Sábado, 12 de Fevereiro de 2011

À Conquista do Oeste IV - Socorro - 26/Jan.

     Já na volta anterior, o Jorge, pouco antes do Gradil, com o avistar da Serra do Socorro ao longe, tinha começado com umas conversas suspeitas, do tipo “aquilo é já ali e se déssemos lá um saltinho”. Lá o fui dissuadindo, argumentando que já tínhamos muitos quilómetros nas pernas e que o Socorro não fugia dali. Mas ficou mais ou menos combinado que, mais tarde ou mais cedo, lá iríamos.

     E foi logo na semana seguinte que resolvemos mesmo lá voltar. Digo voltar, porque já lá tinha estado duas vezes. A primeira, na minha primeira volta ao concelho de Mafra, em 2004, na qual esta bela serra estava logo incluída na primeira etapa. A segunda, na Maratona de Sobral do Monte Agraço de 2006, na qual o JC também participou.

     Desta vez, levámos connosco o ND, dos poucos que ainda alinha às vezes nestes esticõezinhos e que não podemos chamar de incauto, pois já sabe o que é que a casa gasta. O Nuno também já tinha subido ao Socorro algumas vezes.

     Até Almargem do Bispo seguimos o caminho da volta anterior. A única diferença foi uma corrente partida na bike do JC, na passagem pela Serração de Vale de Lobos. Nada que não se resolvesse rapidamente.

Reparação da corrente partida na bike do JC.

Os GPS são muito bonitos, mas não há nada como a boa e velha cábula.

Zona de Almargem do Bispo.

     Em Almargem, visto não haver lama, saímos de estrada, passando pelo monte Rebolo. Isto permitiu encurtar ligeiramente a volta que se previa longa.

     Para chegar à Malveira seguimos desta vez um percurso diferente, passando por Santo Estevão das Galés e pela Avessada. Boa estrada, com pouco trânsito, belas paisagens e a passar perto do monte Funchal.

     Pouco antes do Gradil, deixamos a EN8 e começamos a dirigir-nos para o grande objectivo do dia que já se ia avistando ao longe. Vamos subindo gradualmente, com passagem pela Tourinha, até São Sebastião, de onde seria desferido o ataque final. Toda esta zona é lindíssima e bastante calma, estando estas povoações já bem isoladas no meio dos campos.

A seguir a Tourinha, com o Socorro já à vista.

     A subida foi feita pela calçada do Socorro que, dado o dia se apresentar solarengo (mas frio), estava toda sequinha, não nos criando assim dificuldades suplementares (falta de tracção). Aliás, das vezes que subi o Socorro, achei esta a mais fácil. É certo que tem algumas rampas bem inclinadas, mas fez-se bem, não tendo de recorrer ao prato de 22.

Subindo a calçada do Socorro.

Nossa Sra. do Socorro.

Vista para Este.

Rampa final bem inclinada.

Concentração.

Último esforço. 

Esta já cá canta.

Jorge C, Pedro M e Nuno D.

 

     Grandes vistas se alcançam do alto desta serra. Não terá sido por acaso que a Serra do Socorro constituiu o ponto central das comunicações das Linhas de Torres, ligando os postos da 1ª e da 2ª linha.

     Breve paragem para apreciar a vista, comer qualquer coisita, aliviar a bexiga e toca a descer, desta vez por estradão, até ao Casal das Barbas.

     Até à Tourinha e à Nacional 8 (que tínhamos de atravessar para seguir para Mafra), ainda passámos por algumas pequenas e pacatas povoações, como Almeirinhos e Almeirinho Clemente.

Início da descida.

     A ligação a Mafra foi feita novamente pela lindíssima estrada que passa pelo Gradil e pela Murgeira, contornando a Tapada.

Igreja do Gradil.

 

     Um dos objectivos que tinha pensado para o retorno, era ligar ao Carvalhal (passamos lá na volta do Lizandro) e a Almorquim, para depois seguir ou pela Terrugem ou pela Cabrela. Para isso teríamos de passar primeiro pela Igreja Nova, o que podia ser feito por fora de estrada ou por estrada. Dado o adiantado da hora e dado o facto da ligação por terra poder dar para o torto, optámos por sair de Mafra a subir por estrada, até à Porta Vermelha (na Carapinheira).

     Passada Igreja Nova, seguiu-se uma rapidíssima descida até ao Carvalhal. Foi tão rápida que deixámos passar o desvio para Almorquim, seguindo antes em direcção a Alvarinhos, o que, dado o Carvalhal ficar ao nível da Ribeira de Cheleiros, foi feito a subir bem.

Subindo do Carvalhal, em direcção a Alvarinhos.

     Após Odrinhas, antes da Terrugem, o JC propõe sairmos daquela já muito movimentada estrada. E foi o que fizemos. O problema foi que, quando demos por nós, estávamos enfiados no vale da ribeira de Godigana. Felizmente não havia lama e pudemos desfrutar de mais um belo e inesperado momento BTT.

     Ao sairmos do vale, apanhamos a estrada que vem da Cabrela, passando sobre a ribeira do mesmo nome e seguimos para Montelavar, subindo uma inclinadíssima rampa.

Subida (e que subida) do Vale da Cabrela para Montelavar.

     A parte final da volta trouxe-nos por Pêro Pinheiro, Morelena, Palmeiros, Sabugo (bela rampa), Belas (outras belas rampas), Queluz, Matinha de Queluz e Queluz de Baixo.

     Grande esticão. Mais um bocado e terminávamos à hora do lanche.

 

     Dados GPS:

  * Distância 109 Km;

  * V. Máx. 61,5 Km/h;

  * Tempo Desloc. 5h50';

  * Tempo Parado 30':18" (corrente partida e reportagem fotográfica);

  * Média Desloc. 18,7 Km/h;

  * Média Geral 17,3 Km/h;

  * Desnível Acomulado 2130 m;

  * Elevação Máxima 410 m

 

     PM


publicado por pedramarela às 23:44
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Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

À Conquista do Oeste III - Malveira - 19/Jan.

     O objectivo para esta terceira volta seria chegar à Malveira e contornar a Tapada de Mafra.

     Até à Serração de Vale de Lobos seguimos o mesmo percurso das voltas anteriores. A partir daí decidimos evitar Pêro Pinheiro e Cheleiros, procurando estradas com menos trânsito. Seguimos então por Vale de Lobos, Almornos, Aruil, Almargem do Bispo, Alfouvar, Anços, Mafra Gare e Alcainça. Esta opção revelou-se acertada, pois realmente tem pouco trânsito e, especialmente entre Anços a Alcainça, a paisagem é muito interessante.

     Em Alcainça apanhámos a EN8 que nos levou até à Malveira e a Vila Franca do Rosário. Como é óbvio, as estradas nacionais são sempre mais chatas por terem mais carros a circular, mas esta era a opção mais directa e rápida para o nosso objectivo.

     Saindo da Nacional 8, entramos naquele que é a meu ver uma das estradas mais interessantes para pedalar nesta zona e que, passando pelo Gradil e pela Murgeira, segue junto ao muro da Tapada de Mafra, num percurso sinuoso, praticamente sem trânsito, com umas boas subidas (e descidas também) e lindíssimo.

     Em Mafra hesitamos se devemos seguir para a Ericeira ou para a Sra. do Ó. Começamos a seguir a primeira opção mas, no Sobreiro, o Jorge lembra-se de tentar atalhar em direcção à segunda. Saímos então de estrada e começamos a descer um estradão inclinadíssimo e em mau estado (regos) que nos foi enfiar bem no fundo de um dos lindíssimos e típicos vales desta zona. O problema foi sair de lá. A subida era longa, inclinada e com péssimo piso, obrigando-nos a empurrar as bikes durante um bom bocado. Mas valeu a pena pelo excelente momento de BTT que nos proporcionou.

     Passada a Sra. do Ó, a Carvoeira, a bela rampa de S. Julião e a Assafora, resolvemos inventar mais um bocadinho e meter mais para a direcção do mar, passando por Cortezia e Catribana. Ainda olhámos para a calçada romana desta ultima localidade, que se via ao longe, mas percebemos que estava cheia de água e impraticável. Com a calçada fora de questão e como a Catribana só tem uma estada de acesso, não nos restou outra opção que não fosse voltar para trás, até Assafora.

     Desta vez optámos por entrar em Sintra pela Várzea, seguindo até ao Lourel e passando por A-do-Longo, Arneiro dos Marinheiros, Aldeia Galega, Morelinho e Cabriz. Depois foi subir bem até Ranholas, passando pelo centro de Sintra. Diga-se que, a partir de Cabriz, achámos este percurso um bocado stressante, já que a estrada é estreita e tem algum trânsito.

     A parte final da volta foi quase idêntica à anterior (Abrunheira, Albarraque, Paiões, Vale Mourão, Estrada de Paço-de-Arcos, Marco Geodésico do Cotão e S. Marcos), mas desta vez conseguimos evitar entrar no IC19. Uma referência muito especial para um troço interessantíssimo em Paiões, que segue por entre os muros de várias quintas.

  

 

 

   Dados GPS:

  * Distância 106 Km;

  * V. Máx. 70,3 Km/h;

  * Tempo Desloc. 5h022';

  * Tempo Parado 3':41"';

  * Média Desloc. 19,8 Km/h;

  * Média Geral 19,6 Km/h;

  * Desnível Acomulado 1912m;

  * Elevação Máxima 326m (Almargem do Bispo).

 

     Nota da redacção: Como sabemos que algum pessoal revela dificuldades com as letras e com a leitura, sendo mais dado à banda desenhada, estamos desde já a envidar esforços no sentido dos próximos capítulos desta saga serem já profusamente ilustrados por fotografias. Esperamos que dessa forma os possam seguir mais facilmente.

 

     PM

 


publicado por pedramarela às 21:23
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Sábado, 5 de Fevereiro de 2011

À Conquista do Oeste II - Ericeira - 14/Janeiro

     Como já tinha referido no primeiro capítulo destas crónicas, esta segunda volta da Conquista do Oeste contou já com a companhia do JC.

     Com partida às 8h15 de Tercena, até Igreja Nova seguimos exactamente o mesmo caminho da volta anterior (Massamá, Colaride, Cacém, Carregueira, Serração de Vale de Lobos, Sabugo, Palmeiros, Morelena, Pêro Pinheiro, Montelavar e Cheleiros). Na ligação para Mafra optámos porém por desviar por Alcainça, visto a estrada ser um pouco mais sinuosa e interessante. Fomos sair na Carapinheira, junto à porta vermelha da Tapada Militar.

     Feita a descida para Mafra, seguimos desta vez em direcção à Ericeira, com passagem por Salgados, Sobreiro, Achada e Seixal. Com a abertura da auto-estrada entre Mafra e Ericeira, esta estrada ficou com menos trânsito e mais amiga dos ciclistas.

     Após a Foz do Lizandro, subimos até à Carvoeira e decidimos tentar apanhar uma estrada mais junto ao mar, que tivesse menos trânsito e que nos levasse até às Azenhas do Mar. E foi exactamente isso que fizemos. Antes do Pobral, abandonámos a Nacional 247 (que segue em direcção à Terrugem e ao Lourel) e rumámos à Praia de S. Julião, passando pelas povoações de Baleia e Valbom. A ligação de S. Julião à Assafora inicia-se com uma bela rampa, mas depois entramos em terrenos mais rolantes (embora com tendência de subida).

     Até às Azenhas ainda passamos por A-do-Longo, Arneiro dos Marinheiros, S. João das Lampas e Fontanelas. Toda esta estrada é bastante agradável de fazer e com muito pouco trânsito.

     Passando pela Praia das Maçãs, rumámos depois a Colares onde várias opções se colocavam. Escolhemos fazer a longa ascensão até ao Palácio da Pena, passando pelo Pé da Serra, Cruzamento dos Capuchos e Castelo dos Mouros. Depois foi descer até S. Pedro e Ranholas.

     Em Ranholas, um pequeno engano no caminho a seguir para a Abrunheira, fez-nos percorrer cerca de 1500m no IC19, felizmente sem consequências. E aos anos que eu já não pedalava naquela “bela” via rápida.

     A parte final da volta trouxe-nos por Paiões e Vale Mourão, até à Estrada de Paço-de-Arcos, de onde subimos ainda ao marco geodésico do Cotão para ver as vistas e fazer o segundo momento BTT do dia. Atravessamos a passagem de peões sobre o IC19, junto às bombas da BP, Massamá e casa.

    Grande treino e grande passeio. Apesar de atravessarmos algumas zonas urbanizadas, a maior parte do tempo pedalámos por estradas bem rurais ou secundárias, com excelentes vistas e muito pouco trânsito.

  

Track da volta no Google Earth

 

     Foram os seguintes os dados registados no GPS:

  * Distância 103 Km;

  * V. Máxima 67,8 Km/h;

  * Tempo Deslocamento 5h04';

  * Tempo Parado 5':42";

  * Média Deslocamento 20,4 Km/h;

  * Média Geral 20,0 Km/h;

  * Desnível Acumulado 1810 m;

  * Elevação Máxima 442 m (Pena).

 

     PM


publicado por pedramarela às 21:15
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

À Conquista do Oeste I - Mafra - 7/Janeiro

     Desde Setembro, passadas as férias, que tenho andado meio sem pica para grandes esticões em BTT e mais dado a voltinhas relativamente curtas e calmas (e respectivas reportagens fotográficas).

     Os únicos esticões dignos de nota, para além de uma ou outra volta mais puxadota em Sintra, foram a volta comemorativa do aniversário pedrAmarela, realizada em Grândola no início de Setembro, uma volta grandalhona da Carregueira, feita em Outubro e um “Espic Soft”, no final de Dezembro.

     As quilometragens mensais começaram a baixar para perto dos 500 km, tendo mesmo em Dezembro caído para uns miseráveis 370 km.

     Diga-se que, já desde os dois últimos Geo-Raids, nos quais as coisas não me correram de feição, vinha denotando alguma saturação e a virar-me mais para a corrida a pé.

     A hibernação da maioria do pessoal e a repetição das voltas do costume em Monsanto ou em Sintra, também não estavam a ajudar. Estava a precisar de variar e de me motivar com algo novo.

     Já tinha iniciado algumas explorações a solo para as bandas de Carenque, as quais, apesar de interessantes, acabaram por se revelar demasiado suburbanas ou ligar com trilhos já conhecidos (Belas, Caneças, Dona Maria, etc.). Comecei então a virar a minha atenção para a zona entre Sintra e Mafra, tão rica em caminhos e em estradas secundárias.

     No entanto, a lama que se acumula nos trilhos nesta altura do ano, aconselhava mais a utilização de estradas alcatroadas. Foi assim que, numa sexta-feira de Janeiro em que não tinha companhia para pedalar, resolvi iniciar as minhas explorações estradistas na referida zona. Parti de casa sem rumo muito certo, mas com a ideia de chegar a Mafra, como fazia na altura em que treinava para o Triatlo. Após Colaride e o Cacém, fiz uma pequena incursão fora de estrada, entre a Vesauto e a prisão da Carregueira, tendo depois seguido para o Sabugo, Pêro Pinheiro, Montelavar e Cheleiros. Na subida de Cheleiros para a Igreja Nova, uma nuvem que me vinha a acompanhar pelo lado do mar, desde que saíra de casa, resolveu atravessar-se à minha frente, deixando-me encharcado.

 

Aquele que foi a minha casa durante três meses e a minha vizinhança durante mais treze.

 

     A partir de Mafra fiz uma ligação, nova para mim, até à Carvoeira, passando pela Senhora do Ó. Daqui até à Terrugem foi quase sempre a subir e com vento forte de frente, com passagem pelo Pobral, Alvarinhos e Odrinhas.

     Optei por finalizar a volta seguindo pelo Campo Raso, Algueirão, Meleças, Tala, Mira-Sintra e Carregueira.

     Posso dizer que gostei da experiência. Especialmente de avançar bastante no terreno, passando por locais desconhecidos ou por onde já não pedalava há bastante tempo. Foi um excelente treino (70 km, em 3h25’) com uma componente também turística.

     Como o JC tem de treinar para a Super-Travessia, resolvemos então substituir a já estafada volta das subidas em Sintra à quarta-feira, por voltas de exploração da zona Oeste, fundamentalmente em estrada, mas tentando incluir uma ou outra incursão todo-o-terreno, sempre que a ocasião se proporcionasse.

     O relato dessas voltas será feito nos próximos capítulos.

 

     PM


publicado por pedramarela às 21:12
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