Terça-feira, 22 de Junho de 2010

VI Maratona BTT Cuba - 20/Junho/2010

Foi na vila de Cuba, local por nós nunca antes pedalado, que decorreu mais uma maratona a contar com a presença do trio do costume (JC, PM e RV). A organização esteve a cargo do Clube Cuba Aventura, tendo a inscrição ficado em 20 euros, com almoço incluído. Como sempre inscrevemo-nos na distância mais longa (desta vez 70 km), mas estavam ainda disponíveis, como alternativa, 40 km e 20 km guiados.

Visto Cuba ainda ficar um bocadinho longe, esta deslocação custou-nos umas horitas de sono a menos. Alvorada às 5h15, arrancar às 6h00, apanhar o RV na Quinta do Conde pelas 6h45 e chegada ao destino pouco antes das 8h30 (hora de fecho do secretariado).

Finalmente estava em Cuba. Pronto, não era a do Fidel e, embora tivesse calor, não tinha praias (só piscina). Mas temos de começar por algum lado. Tivemos até bastante sorte com o tempo, pois o calor só se fez sentir a sério a partir da hora de almoço. De manhã o tempo até esteve encoberto e fresco, o que facilita sempre a vida aos ciclistas.

Fui logo a correr direitinho ao secretariado, onde estava servido um pequeno-almoço para os participantes. Aqui, despachei-me de forma extremamente rápida, já que, contrastando com a grande fila para levantar os dorsais dos 40 km, a fila para os 70 km era inexistente. Cada vez me convenço mais que a principal motivação que leva a maioria do pessoal a participa nestas provas, é o almoço e não o acto de pedalar.

No saco das lembranças estava uma t-shirt, um gel e uma senha de acesso às piscinas.

PM, JC e RV, junto duns moços que estavam cantando junto da zona de partida.

Dado o nosso atraso, tivemos de nos posicionar para a partida bem na cauda do pelotão. E ainda eram para aí uns 500. Até partimos atrás da malta do passeio guiado.

A partida, que segundo rezam as más-línguas, foi algo atabalhoada e com alguns Chico espertos a darem o golpe, foi dada às 9h00, apesar de estar anunciada para as 9h15.

O vasto pelotão que se preparava para partir, visto de trás.

Com 500 marmelos à nossa frente tínhamos de fazer, como se costuma dizer, uma prova de trás para a frente. O problema foi que, como o terreno era mais para o plano, tornava-se bastante difícil fazer ultrapassagens. O pessoal ia todo rápido, o que conjugado com alguns pisos manhosos (até terreno lavrado apanhámos), nos quais tínhamos de rolar nos sulcos dos rodados dos tractores, nos obrigou a marcar passo e a comer pó durante uns bons quilómetros.

RV pedala junto de um casal oriundo das "terras de sua majestade".

O longo pelotão no qual seguiamos e que nos ia cobrindo de pó.

Para variar, o RV foi-se gradualmente deixando ficar para trás e perdendo contacto comigo e com o JC. Já na povoação de Vila Ruiva, ainda o vimos ao darmos uma curva, mas depois só nos voltámos a encontrar na zona de meta.

O percurso estava bem marcado mas não era particularmente interessante. Como seria de esperar nesta zona do Alentejo, era basicamente plano e com bastantes estradões. Tinha no entanto algumas rampas bastante inclinadas, tipo serrote, que puxavam pelo cabedal. Tinha ainda uma particularidade nova para mim, que era o facto dos percursos dos 40 e dos 70 km se separarem e voltarem a unir várias vezes. Isto fez com que ultrapassássemos alguns dos participantes da meia maratona várias vezes.

Tentando fugir das "molhadas" iniciais. Foto BTT-TV.

Após Vila Ruiva, numa zona mais acidentada, deu-se a primeira separação dos percursos, à qual se seguiu a travessia dum charco fundo e lamacento que fez as delícias dos participantes. Logo de seguida passamos em Albergaria dos Fusos e entramos na estrada que segue ao longo do paredão da Barragem do Alvito. Aqui já se pedalava à vontade e sem molhadas.

Barragem do Alvito. Foto BTT-TV.

Vista dos terrenos que antecederam a passagem pela barragem.

No final do paredão da barragem, feita a reunião com o pessoal da meia, estava o primeiro posto de abastecimento, no qual não parámos. Como sempre, fizemos a prova em autonomia mas, ao que dizem, parece que os abastecimentos eram bons.

Pedalando através de vinhedos. Foto BTT-TV.

Lá sigo juntamente com o JC, até que, não sei se antes ou depois de Vila Alva, apanhamos umas rampas curtas mas inclinadas que me deram cabo das pernas, nas quais este aplica um esticão e me deixa ligeiramente para trás. Só passados alguns quilómetros é que me consigo voltar a juntar a ele e transmitir-lhe o meu “agrado” com aquelas suas típicas variações de ritmo.

Seguimos mais um bocado juntos, num ritmo controlado que só durou até o avistamento de alguns ciclistas ao longe precipitar um segundo esticão do Jorge. Lá fico mais uma vez para trás e vou tentando desalmadamente não o perder de vista.

Passadas as ruínas romanas de São Cucufates, entramos na estrada que passa junto de Vila de Frades (perto da Vidigueira). Só aí é que faço novamente a junção ao Jorge, que seguia agora "picado" com os dois parceiros que entretanto tinha apanhado.

Começamos então a fazer uma das subidas mais puxadas desta volta, que nos levaria até ao alto da Ermida de Santo António dos Açores. Durante a subida, após mais um “elogio” da minha parte à forma “suave” de pedalar do meu parceiro de prova, vamos gradualmente deixando a concorrência para trás. No entanto, quando iniciei a descida rápida e com piso solto que se seguiu, já o JC me tinha deixado novamente a falar sozinho.

Os quilómetros finais foram feitos em alcatrão, a pedalar sozinho com vento de frente e a ultrapassar alguns participantes da meia maratona.

Registe-se que a zona de meta tinha excelentes condições, entrando-se nela por um corredor vedado, sobre uma passadeira vermelha e com o speaker a anunciar a nossa chegada.

RV após cortar a meta. Foto BTT-TV.

Aguardamos os 13 minutos da ordem pela chegada do RV e abalamos para os banhos, no pavilhão da escola. Somos então informados por outro participante que a água estava com pouca pressão, pelo que accionámos o plano B e fomos tomar banho aos balneários das piscinas, onde havia espaço e água com fartura.

A almoçarada foi ao ar livre numa zona coberta muito agradável, mesmo junto da meta e de onde podíamos acompanhar a chegada dos outros participantes. Do repasto faziam parte entradas e bebidas várias, gaspacho, carne de porco à alentejana, fruta, pudim e mousse (estes de supermercado). O problema foi que tínhamos que aguardar que nos servissem à mesa, o que se revelou muito demorado. Mas como estávamos sentados, à sombra e em boa companhia, não houve crise.

Já almoçados, com a zona de refeição em fundo.

Os 40 km foram terminados por 319 bttistas e os 70 por 125. O primeiro classificado despachou os 70 km em 2:31’:36’’, tendo a nossa classificação sido a seguinte: JC – 34º (2:56’:28’’), PM – 35º (2:57’:41’’) e RV – 61º (3:10’:39’’). Fiz média de 22,7 km/h e o acumulado de subidas andou perto dos 1000m.

Uma referência final para a cambada que está sempre a dizer que é bom variar, que gostam dos trilhos alentejanos e que temos de fazer umas almoçaradas, mas depois acabam sempre a pedalar nos locais habituais e a ir almoçar a casa. Voltaram a perder um evento interessante em que, mais uma vez, até tinham a sempre aliciante alternativa do passeio guiado de 20 km.

 

PM

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publicado por pedramarela às 23:27
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Sábado, 29 de Maio de 2010

1ª Maratona Foros de Vale de Figueira 23/Maio "Por Terras de Seareiros"

A 1ª Maratona de Foros de Vale Figueira (freguesia do concelho de Montemor-o-Novo), realizada a 23 de Maio, foi mais uma em que participámos com o objectivo de sair da rotina das voltas domingueiras do costume, fazendo um treino a um ritmo bem puxado, ao mesmo tempo que fazemos também um pouco de turismo.

Contou apenas com a presença dos três “suspeitos do costume” (JC, PM e RV), já que o resto do pessoal continua a não aderir a estes eventos, preferindo antes pedalar pela enésima vez nos locais habituais (ou mesmo não pedalar).

A organização esteve a cargo do recém-criado grupo de BTT FVF Bike Team, tendo custado a inscrição 16,00€, com almoço incluído. Podia-se optar por três percursos: 70 km (a nossa opção), 40 km e 20 km guiados.

O número máximo de participantes aceites era de 200, o que é sempre um factor que nos agrada, permitindo-nos pedalar sem grandes confusões ou molhadas.

A concentração fez-se no campo de Futebol da terra, junto ao qual estacionámos sem qualquer problema, após uma viagem de pouco mais de uma hora.

Estacionamento ao lado do campo da bola

Aquecendo os motores no campo de Futebol

Preparativos finais 

Zona de partida

O secretariado foi hiper-rápido. Como o RV tinha chegado mais cedo, pedimos-lhe para levantar os nossos frontais. Assim, foi só abrir o vidro do carro e receber os sacos, onde eles estavam juntamente com algumas lembranças.

Enquanto nos posicionávamos para a partida vimos logo que aquela seria uma organização “familiar”, com poucos participantes e com um ambiente descontraído. Esta foi dada com cerca de dez minutos de atraso.

O percurso, apesar de ser mais para o rolante e de não ter muitas subidas, surpreendeu-nos pela positiva. Começou logo com um lindíssimo e longo single, que se percebia ter sido aberto, nalgumas partes, pela organização à força de braços. Após a separação dos 40 e dos 70 quilómetros, entrámos num terreno sempre do nosso agrado, tipo Serra de Grândola, com algum sobe e desce e com passagem em vários vales com travessia das respectivas ribeiras. A parte final, com mais estradão, foi menos interessante, mas no geral ficámos muito agradados com o percurso.

Primeiros trilhos

Ribeiras e singles

O vento soprou com alguma intensidade, o que se por um lado dificultou um pouco o esforço nalgumas secções do percurso, por outro contribuiu para que a temperatura não subisse demasiado.

A marcação, feita com fitas e com cal no chão, pareceu-nos bastante boa, apesar de nos termos enganado uma vez. Os elementos da organização dispostos ao longo do percurso pareceram-nos em número suficiente. O mesmo aconteceu com os abastecimentos (onde não parámos).

Quanto à nossa prestação, fizemos uma prova de trás para a frente, com uma partida relativamente calma. Os primeiros quilómetros não foram no entanto muito fáceis, pois o facto de serem predominantemente em single, obrigavam a grande atenção na condução e criavam grandes dificuldades nas ultrapassagens.

Após o primeiro controlo, eu e o JC conseguimos finalmente reagrupar e estabilizar. Numa parte de estradão, começamos a olhar para trás, à procura do RV, para ver se ele se juntava a nós, mas nem sinal dele. Lá seguimos os dois, ultrapassando aqui e ali outros participantes que tentavam seguir connosco mas que fomos deixando para trás, aproveitando para isso as subidas que iam surgindo. Somos informados que seguimos em 4º e 5º lugar.

JC numa zona mais rolante

Ainda nos enganámos no percurso, juntamente com os quatro parceiros que seguiam connosco. Após um portão onde estava uma escuteira sentadinha, devíamos ter virado à direita, mas seguimos em frente, a descer, até depararmos com uma barragem. Vimos logo que devia haver engano e lá tivemos de subir até ao caminho correcto. Diga-se que, nem a descer nem a subir, vi qualquer marcação e que a escuteira podia ter avisado que era para virar à direita.

Durante esta parte intermédia da prova as despesas ficaram mais a meu cargo. O JC, ainda a ressentir-se um pouco das dores nas costelas originadas pela queda dada na terça-feira anterior, estava mais contido do que o costume, isto apesar de seguirmos em bom andamento.

JC tenta voltar a ligar o motor após a travessia de mais uma ribeira

Assim seguimos, sozinhos, durante boa parte do percurso. Com o aproximar dos quilómetros finais, começamos a avistar outros participantes ao longe. Foi como agitar uma cenoura à frente dum burro. O JC entrou no “modo de esticão” e lá se foi o final calmo e controlado que eu tinha esperança de ainda vir a fazer. O vento soprava de frente, o Jorge puxava para a frente e eu ia ficando para trás. Ainda por cima, só um desses participantes é que era dos 70 km e ia a passo de caracol. Os outros eram dos 40 km e iam quase parados (uns iam mesmo a pé).

Estranhamente, chegamos à meta com o conta-quilómetros a indicar 74 km, a distância anunciada pela organização. O acumulado de subidas andaria por volta dos 1000 m.

A nossa classificação foi a seguinte:

- 3º JC – 3:22:25 (a 30’’ do 2º e 15’ do 1º);

- 4º PM – 3:22:51;

- 9º RV – 3:34:26.

Terminaram os 70 km 24 participantes e 74 os 40 km.

Os banhos foram nos balneários do campo da bola, numas instalações algo acanhadas, mas suficientes. Havia água quente, mas o calor pedia mais água fria.

Seguiu-se o almoço/convívio muito bem servido e à descrição. Constava de várias entradas, sopa, porco no espeto, batata frita, arroz de feijão, salada, salada de frutas, doces e café.

Repasto final

A organização está de parabéns neste seu primeiro evento BTT. Bom percurso, boa marcação, apoio ao percurso e abastecimentos suficientes, secretariado e classificações rápidos, excelente almoço. E muito importante, número de inscritos adequado aos recursos disponíveis.

Quanto aos restantes pedras, perderam uma boa oportunidade de participar num evento agradável, sem confusões, desfrutando de um bom percurso e de um bom almoço/convívio. Em último caso, até podiam ter ido para o passeio guiado de 20 km.

 

PM

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publicado por pedramarela às 23:40
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Domingo, 31 de Janeiro de 2010

II Maratona BTT Vencer o Cancro (parte II)

 

Dia 31 de Janeiro, foi a data da nossa quinta maratona de Inverno, realizada, para não variar, na margem Sul, mais concretamente em Salvaterra de Magos. Para além da participação dos costumeiros JC, PM e RV, assistiu-se desta vez a um momento histórico, dado termos conseguido arrastar para este evento o FG e o MR. Era esperada também a participação do PF, mas, após a Lagoa do Calvo, encontra-se desaparecido em parte incerta (dão-se alvíssaras a quem souber do seu paradeiro).

Esta maratona, apadrinhada pelo Marco Chagas, tinha a particularidade de parte do valor das inscrições reverter para a Associação Humanitária dos Doentes com Cancro.

As inscrições custavam 22 euros com almoço incluído e, pelas minhas contas, já iam em cerca de 900 inscritos, distribuídos pelos 40 e pelos 60 quilómetros.

O secretariado, que funcionava junto do cais de Salvaterra, estava bastante apinhado. Mas como o RV tinha chegado cedo e já estava na fila das equipas, foi só chegar, levantar os frontais e arrancar para o pavilhão municipal, onde seriam os banhos e onde deixámos os carros.

 

FG e RV aquecem os motores

 

Um tandem. Deve ter sido lindo nas zonas de areia.

 

RV, JC, MR e FG

 

A partida foi dada à hora certa, num descampado perto do cais e era precedida de um controlo zero, com leitura dos códigos de barras dos frontais. Teve uma característica por nós muito apreciada, dado diminuir a confusão inicial, que foi a separação temporal das partidas da maratona e da meia maratona. Os participantes nos 60 km (o nosso caso) partiram às 9h30 e os dos 40 km, meia hora depois. Um exemplo que deveria ser seguido noutros eventos com elevado número de participantes.

O percurso pode-se resumir em três palavras: plano, estradão e areia. Era extremamente plano e desinteressante e não me lembro de nenhuma subida digna desse nome. Nos estradões, alternavam zonas frequentes de muita areia, com outras completamente esburacadas. Tudo isto feito a médias bastante altas, que obrigavam a uma condução atenta e fisicamente exigente.

Um aspecto positivo foi a existência de poucas zonas com lama. Exceptuam-se os quilómetros finais, onde levámos com o tradicional banho de lama, tendo sido mesmo necessário apear algumas vezes para contornar umas enormes poças.

As marcações estiveram bem, à base de fitas e setas. O mesmo aconteceu com os controlos de passagem. Os abastecimentos eram constituídos por água, barras e fruta, mas não parei. Algumas travessias de estradas e da linha do comboio deveriam ter elementos da organização.

Quanto à nossa prestação, o FG e o MR iam numa de calma, contemplação e de tirar fotografias, pelo que só os reencontrámos quando já tínhamos almoçado. O RV, mais habituado ultimamente ao ginásio e vindo de fazer na véspera uma “maratona de RPM”, perdeu o contacto connosco logo no início e só o voltámos a ver no balneário.

Eu e o JC seguimos quase sempre juntos e a bom ritmo. Fizemos uma corrida de trás para a frente, sempre a ultrapassar pessoal. Apesar do Jorge não estar nos seus melhores dias, conseguiu recuperar sempre, tendo mesmo no final dado um valente esticão e terminado ao sprint. Na parte final ainda rebocámos durante um bocado, em estrada, um numeroso pelotão, mas ao entrarmos na zona de lama deixámo-los para trás. Pessoalmente, foi das provas que melhor me correram, tendo-a feito toda num ritmo rápido e constante, sem nenhuma quebra.

 

Bebida de Recuperação

 

JC após cortar a meta, bem animado (terá sido da bebida de recuperação?) 

 

Despojos de Guerra

 

Terminaram 503 atletas os 40 km. O primeiro classificado foi o Vitor Gamito (1:29:40), tendo o Marco Chagas ficado em 8º (1:38:03). Nos 60 km, onde terminaram 301 atletas, o primeiro classificado foi o José Silva (1:58:28). As classificações do pelotão pedrAmarela foram as seguintes: JC – 21º (2:26:39); PM – 23º (2:26:54); RV – 59º (2:39:24); FG – 209º (3:35:26) e MR – 210º (3:35:33). Eu e o JC fizemos uma média de 25,9, o que para nós constitui um recorde.

Os banhos, no pavilhão municipal, foram excelentes. Instalações amplas, limpas, com pouca gente e com abundante água quente.

O almoço, num restaurante da zona, foi tipo casamento. Grandes mesas redondas, com os empregados a servirem-nos à mesa. Caldo verde, carne de porco com arroz e batatas, pudim ou arroz doce.

Concluindo, a organização esteve bem, mas o percurso é uma treta. Se não fosse encarada como um treino e não tivesse alguns objectivos beneméritos, esta participação seria de evitar.

 

PM

 


publicado por pedramarela às 21:36
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Maratona Vencer o Cancro

 

Participámos hoje na 2ª edição da Maratona Vencer o Cancro realizada em Salvaterra de Magos pelo BTT Clube de Portugal.
Foi, para nós, uma forma de variar um pouco das voltas nos locais do costume e, ao mesmo tempo, de contribuir para uma boa causa. 2€ da taxa de cada inscrição destinaram-se a apoiar a luta contra esta terrível doença.

Havia dois percursos, um de 40 e outro de 60km, percorrendo os estradões cheios de areia da lezíria. Terreno pouco agradável para a prática do BTT....

 

 

As partidas para as duas provas foram dadas em separado (uma boa medida), e às 9h30 lá arrancámos os 5 pedrAs para o percurso de 60km.

 

Pedro Mateus, Rui Valente, Jorge Caiado, Miguel Romão e Fernando Godinho (fotográfo)

 

Os georaiders (PM,RV e JC) arrancaram na bisga como é costume. Eu e o Miguel fomos no nosso ritmo de betetístas de lazer, conversando, fazendo umas fotos e parando nos pontos de abastecimento oficial da organização.

 

 

 

 

Os abastecimentos foram "fraquinhos" e faltaram algumas coisas anunciadas pela organização. Também no que se refere à segurança há que salientar a falta dela nomeadamente no duplo atravessamento de uma linha de caminho de ferro e na falta de policiamento nos atravessamentos de estradas nacionais. Enfim, pormenores...

 

 

Para mim, particularmente, foi um especial prazer  passar junto ao Parque de Campismo do Escaroupim onde, há uns anos, passei belos momentos por alturas dos acampamentos aí organizados (com canoagem, btt e orientação) com os meus alunos do Monte Estoril.

 

No final da prova tomámos banho (quente...) no Pavilhão Desportivo Municipal e fomos almoçar a um restaurante local, contratado pela organização. Tudo bem, nesse campo!

 

(esta foi o Rui que tirou)

 

E pronto, mais uma manhã bem passada, na companhia de amigos e a fazer aquilo de que todos gostamos (uns mais depressa, outros mais devagar) : PEDALAR !

 

Boas pedaladas (dessas e das outras)!

FG

 


publicado por pedramarela às 19:48
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

II BTT Lagoa do Calvo

 

Realizou-se na Lagoa do Calvo, no passado dia dezassete de Janeiro, a quarta maratona de Inverno a receber a nossa visita. Mais uma no “deserto” da margem sul, desta vez na freguesia do Poceirão. A organização esteve a cargo da Sociedade Recreativa e Instrutiva 1º de Maio.

Curiosamente, mais um evento rotulado como passeio, mas com registo de tempos de chegada. Até contrataram uma empresa para fazer as classificações. Pela nossa parte, tudo bem, já que o objectivo da nossa participação era fazer um treino mais puxadito e o registo de tempos sempre espicaça mais o andamento. Agora que é algo contraditório, lá isso é.

De qualquer maneira, o percurso estava marcado e o andamento era livre, pelo que cada um encarava a sua participação como bem entendia (passeio, treino, competição, competição consigo próprio, aquecimento para o almoço, etc.).

Aos três fregueses do costume (JC, PM e RV), juntou-se desta vez o PF que já andava afastado destas lides há algum tempo. No entanto, parece que não apreciou muito a experiência, já que desde então tem estado incomunicável. O RV, que só tem pedalado dentro de casa este inverno, aproveitou para sair do ginásio e respirar um pouco de ar puro.

 

RV, JC, PF e PM

 

A inscrição ficou em dezoito euros, na opção com almoço incluído.

O secretariado funcionou na sede da associação e foi rápido e atencioso. Como o número de inscrições era limitado a 250, também não se esperava nenhuma confusão. Para além de uma t-shirt, ainda nos deram um pequeno-almoço à base de chá e bolo.

A partida foi dada a horas, após breves discursos do Presidente da Associação e do Presidente da Junta, onde, entre outros assuntos, foram enaltecidas as qualidades dos vinhos da região.

 

Zona de Meta

 

Havia duas opções de percurso, uma com 40 km e outra com 70 (a nossa opção). Este, como previsto, era bastante rolante, tendo cerca de 286 metros de acumulado de subidas em 66,5 km.

Mas a altimetria como é sabido não diz tudo. E posso dizer que achei o percurso duríssimo. Primeiro, porque o piso estava muito pesado devido às chuvadas dos últimos meses. Havia inúmeras poças de água/lama, algumas com mais de vinte metros de extensão, que eram impossíveis de evitar e que me deram cabo da transmissão. Segundo, porque, mesmo sendo maioritariamente em estradão, o piso tinha muitas zonas de areia que dificultavam imenso a progressão. Terceiro, porque a organização escolheu algumas zonas que, apesar de bastante interessantes e sinuosas (parecia um circuito de XCO), com a lama se tornavam muito difíceis quer para o físico, quer para a mecânica. Lembro-me de uma rampa inclinadíssima e impossível de subir a pedalar, na qual, para cada dois passos a subir, deslizávamos um para baixo.

 

 

Outro problema foram as marcações. Algumas eram pouco visíveis e outras não existiam, segundo dizem, arrancadas por alguns “engraçadinhos”.

Pouco após a partida, o PF e o RV ficaram para trás e segui juntamente com o JC. Ainda nos enganámos duas vezes, por falhas de marcação. Seguimos sempre juntos até perto dos 50 km, onde o JC se lembrou de fazer uma das suas famosas acelerações e me deixou para trás.

Já perto da meta, uma situação recorrente. O JC reaparece vindo de trás. Tinha-se enganado no percurso mais uma vez. Ainda fez um sprint final, do qual me abstive.

Na parte final não encontrámos marcações e, como muitos outros participantes, entrámos na zona de meta no sentido contrário.

Terminei com um raio partido na roda da frente e com grandes limitações na transmissão (qualquer subida da treta tinha de ser feita a pé).

Estavam inscritos 270 atletas, dos quais 162 terminaram os 40 km e 58 os 70 km. O primeiro classificado dos 70 km fez 3:05:03. A prestação pedrAmarela foi a seguinte: JC 10º (3:19:33); PM 12º (3:20:03); RV 16º (3:33:40) e PF 33º (3:53:55).

 

Classificações do "Passeio"

 

Os banhos foram no Poceirão, num balneário pequeno e apinhado, para onde os participantes eram transportados num autocarro da organização.

O almoço decorreu na sede da Associação, sendo o menu composto por: sopa caramela, bufete de carnes frias, massada de carne, salada de frutas, bolo, água, sumos e “pomada” da região.

 

PM

 

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Sábado, 19 de Dezembro de 2009

Maratona de Canha 2009

 

 

A Maratona de Canha (6 de Dezembro) foi a terceira em que participámos desde meados de Novembro. As outras duas tinham sido Cortiçadas e Terras do Touro. Como sempre, o espírito era fazer um treininho mais puxado, num local desconhecido, perto de casa e sem muita confusão.

Desta vez, ao trio do costume (PM, JC e RV), juntou-se o Ricardo Saleiro, para percorrer a distância de 100 km, em mais um circuito rolante. O Carlos Pinto também participou nos 40 km.

A nossa participação esteve em dúvida até meio da semana, dadas as previsões meteorológicas nada animadoras para o dia do passeio (sim, era um passeio e não uma competição). Estavam previstos ventos e chuva muito fortes. Felizmente que com o avançar da semana o tempo foi melhorando, acabando por não chover em Canha (só da parte da tarde é que começou a chover). O terreno estava mesmo em boas condições e com pouca lama.

As inscrições foram feitas, como de costume, on-line e custaram 18,00€ com almoço incluído. Como muitos dos inscritos tardaram em pagar a sua inscrição (estavam a ver no que dava a meteorologia), a organização acabou por aceitar um número excessivo de inscrições (já ia em 900), o que não nos pareceu uma boa opção. A Federação Portuguesa de Triatlo marcou presença massiva, tendo participado com alguns atletas de elite (Bruno Pais e Lino Barruncho, entre outros), que aproveitaram a prova para treinar. Como já vem sendo hábito, a grande maioria dos inscritos optou pelos 40 km (o pessoal pelos vistos vai mesmo a estes eventos mais para almoçar).

O RV foi levantar o dorsal na véspera e fez o favor de levantar também o meu e o do JC. E ainda bem que assim foi, pois chegámos a Canha muito perto da hora de partida (enganámo-nos no caminho).

Quando chegámos à zona de meta, já se encontrava preparado para partir um enorme pelotão. Estacionámos à frente do pessoal todo e aproveitámos para tirar umas fotos, bem como para definir a estratégia a seguir. Desta vez iríamos tentar fazer a prova juntos e terminar juntos. Não fazia sentido, numa distância de 100 km, pedalarmos sozinhos para chegarmos com alguns minutos de diferença.

 

O enorme pelotão à partida.

 

 

 

 

Mais uma partida rápida (mas não muito, que sempre eram 100 km). Como partimos da frente, não havia muita confusão. Isto apesar da quantidade de malta com vestimentas a dizer Triatlo, que por ali andava à nossa volta.

O RV e o Ricardo Saleiro distanciaram-se um pouco de mim e do JC, mas não forçámos o andamento. Quando viram que estavam a ficar sozinhos, abrandaram um pouco e fizemos a junção do grupo.

O piso era bastante rolante e, tirando umas ocasionais poças de lama maiores ou umas zonas de areia, estava genericamente em bom estado. A paisagem era agradável de percorrer.

 

O segundo abastecimento

 

 

Separação dos percursos. Ainda faltavam 60 km.

 

A partir dos 40 km, andámos praticamente sozinhos. Lá íamos ultrapassando um ou outro pessoal do Triatlo, o que sempre dava para animar um pouco a coisa.

Perto do quilómetro 45, o Ricardo, que até aí vinha a aguentar-se muito bem, começa a acusar a sua inexperiência nestas andanças e deixa-se ficar para trás.

 

Rolando rápido num dos muitos estradões.

 

 

Como já vínhamos a pedalar os três sozinhos havia uns dez quilómetros, começamos na conversa e desaceleramos um pouco. É então que somos alcançados por outros três participantes. Estes, vêm um bocado na nossa roda, até nos deixarem para trás.

Cerca dos 85 km, apanhamos com uma rampa inclinadíssima, na qual eu e o RV decidimos apear para não forçar as pernas. O mesmo tinha feito o pessoal que nos tinha ultrapassado e do qual nos tínhamos voltado a aproximar.

Íamos nós a empurrar as bikes ladeira acima, quando O JC, que subiu a rampa a pedalar, decide “picar-se” com um dos adversários que iam à nossa frente e dá um valente esticão. Mandou a nossa estratégia às urtigas e foi-se embora.

 

Enquanto eu e o RV empurramos as bikes ladeira acima...

 

...o JC entra em modo de perseguição e vai à vida dele.

 

Eu e o RV pedalávamos agora a grande velocidade numa zona de longos estradões, com um sobe e desce constante rompe pernas. Seguíamos juntamente com dois dos participantes que tínhamos entretanto alcançado, mas estes voltaram a acelerar e a deixar-nos para trás. Ao longe víamos o JC, que pedalava que nem um doido.

Os quilómetros finais já foram um bocado penosos, dificultados ainda pelo vento que soprava de frente. Pouco antes da meta ainda voltámos a apanhar um dos rapazes que tínhamos deixado fugir.

Chegados à meta, nem sinal do JC. Estamos a lavar as bikes (com a agulheta dos bombeiros), quando este corta a meta com um ar desanimado. Tinha-se enganado no caminho. É para aprender a não furar as estratégias da equipa.

 

 

Tal foi a velocidade, que os bombeiros tiveram de vir arrefecer as bikes.

 

 

Lá fomos tomar o retemperador banho e almoçar. Pelos vistos muita gente se queixou de ter tomado banho de água fria e de ter esperado muito tempo na fila para o almoço. Mas, no nosso caso, tomámos banho de água quente sem confusão e almoçámos sem qualquer tempo de espera. São as vantagens de participar na distância maior e de terminar a prova cerca de duas horas depois do grosso dos participantes.

Muita gente também se queixou das marcações. No nosso caso (tirando a nabice do JC), também não tivemos qualquer problema com as mesmas.

 

 

 

 

Foi um evento interessante, com uma boa organização. Devem apenas rever, em futuras edições, o número de inscrições aceites, que nos pareceu excessivo para os meios disponíveis.

Terminaram 630 participantes os 40 km e 82 os 100 km. O primeiro classificado da maratona foi o Bruno Pais (3:48’:01’’). Os pedrAmarelas classificaram-se da seguinte maneira: RV - 20º (4:17’:51’’), PM – 21º (4:17’:52’’) e JC – 24º (4:20’:53’’). O Ricardo Saleiro terminou em 48º (4:44’:24’’), ainda à frente do Lino Barruncho. O Carlos Pinto ficou em 306º nos 40 km (2:13’:23’’).

 

 

PM

 

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Sábado, 28 de Novembro de 2009

2º Circuito BTT Terras do Toiro

 

 

 

Depois da participação na Maratona das Cortiçadas de Lavre, desta vez (22-11-09) coube a Samora Correia receber a visita de uma delegação PedrAmarela, para pedalar no 2º Circuito BTT Terras do Toiro, uma organização da Associação Recreativa do Porto Alto (AREPA). Dessa delegação faziam parte: JC, PM e RV.

Este foi mais um evento em que participámos com objectivo de variar um pouco das costumeiras voltinhas de fim-de-semana (geralmente em Sintra) e que cumpria os pressupostos por nós definidos: realizar-se em locais onde ainda não pedalámos, realizar-se perto da nossa área de residência e não ter um grande número de participantes.

A inscrição foi feita por e-mail e rapidamente confirmada pela organização. Custou 16,00€, com almoço incluído. Ofereceram ainda uma t-shirt e outras lembranças. Estavam limitadas a trezentos participantes.

Secretariado rápido e eficiente, no ginásio PHISIC.

  

Briefing

 

RV vai "controlando" o posicionamento do Marco Chagas na partida

 

A partida foi dada com algum atraso, o que é sempre desagradável. O briefing teve alguns problemas de som e foi um bocado desorganizado. Mas, resolvidos esses problemas, até foi dos mais audíveis dos últimos tempos.

O percurso era constituído por um circuito de 38 km, a ser percorrido uma ou duas vezes, consoante se optasse pela meia maratona ou pela maratona. Como de costume escolhemos participar na distância maior (76 km), mas a maioria do pessoal optou por inscrever-se na meia maratona. Desenrolava-se em zona de lezíria. Embora fosse extremamente plano e com um acumulado de subidas ridiculamente baixo, a chuva que caiu forte na véspera, deixou o piso bastante pesado nalguns troços, bem como com algumas grandes poças de lama, que dificultaram bastante a mecânica e o esforço dos participantes. Penso que muitos dos que se inscreveram na maratona, dadas estas dificuldades extra, ficaram-se por uma volta ao circuito.

A marcação do percurso estava muito boa, com recurso a setas e a algumas fitas. Nunca tive dúvidas ou hesitações. Encontravam-se bastantes elementos da organização ao longo do circuito. Os controlos de passagem foram efectivamente feitos, assim como o registo dos tempos de chegada. Todos os cruzamentos com estradas tinham elementos da organização a cortar o trânsito. Zona de meta bem sinalizada e com insuflável.

Embora não tenha parado em nenhum abastecimento, pude constatar serem em número suficiente e razoavelmente abastecidos (águas, sumos, bananas e barras energéticas).

Os banhos foram do melhor que já vi neste tipo de organizações. Tiveram lugar nos balneários do ginásio PHISIC, sem nenhuma confusão, em instalações modernas, limpas e com abundante água quente. Um luxo.

Almoço servido sem tempos de espera e com possibilidade de repetir. Frango guisado com arroz e batata frita. Sopa de caldo verde. Cerveja e Coca-Cola à descrição. Salada de fruta e gelatina para a sobremesa. Café incluído.

A nossa participação saldou-se por um “grande sucesso classificativo”, já que nos posicionámos os três no top 5 da maratona (como o RV já vaticinara ser possível). Ficámos em 2º (PM, 3:34:40), 4º (JC, 3:39:18) e 5º (RV, 3:41:20).

Começo muito rápido em alcatrão. O RV, que estava algo indisposto, voltou a não se dar muito bem com esta rapidez inicial, tendo descolado de mim e do JC. Não gostei muito da primeira volta, pois a concentração inicial dos participantes, aliada ao estado complicado do terreno, tornavam a progressão algo difícil. Tive alguma dificuldade em seguir o JC, que impôs um ritmo muito forte. Numa das primeiras grandes poças de lama, após uma descida, fiquei com a transmissão bastante suja, o que me limitou um bocado, especialmente nas rampas mais inclinadas. No final da volta, numa zona rápida de alcatrão, o JC começou a ter dificuldade em manter o ritmo e foi-se deixando ficar para trás. Aproveitei para tentar alcançar o rapaz que com quem tinha terminado nas Cortiçadas, o que consegui na entrada dos pisos de terra da segunda volta.

Passados alguns quilómetros, como a minha pobre transmissão não parava de ranger, tive de parar para pôr óleo na corrente. Voltei a alcançar o meu companheiro de ocasião, deixo-o para trás e a partir daí pedalei sempre sozinho. Ainda ultrapassei mais dois concorrentes, um deles com a corrente partida. Na descida que antecedia o último abastecimento, ia caindo por causa da lama escorregadia. Esta segunda volta correu-me melhor que a primeira, pois o terreno já estava mais seco e as poças com menos água. Por outro lado, como fui quase sempre sozinho, pude ir ao meu ritmo e escolher melhor os locais de passagem nas zonas de lama. Terminei rápido, a controlar um adversário que tinha ultrapassado e que voltava a estar à vista. O JC e o RV chegaram poucos minutos depois.

Refira-se que achei esta prova bastante dura, já que o terreno embora fosse plano estava bastante pesado. O facto de ter poucas descidas também não permitiu muitos momentos de descontracção, obrigando a um pedalar constante.

 

JC bem-disposto no final, apesar da dureza da prova

 

RV chegando à meta

 

O estado miserável da bike do JC

 

O trio maravilha

 

O meu conta-quilómetros registou os seguintes dados: 80,5 km, 3h34’ de pedal e 22,7 de média de pedal. Terminaram a meia maratona 159 bttistas (entre os quais se encontrava o Marco Chagas) e apenas 20 a maratona.

Era atribuído um troféu apenas ao primeiro classificado de cada prova, incluindo o primeiro veterano. Mas, para azar meu, o vencedor da maratona ainda era mais velho do que eu e abarbatou os dois troféus.

 

Os "toiros" a pastar

 

Apesar da boa organização, do sucesso classificativo e de ter constituído um desafio duro e interessante, não é um terreno muito do meu agrado, pelo que tenho dúvidas que volte a repeti-lo em futuras edições.

 

PM

 

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Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Maratona das Cortiçadas de Lavre "Por Entre Chaparrais e Pinhais"

 
Após o Geo-Raid da Lousã, o RV, na sua busca incessante por novos empenos, lançou o desafio de participarmos na Maratona das Cortiçadas de Lavre, lá para as bandas de Vendas Novas. Apesar de já não estar muito virado para maratonas e de o percurso ser demasiado rolante para o meu gosto, lá me inscrevi. Afinal e deslocação não era longa, previa-se uma prova calma, sem grande número de participantes e sempre se variava um bocado dos locais habituais de pedalada.
Como cabeças de cartaz estavam anunciados o Victor Gamito e a Sandra Araújo. Participaram também os cançonetistas Anjos, que pelos vistos agora também se dedicam ao BTT.
A inscrição custava treze ou dezoito euros, consoante se quisesse ou não almoçar. Optei pela segunda possibilidade. Estavam incluídos dois abastecimentos (pelo menos no percurso da maratona – 65 km) e ainda ofereceram umas lembranças (t-shirt, boné e esferográfica).
Foram quatro os “pedras” participantes: RV, Vlad, JC e PM. Estávamos algo apreensivos com as previsões meteorológicas que davam possibilidade de chuva para o dia da prova (14 de Novembro). Felizmente, apesar do céu nublado, não caiu uma pinga de chuva e esteve uma temperatura óptima para pedalar.
 
Secretariado 
 
Troca de galhardetes antes das hostilidades
 
Delegação pedrAmarela: PM, JC, RV e Vlad
 
O percurso foi rolante como o previsto (630 m de acumulado de subidas, em 65 km), sendo no entanto bastante bonito e agradável de fazer. O piso estava em boas condições, mas apresentava-se algo pesado nalguns locais, tornando a progressão algo difícil. Como o número de participantes era reduzido e a maioria optou pela meia maratona, pedalou-se sempre à vontade e sem molhadas.
A organização era simpática e esteve bastante bem. Secretariado rápido. Excelente marcação. Abastecimentos q.b. Almoço farto e bem confeccionado.
A concentração, o secretariado e os banhos foram no campo de Futebol lá da zona.
A partida foi dada com algum atraso, junto à sede da entidade organizadora (Associação de Jovens das Cortiçadas).
 
 
 
O combustível do RV
 
Primeiras pedaladas, ainda dentro da povoação
 
A prova em si correu-me bastante bem e até achei graça à rapidez do percurso. Nunca tinha feito uma média tão rápida numa prova (23 km/hora).
Partimos rápido, com o JC e eu a alternarmos na frente do nosso grupo. O Vlad arrancou com mais calma. O RV não se deu muito bem com a rapidez da partida e foi gradualmente perdendo contacto connosco, que lá seguimos a bom ritmo.
 
Já nos trilhos
 
Com cerca de trinta quilómetros de prova, o JC constata que perdeu o GPS. Volta para trás para o procurar e sigo sozinho. O que vale é que ainda há gente honesta e o GPS foi-lhe entregue por outro participante, que entretanto o tinha encontrado.
O momento em que alcanço outro bttista coincide com o início de uma rampa inclinadíssima. Inicialmente ainda pensei que desse para subir a pedalar, mas rapidamente desisti da ideia. Teve mesmo de ser a empurrar. Não me lembro de alguma vez me terem doído tanto os gémeos como nesta malfadada rampa.
 
Raios partam a rampa
 
Segui com o meu novo companheiro até uma zona onde, durante alguns quilómetros, o piso estava bastante enlameado e pesadíssimo. A lama começou a agarrar-se às rodas e temi o pior. Felizmente a bike aguentou-se sem bloquear. Menos sorte teve o outro rapaz, que ficou lá preso na lama.
Volto a seguir sozinho, até conseguir alcançar outro participante que já vinha a perseguir havia alguns quilómetros e juntamente com o qual terminei a prova. A parte final foi extremamente rápida, feita sempre em “talega” e com alguns “singles” divertidos.
 
Zona de meta
 
68 participantes terminaram a maratona e 118 a meia maratona. Fiquei classificado em 14º lugar (2:44’:30’’), a quatro minutos do Vitor Gamito e a vinte minutos do vencedor José Silva. O JC ficou em 17º (2:49’:24’’), o RV em 22º (2:52’:53’’) e o Vlad em 54º (3:23’:59’’).
 
Vitor Gamito aguarda a sua vez para lavar a bike
 
Após a lavagem das bikes e do retemperador banho, seguimos para o almocinho. Este consistiu de um belo cozido à portuguesa, servido num amplo salão, num ambiente de grande animação.
 
RV prepara-se para atacar o cozido
 
Foi uma manhã de BTT diferente e agradável.
 
 PM

 

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