportunidade), como uma banana e alivio a bexiga. Passo rapidamente por Sintra, donde saio por S. Pedro, mais a sua bela rampa.

Ainda equacionei a possibilidade de seguir em direcção ao Lourel e ligar a Belas, mas como não tinha feito o trabalho de casa e ainda me punha a inventar, achei melhor jogar pelo seguro. Assim, após a rotunda do Ramalhão, apontei ao autódromo, Manique, Tabaqueira, Varge Mondar, Cacém, S. Marcos e casa.

Foi um treino diferente, feito sempre a bom ritmo e que me permitiu reviver os bons velhos tempos (não pude foi ir pelo IC19). Apesar de só ter feito alcatrão, a passagem pela marginal, pelo Guincho e pela Serra de Sintra, são sempre espectaculares. A vantagem do treino de estrada é mesmo o possibilitar a manutenção de ritmos mais estabilizados e controlados (e já agora evitar os banhos de lama). Praticamente só parei de pedalar na descida da rampa da Pena. Fiz 78,4 km, em 3:23:00, com média de 23,3 km/hora.

 

PM

 


publicado por pedramarela às 21:57
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Tróia - Sagres 12/12/2009

Pela 1ª vez tomei parte deste desafio a convite do Punk. A equipa alinhada consistiu em mim, nele, no Bruno Malheiro e no Ricardo. Tinhamos planeado apanhar o barco da 8 porque quer o Punk, quer o Malheiro começaram a pedalar às 4.30 da manhã para irem de casa até Setúbal (88km de aquecimento). Contudo o Ricardo atrasou-se fazendo-nos perder o barco das 8h (o último barco que deve ter levado ciclistas), porque no das 8.35 éramos os únicos.

Com isto tudo começámos a pedalar somente às 9h em Tróia. Apesar de ser a estreia tive de "dobrar" as regras e levei uma asfáltica que permitiu puxar o comboio como tinha prometido ao Malheiro. Não tirámos fotos, mas o cenário era: a minha Addict, a Sobre do Malheiro com Kenda SmallBlock8, a Kula Supreme do Punk com Slicks e a Factor com pneus de Geax Mezcal (praticamente o dobro do peso da minha bike).

Para compensar o atraso (deviamos ter partido muito mais cedo na minha opinião, mas isso impossibilitava a ida dos 2 corajosos a partir de casa) tivemos de impor um ritmo forte e começar a rolar rumo ao Sul. Fomos certamente o último grupo a partir de Tróia, restava tentar apanhar algum grupo que tivesse partido antes.

Desta vez o grupo não teve carro de apoio, apenas (mas que soube muito bem) contámos com boleia de Sagres para cima, ou seja, tudo o que comemos teve de ser transportado (água, barras, fruta, roupa) ou adquirido pelo caminho em "tempo real".

A 1ª paragem foi forçada aos 1ºs km com uma pastilha a fazer handicap na Factor, seguimos caminho ao fim de talvez 20 min parados. Continuámos a bom ritmo até cerca de 15km de V.N. de Mil Fontes onde parámos para almoçar, não havia bifanas, houve quem comesse sandes, metade do grupo avançou  mais 4km até ao restaurante que as iria confeccionar. O Bruno bem avisou que precisava de comer "comida" e que as barras não lhe dão sustento, talvez por isso e pelos mais de 60min de espera pelo almoço em que descansámos, arrancámos a todo o vapor recuperando algum do tempo perdido. Mais uma vez coube-me a tarefa de puxar o grupo (com todo o gosto) justificando a bifana e meia que entrara na fornalha.

A 2ª paragem foi antes de S. Teutónio onde o Ricardo precisou de algum tempo para recuperar das costas e o resto aproveitou para recuperar e retemperar energias. Aproveitámos a paragem para bater terreno e calcular a distância à "única" subida digna de registo que nos iria aparecer em Odeceixe a cerca de 15km. Eu no meu planeamento já a tinha visto ao 160º km, e estava receoso, mas devido a uma boa gestão de esforço até a fiz com relativa facilidade mesmo com as pesadas relações da Addict. Ultrapassado este obstáculo sabíamos que o único problema seria depois a noite. Como estava plenamente confiante que ia partir cedo, parar pouco e andar rápido não levei luzes. Felizmente o resto do grupo foi mais previdente e levaram luzes que tivemos de instalar perto de Aljezur. Antes disso já vários carros faziam o seu regresso a faziam questão de nos cumprimentar, o que a mim (pelo menos) me encheu de ânimo pela camaradagem demonstrada.

A 3ª e última paragem foi nessa mesma zona para retirar óculos e instalar luzes. A zona final já estava identificada pelos mais experientes como fácil mas relativamente complicada devido ao constante sobe e desce. Foi aqui também, já com noite cerrada que o nosso grupo se dividiu. Punk e Ricardo ficaram para trás num ritmo mais confortável, eu e o Malheiro numa toada forte para os quilómetros finais. Nunca pensei, ao fim de 150 km fazer andamentos tão rápidos e só me ocorria o facto de já estarmos bastante próximos. Ainda ajudámos alguns companheiros que andavam completamente às escuras na estrada.

A chegada a Sagres soube bem, mas soube a pouco. Eram 19h e não se via ninguém. Nem parecia que tinha havido um Tróia-Sagres por vários motivos. O 1º o adiantado da hora e depois porque muita gente havia rumado ao parque de campismo para banhos. Como não tínhamos hipótese de levar muda, também não fomos ao parque. Ficámos eu e o Ricardo a vila à espera da boleia enquanto Punk e Malheiro aproveitaram para completar os 300km do Punk com uma ida ao Cabo de S. Vicente. Nesta derradeira paragem avistámos a carrinha da Ciclonatur que rumou nessa altura a Lisboa.

Um dia em cheio para todos e muito provavelmente a repetir.

Jepas

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publicado por pedramarela às 11:26
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