Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

Arrábida - 10-02-2012

     Após mais de seis meses sem lá pedalar, voltámos finalmente à Arrábida, onde realizámos a nossa volta de sexta feira passada.

     Presentes os pedras P.Mateus, J.Caiado, M.Romão, M.Antunes, Gusto e Carlos "Lenda", tendo ficado a organização a cargo destes dois últimos. Presente também o Marco Barata, com quem já não pedalava à uns anitos.

     O dia esteve magnífico, com um sol radioso e uma temperatura bastante suportável, não se confirmando o frio de rachar previsto, que nos vinha a fustigar nos últimos dias.

     Esta volta estaria previsto ter cerca de 100 km e passar pelos castelos de Palmela, Setúbal e Sesimbra. No entanto, a necessidade de fazer reagrupamentos regulares obrigou a alguns reajustamentos. Fizémos assim, apenas pouco mais de 70 km, com 1700 m de acumulado de subidas e não passámos por Setúbal nem por Sesimbra.

     Mesmo assim fizémos muitos dos magníficos singles da Arrábida e desfrutámos de muitas das suas belíssimas paisagens, com especial destaque para a passagem no antigo caminho dos monges que passa abaixo da quinta D'el Carmen.

     No final, a organização, na pessoa do Carlos "Lenda", redimiu-se dos dois catelos em falta, ao fornecer banhos, seguidos de um lanche onde nada faltou.

 

Calçada romana de Palmela, com vista para a subida da "Jibóia".

 

O clássico trilho dos moinhos, na Serra do Louro, em Palmela.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trilho do tanque

 

 

 

Casais da Serra. Já cá faltava a paragem no cafézito...

 

Estrada dos Casais de Calhariz

 

 

Pedreiras

 

 

 

Vista da Falésia do Risco e da Serra da Arrábida

 

J. Caiado, Gusto, M. Antunes, M. Romão

P. Mateus, Carlos "Lenda" e Marco Barata

 

 

Descida da pedreira do Risco

 

 

 

Vale do Risco

 

 

 

 

"Não me digam que vamos subir aquilo!?"

 

 

 

 

 

Concentração e esforço...

 

...no início do pedregoso e difícil, mas magnífico trilho dos monges

 

 

Parte do trilho coberta por densa vegetação

 

 

 

 

A serpentear por entre os ramos

 

Península de Tróia à vista

 

 

Foto gentilmente cedida pelo "O Meu Admirável Cantinho"

 

 

Já na estrada que passa pelo alto da Arrábida

 

Sempre a subir

 

Novo caminho de progressão difícil, mas magnífico. Agora a descer.

 

 

 

 

 

 

 

Reagrupamento no Vale de Barris

 

Nova passagem pela romana

 

Deliciosas "pedaladas" finais, amavelmente preparadas pelo Carlos e pela esposa

 

     PM

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publicado por pedramarela às 21:03
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Domingo, 2 de Janeiro de 2011

Cape-Espic Soft - 28/12/2010

 

     O Cape-Espic é uma volta engendrada por pessoal da margem sul e que, basicamente, consiste num percurso circular, com cerca de 100 km, com partida de Palmela e passagem pelo Cabo Espichel. O nome é uma brincadeira com a famosa competição sul-africana, Cape-Epic e com o facto de passar no Cabo Espichel.

     Já fiz esta volta várias vezes e de várias formas. Com grupos grandes e com grupos pequenos. Com partida de Palmela, com partida de Azeitão e com partida da Quinta do Anjo. Em ritmo rápido, sem paragens e em ritmo lento, com ataque às bifanas. De multi-speed e de single-speed. A acabar a tempo de almoçar em casa e a acabar já de noite. Com tempo quente e com tempo fresco. Todas tiveram o seu encanto e acabaram por proporcionar o mesmo, um excelente dia de BTT e um empeno à maneira.

     Desta vez, o Rui V. convidou-nos para uma chamada versão “soft”. Esta corta alguns troços mais técnicos e de progressão mais complicada, de forma a tornar a volta um pouco mais rápida de se fazer.

     Para além do anfitrião e guia (que já não pedalava connosco há mais de seis meses e tem andado mais dado a treinos indoor e a motas), comparecemos apenas eu e o Jorge C. O resto da malta, é a treta do costume. Andam sempre a dizer que temos de ir aqui e ali, mas depois, quando se propõe algo mais puxadote aqui perto, é vê-los a assobiar para o lado.

E foi assim que às 9h00 de terça-feira passada, lá estávamos os dois representantes da margem norte à porta do Rui, na Quinta do Anjo, imbuídos do espírito de missão de o trazer de novo para o “lado luminoso da força” (BTT) e prontos para mais um dia “éspico”.

     As previsões meteorológicas da maioria dos sites consultados apontavam para alguma chuva e vento moderado de Sudeste. Felizmente que o Jorge lá conseguiu arranjar um site que não dava chuva para a Arrábida e no qual decidimos apostar. E realmente foi uma boa escolha, pois acabou por não chover. Da ventania e da humidade é que não nos livrámos.

     Começando então na Quinta do Anjo, seguimos por Cabanas e S. Gonçalo, a partir de onde subimos a Serra de S. Luís, até ao início da chamada “Cai de Costas”. Descemos para o estradão de Vale de Barrios, que nos levou até ao Alto das Necessidades. Passagem pelo parque de campismo de Picheleiros, pelos Casais da Serra e pela estrada dos Casais do Calhariz (a famosa auto-estrada do BTT).

Estradão do Vale de Barrios

Ermida de Nossa Senhora das Necessidades

     Nos Casais de Calhariz deu-se a primeira suavização da volta original. Em vez de fazermos a inclinadíssima subida da pedreira do Risco, seguimos logo directamente para a povoação das Pedreiras, onde ocorreu a segunda suavização. Procurando evitar a descida até Sesimbra pelo trilho do costume, que é algo complicado a nível técnico e tem uma vedação para transpor, dirigimo-nos, por estrada, para Santana e depois para o castelo.

Castelo de Sesimbra à vista

     Partindo do castelo fizemos um single bastante interessante, com alguns desafios técnicos e com uma vista magnífica sobre Sesimbra.

Single que parte do castelo

Sesimbra

Secção mais técnica

     Passado o porto de abrigo, logo abaixo do Forte e do Farol do Cavalo, tem início a maior subida desta volta, com cerca de 2 Km, durante a qual subimos do nível do mar até aos 200m de altitude e que nos conduz até às pedreiras, perto do Zambujal de Cima.

Subindo a partir de Sesimbra

Final da subida

     O ritmo até aqui tinha sido vivo e o percurso de um sobe e desce constante, com o qual não me costumo dar muito bem. Os esticões que os meus companheiros de volta teimavam em dar em cada rampa, também não me estavam a agradar muito. O principal instigador desses esticões era mesmo o homem que quase tinha abandonado o BTT e que, estranhamente, se mostrava fresco como uma alface. Só na subida de Sesimbra, mais ao jeito das que se encontram em Sintra, é que encontrei finalmente o meu ritmo e o nosso guia finalmente se acalmou, deixando-se ficar ligeiramente para trás.

     Chegados ao Zambujal, seguimos um pouco pela estrada que liga ao Cabo Espichel (EN 379), da qual saímos para um estradão que passa pela Azóia e continua até ao farol.

Rumo à Azóia

     Aqui deu-se a terceira suavização do percurso. Cortámos aquela que é, a meu ver, a parte mais bonita e interessante da volta original e que consiste num pedregoso, e nalgumas partes sinuoso, caminho, feito a uma cota mais baixa, por meio da típica vegetação mediterrânica, e com uma vista espectacular para as falésias e para o cabo.

     Até ao farol do Cabo Espichel foram cerca de 8 km de condução rápida e divertida, feitos em “talega”, com o vento pelas costas e a contornar constantemente pedras e poças de lama, sempre a grande velocidade.

Chegada ao cabo

Farol do Cabo Espichel

Foto do "numeroso" grupo

O característico drop do cabo

Igreja de Nossa Senhora do Cabo

Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua (como também é conhecido)

     No cabo só nos demorámos o tempo necessário para tirar umas fotos. A ventania que se fazia sentir e o facto de não haver nenhuma roulote de bifanas à vista, não convidavam a grandes paragens.

     Normalmente a saída do cabo faz-se virando à esquerda, logo após o santuário, por um estradão que passa por trás da casa da água e que segue na direcção da Praia dos Lagosteiros. No entanto, dado que o objectivo era simplificar e esse caminho tem uma condução complicada (muitos regos, pedras e buracos manhosos), desta vez saímos a pedalar por estrada mais um bocado (quarta suavização), ao longo do aqueduto que servia o santuário, com vento forte de frente, até pouco antes da Azóia.

Casa da água, onde termina o aqueduto do Cabo Espichel. Ao longe as praias da Caparica.

     A partir daqui seguimos sempre por estradões, ora mais rijos, ora com mais areia, passando perto da Praia da Foz, da Aldeia do Meco e de Alfarim. Atravessámos as povoações de Aiana de Cima e da Carrasqueira, a seguir às quais, já perto da Herdade da Apostiça, se encontram duas grandes lagoas originadas pela extracção de areia.

Zona das lagoas, com a Serra da Arrábida ao fundo

     Após as lagoas, as coisas começaram a dar para o torto. Primeiro foi o Rui que, a pedido do fotógrafo, ao tentar uma passagem mais técnica, se atirou para o chão, felizmente sem gravidade. Depois foi o Jorge que, numa descida dum estradão extremamente rápido, teve uma queda bastante feia que o deixou um bocado mal tratado. Vinha colado atrás do Rui, a grande velocidade e não conseguiu evitar um dos inúmeros buracos cheios de água, criados pela passagem das viaturas.

Upsss...

Estas coisas ainda não se treinam nos rolos

     Com o Jorge abalado pela queda, lá continuámos devagar até à Aldeia de Irmãos, Aldeia Rica, Vila Nogueira de Azeitão, Quinta da Califórnia e Capela das Necessidades. Dadas as condições do acidentado, aqui optámos por voltar por estrada até à Quinta do Anjo, passando por Vendas de Azeitão.

Abastecimento de água...

...na magnífica fonte de Aldeia Rica

     Esta versão “soft” acabou por ter 87 km, feitos em 5h15’ de pedal (mais 17 minutos de paragem), a uma média de deslocamento de 16,5 km/hora. O acumulado de subidas foi de 1470m.

Vista do track gps no Google Earth

     Seguiu-se um almoço oferecido pela “organização”. O homem raramente tem pedalado, mas para se redimir, quando o visitamos, recebe-nos sempre bem. E até está numa forma bastante aceitável.

     De mais voltinhas destas é o que precisamos no novo ano que aí vem, sejam elas soft ou menos soft.

 

     PM

 

 

 

 

 


publicado por pedramarela às 18:57
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Sábado, 12 de Dezembro de 2009

Volta Calma na Arrábida

 

No feriado de oito de Dezembro, resolvi trocar o “vira o disco e toca o mesmo” das terças em “MonSSanto”, por uma voltinha na margem sul, lá para as bandas da Serra da Arrábida. No entanto, apesar da mudança de local, não mudei de bike, continuando a apostar na SS.

Não deixa de ser curioso que, quase a concluir um ano como feliz possuidor da minha Surly 1x1, já tenha pedalado mais vezes com ela na Arrábida do que em Sintra.

O convite partiu do Rui Valente e o objectivo seria fazer uma volta calma e não muito dura, juntamente com algum pessoal menos experiente nestas andanças. Estavam anunciados 60 km, dos quais cerca de 10 seriam feitos em alcatrão, para fugir ao previsível barro causado pelas fortes chuvadas dos últimos dias. O acumulado de subidas não andaria longe dos 1000 m.

Encontrei-me com o RV, junto da sua casa na Quinta do Anjo, donde partimos ao encontro do Rui Saleiro e de outros três amigos. Rumámos então, através da Serra de S. Francisco, até ao Moinho do Cuco, onde iríamos apanhar o Vlad mais três parceiros.

 

 

 

 

Cada maluco tem a sua mania: uns pedalam, outros fazem macumbas.

 

 

 

 

 

 

Já com o grupo completo, fizemos a descida do fim do mundo, passámos no parque de campismo de Picheleiros, nos Casais da Serra e fomos dar umas voltas na zona do Risco (mas sem subir a pedreira).

 

 

 

O ambiente era descontraído e o andamento calmo. Faziam-se algumas paragens para o pessoal comer uma barrita e recuperar o fôlego. Alguns aproveitavam para ir aos medronhos. Os pisos, tirando uma ou outra poça maior, não apresentavam muita lama, sendo a progressão no terreno fácil.

 

 

 

 

 

 

 

 

A partir daqui estava previsto seguirmos por estrada até ao Outão, passando pelo Portinho e pela Figueirinha. E foi o que fizemos. Apesar do alcatrão, vale sempre a pena fazer este caminho, pelas magníficas vistas que proporciona.

 

 

 

 

 

Passado o vale da Rasca, subimos um single com uma inclinação já assinalável e que tinha algum barro que nos dificultou um pouco a vida (especialmente a mim, que me vi grego para subir aquilo em força). Seguiu-se um dos pontos altos da volta, a descida do chamado trilho maravilha. Este fez jus ao nome, já que é um single técnico, por meio de densa vegetação, muito divertido de fazer. Algum barro escorregadio ainda veio animar mais a coisa e a obrigar a algumas saídas pouco airosas em direcção ao mato.

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui o grupo já estava mais reduzido, pois alguns dos pedalantes foram atalhando para casa. Uns por falta de tempo, outros por falta de fôlego. Os resistentes subiram ainda ao Cabeço do Zimbral, passaram no estradão das oliveiras e fizeram a última dificuldade do dia, uma subida que nos levou até Cabanas. Daí foi só descer o estradão do Vale de Alhos, que nos levou ao ponto de partida.

 

 

Foi uma manhã de terça diferente e bastante agradável. O RV, que quando vamos à Arrábida, faz questão de escolher as subidas mais escabrosas lá da zona, desta vez brindou-nos com um percurso mais “soft”, a permitir uma volta mais descontraída. De vez em quando também sabe bem algo mais calmo. Não convém é habituarmo-nos.

 

PM

 

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publicado por pedramarela às 19:48
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