Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Arruda/Montejunto - 26-01-2012

 

 

     Na volta desta sexta, voltámos a seguir um track dos "Saloios à Descoberta", desta vez o Arruda/Montejunto, na sua versão 2008.

     Basicamente, é uma volta circular a partir da Arruda dos Vinhos, que compreende a subida, e consequente descida, ao alto da Serra de Montejunto, o ponto mais alto da Estremadura. Ao alto não é bem assim, já que subimos apenas até aos 550m, em vez dos míticos 666m.

     Ao trio maravilha, JC, PM e Gusto, juntou-se uma das últimas aquisições pedrAmarela, o Carlos Lenda, vindo expressamente da margem sul para esta exigente incursão.

     Mais uma vez, o track utilizado já apresentava sintomas de estar fora do prazo de validade, com alguns caminhos a serem tragados pela vegetação e outros, como o da descida da serra, a já terem visto melhores dias. Mas tudo se foi fazendo, ora arranjando caminhos alternativos, ora utilizando mais a caminhada com a bike às costas como forma de progressão.

     A ascensão de Montejunto fez-se a partir de Vila Verde dos Francos, com o assalto final a partir de Tojeiras (190m de altitude). Este começou, dentro da localidade, com umas rampas em alcatrão bem inclinadas, que rapidamente deram lugar a caminhos que conjugavam a grande inclinação com muita pedra solta e que nos obrigaram a uma valente caminhada.

     A descida foi feita por um lindíssimo single que provavelmente em 2008 estaria em melhores condições, mas que agora se apresentava muito cavado pelas chuvas e com muita pedra à mostra, brindando-nos com mais uns períodos de caminhada.

     Mais um valente dia de BTT, com cerca de 75 km percorridos e 2200 m de acumulado de subidas.

 

 

 Subindo a partir da Arruda.

 

 

 

 

 

Caminho fechado.

 

Toca a voltar para trás.

 

Objetivo à vista.

 

 

 

Poucos metros à frente fomos forçados a parar - furo na roda de trás da bike do fotógrafo.

 

 

Carlos Lenda, vindo diretamente do deserto da margem sul.

 

 

 

 

 

Gusto, no final da difícil e técnica subida até ao Parque Eólico do Alto da Folgorosa.

 

JC postando em direto para o Facebook, enquanto aguardamos que o Carlos resolva um problema técnico.

 

Problema resolvido (mais um furo). 

 

O causador do furo.

 

Descida a partir do parque eólico.

 

 

 

 

Passagem junto às ruinas do Castelo de Vila Verde dos Francos.

 

 

 

 

 

Perto de Avenal.

 

Já na subida de Montejunto, após Tojeiras, mais um engano. JC volta a descer o que tanto custara a subir.

 

A pedra solta começa a dificultar bastante a progressão.

 

Pedra e mais pedra.

 

 

Ora se pedala...

 

...ora se caminha.

 

 

Vistas cada vez mais largas, à medida que subimos.

 

 

 

Vai-se variando a metodologia de transporte da bike.

 

 

Final dos calhaus, voltamos a pedalar.

 

 

 

Já na estrada, quase no final da subida.

 

Junto ao quartel. Gusto, Carlos, PM e JC.

 

Preparação para a descida.

 

 

Início do single por onde descemos.

 

Mais uma bela caminhada.

 

Exemplo da acidentada orografia da zona da Azedia.

 

Gusto vais subindo, com Montejunto outra vez já bem distante.

 

 

Ruinas da Quinta do Falcão, perto de Santana da Carnota.

 

     PM


publicado por pedramarela às 17:25
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Domingo, 22 de Janeiro de 2012

Malveira/Arruda/Sobral - 19-01-2012

     Nova volta com partida e chegada na Malveira, mas bastante diferente da anterior. É que se na semana passada a dificuldade derivava mais da distância, sendo o percurso mais para o rolante, desta vez, embora o percurso fosse mais curto, era duríssimo. O sobe e desce era constante, sendo frequentes as rampas com grande inclinação, algumas delas com pisos bem pastosos e escorregadios. A juntar a isso e estando nós numa região ainda com bastante agricultura, apanhámos várias zonas com o piso em muito mau estado, devido à passagem de tratores e outros veículos agricolas em zonas com água.

     Apesar das dificuldades, estava quase tudo ciclável (havendo pernas), sendo este percurso bastante bonito e variado. Subidas, descidas, estradões, singles, zonas de vegetação cerrada, zonas mais abertas, pisos secos, grandes lamaçais, apanhámos um pouco de tudo, numa alternância constante e, por vezes, inesperada.

     Outro atrativo desta volta é o fato de se desenrolar maioritariamente em campo e áreas agicolas. Tirando a Malveira, todas as povoações pelas quais passamos são de pequeno porte e pacatas, pedalando quase sempre em zonas isoladas. Acabamos mesmo por não passar na Arruda nem no Sobral, mas apenas nos seus arredores.

     Terminámos com um registo de 75 Km bem durinhos. O acumulado de subidas ultrapassou ligeiramente os 2000 m.

 

Primeiras pedaladas em terra, após a Venda do Pinheiro.

 

 

Arranja-me aí uma braçadeira ou passas o resto da volta a apanhar o meu GPS.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Louriceira. Sociedade Recreativa Louricense.

 

 

 

 

 

 

 

Arruda dos Vinhos.

 

O single bem escorregadio que nos conduziu até Pé do Monte.

 

Gusto sobe após Pontes de Monfalim.

 

Uso alternativo para o suporte do GPS.

 

Montejunto. Fica para a próxima.

 

 

Capela de Nossa Srª dos Milagres, perto de Folgorosa.

 

PM, JC e Gusto. 

 

Vista a partir da capela.

 

 

 

 

 

 

 

 

Passagem sob a Linha do Oeste junto a Dois Portos.

 

 

JC subindo para a Ribaldeira.

 

 

Limpezas no caminho enlameado e peganhento que sobe da Ribaldeira para a Portela do Bispo.

 

Esta subida foi um osso duro de roer. Primeiro a lama...

 

...depois a inclinação.

 

 

Passagem sob a A8 junto à Serra do Socorro.

 

Subir a Serra do Socorro custa menos que fazer estas rampas.

 

Final da dificílima subida, após São Sebastião e que nos conduz...

 

...ao Forte Grande da Enxara dos Cavaleiros.

 

 

Subidas com pisos escorregadios e demasiada potência nas pernas...

 

...nem sempre se dão bem.

 

 

 

Após Vila Franca do Rosário.

 

Passagem sob a A21. Terrenos muito agrestes antes da Malveira.

 

Contraste entre a bela sapatilha branca do JC e os restos da limpeza dos sapatos do Gusto.

 

     PM


publicado por pedramarela às 17:41
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Domingo, 15 de Janeiro de 2012

Malveira/Santa Cruz - 13-01-2012

     Mais uma jornada de BTT à moda antiga, com 120 km e cerca de 2000 m de acumulado de subidas, feitos quase de sol a sol.

     Volta circular, com partida e chegada na Malveira e passagem pela praia de Santa Cruz.

     Pena que alguns atrasos e os dias mais curtos do Inverno tenham obrigado a alterar o final e a terminar por estrada. Cada vez me convenço mais que estes tracks gps deviam ter prazo de validade. Evitava-se assim o aparecimento de obras, lagoas, casas, vedações e mato cerrado, onde deviam estar belos e desimpedidos caminhos. É caso para perguntar, onde é que anda a ASAE?

     Participaram nesta aventura os Pedras PM, JC e Gusto, aos quais se juntou o convidado Carlos Parente. De realçar a atitude do Carlos que, apesar de pouco habituado a estas distâncias e do belo empeno a que foi sujeito, se portou à altura. Um exemplo para muitos marmanjos que por aí andam.

 

Início inspirador na Malveira.

 

Os belos trilhos junto a Jeromelo.

 

 

 

Serra do Socorro no horizonte.

 

As Linhas de Torres sempre presentes. Forte Grande da Enxara dos Cavaleiros.

 

Povoação de S. Sebastião no sopé da Serra do Socorro.

 

 

 

 

 

Início do lindíssimo trilho, já perto de Torres Vedras, que segue ao longo da linha do comboio ...

 

... e nos leva até ao "Estabelecimento Balnear e Hydrotherapico dos Cucos".

 

 

 

Estufas de morangos a perder de vista.

 

 

 

 

Subida antes de Maceira.

 

Após Maceira, já perto das falésias e do mar.

 

 

 

Carlos Parente, JC, Gusto e PM, na praia de Porto Novo (onde se deu o desembarque das tropas britânicas que viriam a combater na batalha do Vimeiro).

 

Foz do Rio Alcabrichel.

 

 

 

Praia de Santa Rita

 

 

 

 

 

 

Santa Cruz.

 

Ribeira de Pedrulhos.

 

A difícil subida da Ribeira de Pedrulhos para Casais da Cruz.

 

Único abastecimento do dia.

 

Descontraindo as pernas.

 

Corrente partida na bike do Carlos.

 

Descida em calçada perto de Varatojo.

 

 

 

 

Raios partam o track.

 

 

Caminho cortado por uma casa nova e respetiva vedação ...

 

... a obrigar a andar para a frente e para trás durante um bom bocado. 

 

A partir daqui, após Torres Vedras, o cair da noite obrigou-nos a voltar por estrada.

 

PM


publicado por pedramarela às 21:45
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Segunda-feira, 7 de Março de 2011

À Conquista do Oeste VIII - Montejunto 23/Fev.

     Após um interregno de uma semana motivado pela chuva e pela ventania, retomámos o nosso périplo pelo oeste com a mais arrojada das nossas conquistas. O objectivo traçado desta vez era bem mais ambicioso, consistindo em alcançar o ponto mais alto da Estremadura – o alto da Serra de Montejunto, com os seus 666 metros de altitude.

     Já lá tinha estado em Abril de 2007, na Maratona de Montejunto, com partida de Alenquer. No entanto, contrariamente ao que estava previsto para esta volta (estrada), nessa altura subimos e descemos por fora de estrada, por uns caminhos cheios de calhaus. O piso era tão mau que, para além de ter empurrado a bike à mão um bom bocado serra acima, acabei por partir um raio na roda de trás. A descida também exigiu muito cuidado, atenção e algumas caminhadas.

     Iríamos orientar-nos por uma colagem de vários tracks, feita pelo Jorge, á qual juntei a sempre útil cábula com os nomes das principais localidades de passagem.

     O trabalho de casa apontava para uma distância superior a 150 quilómetros e para um acumulado de subidas jeitoso, o que, mesmo sendo uma volta feita essencialmente por estrada, nos iria manter a pedalar até ao final da tarde. A contar com isso, fui bem abastecido de víveres: 3 litros de mistura, 3 barras, 1 gel, 2 bananas e uma sandes de presunto.

     O dia previa-se de sol e com vento moderado de Norte. E foi isso mesmo que tivemos – um dia primaveril, com céu limpo, vento de frente à ida (que nunca perturbou muito) e algum calor à vinda.

     Desta vez começámos a pedalar em direcção a Caneças, metendo por um atalho em Massamá, junto à CREL, passando pela Idanha e por Belas. Caminho com tendência de subida, pouco agradável de fazer à hora de ponta devido ao trânsito, mas o mais directo atendendo a que a volta se previa longa.

Zona de Caneças

     Em Caneças, continuamos a subir até Vale de Nogueira. Estávamos agora numa estrada lindíssima e que não conhecíamos. Esta segue ao longo da Ribeira de Camarões, passando junto ao nosso conhecido Penedo do Gato e fez-nos descer muito rapidamente 250 metros de acumulado em 4 quilómetros, até A-dos-Calvos.

A-dos-Calvos

     Tínhamos combinado apanhar o Nuno em Montachique, percurso feito sempre em subida suave, com passagem pela Ponte de Lousa e por Lousa, onde chegámos com uma pontualidade militar. Combinámos às 9h45 e foi exactamente a essa hora que por lá passámos.

A caminho de Lousa

 

     Após algumas bocas lançadas à bike de estrada que o Nuno tinha optado por trazer (onde é que já se viu trazer uma bike de estrada para uma volta de … estrada?), seguimos o nosso caminho em bom ritmo, passando por Vale de S. Gião, Póvoa da Galega, Milharado, Gozundeira e Dois Portos.

     Em Dois Portos, que fica já no Concelho de Torres Vedras e que é a única localidade pequena que conheço com dois cemitérios (o nº1 e o nº2), temos um pequeno problema de navegação, rapidamente resolvido.

Dois Portos

Igreja de S. Pedro de Dois Portos

     Estando nós agora na denominada zona da “Rota da Vinha e do Vinho do Oeste”, da qual fazem parte várias quintas distribuídas por três percursos, as vinhas começam a ser uma presença constante na paisagem. As estradas e as povoações por onde vamos passando são pacatíssimas, permitindo-nos desfrutar calmamente de toda esta envolvente campestre.

Rota da Vinha e do Vinho do Oeste...

...Percursos de Óbidos, das Linhas de Torres e de Alenquer. In www.viniportugal.pt

     Com Montejunto cada vez mais perto, entramos de seguida no Concelho de Alenquer, passando pela Merceana e dirigindo-nos para Vila Verde dos Francos, a partir da qual seria feita a grande ascensão do dia. Esta é uma das três subidas possíveis da serra por estrada e possivelmente a mais suave. As outras duas são por Pragança e pela Abrigada (por onde descemos).

     Mesmo assim, iriam ser 450 metros de acumulado de subida, feitos em 9 quilómetros, dos quais a primeira parte até se faz bem, só empinando mais nos dois últimos quilómetros.

Montejunto cada vez mais perto

Nuno a tirar as medidas ao monte

     Lá fomos subindo a um ritmo certinho, contemplando as belas vistas, sentindo o ambiente que já começava a ser de montanha e tirando umas fotos em andamento, quando somos apanhados por um ciclista solitário numa bike de estrada. Este acabou por subir connosco até ao topo e, na conversa que tivemos, viemos a saber que trabalhava na loja da Specialized do Dolce Vita e que já tinha vendido algum material ao Jorge. Só mais tarde é que me lembrei que também já tinha falado com ele, quando vendeu a bike ao meu irmão.

     Estávamos sensivelmente a meio da subida quando toca o telemóvel. Era um colega meu a informar-me que tinha uma reunião na escola às 17h00, cuja convocatória não tinha visto. Dado o adiantado da hora, lá teria de regressar a pedalar mais rápido.

     No topo, onde se situa uma estação de radar da Força Aérea, após umas fotos de grupo, despedimo-nos do nosso companheiro de subida e abancamos um bocadinho para despachar as sandes. Antes de descer, aproveitamos ainda para uma voltinha pelas imediações, indo até à zona da fábrica de gelo, que acabamos por não conseguir ver.

Início da subida, em Vila Verde dos Francos

Já com o novo companheiro de subida

Zona de planalto

Rampa final...

...bem inclinada

Chegada ao topo

Estação de radar da F.A.P.

 

Nuno D, Jorge C. e Pedro M.

     Aproveito para deixar aqui alguma informação sobre a Serra de Montejunto que sendo o ponto mais alto da Estremadura e do distrito de Lisboa (666 metros), também é apelidada de “varanda da Estremadura”. Esta estrutura geológica, com 15 km de comprimento e 7 km de largura, situa-se no norte do distrito de Lisboa, entre os concelhos do Cadaval, a norte, e Alenquer, a sul. É considerada um local de grande valor ecológico e paisagístico, fazendo parte do Maciço Calcário Estremenho e do Sistema Montejunto-Estrela. Apresenta uma estrutura geológica com várias dezenas de grutas e algares, bem como necrópoles e fósseis pré-históricos. Possui também um micro-clima muito característico, marcado pela transição entre a influência marítima e continental, o que lhe confere uma fauna e flora bastante distintas das existentes nos ecossistemas envolventes.

     O Sistema Montejunto-Estrela é um alinhamento de relevos que corta diagonalmente o território continental, de sudoeste para nordeste. Tem início na Serra de Sintra, continua pelas serras de Montejunto, Aire, Candeeiros, Sicó, Lousã e termina na Serra da Estrela. Estas serras constituem uma barreira orográfica aos ventos que, vindos de noroeste ou sudoeste, são obrigados a subir, arrefecendo e condensando a humidade que transportam, o que origina chuva nas vertentes expostas a esses ventos.

     Em Montejunto existem as ruínas de dois conventos: um mais antigo dominicano, do século XIII, e outro, de Nossa Senhora da Visitação, do século XVI, que não chegou a ser concluído. Os monges do primeiro, aproveitando as condições climáticas da serra, construíram tanques onde recolhiam gelo que depois enviavam para Lisboa. É por este motivo que Montejunto é também conhecida por Serra da Neve. A pouca distância das ruínas do convento, ficam as Ermidas da Senhora das Neves, do século XIII e de São João Baptista, sendo ambas locais de romarias ancestrais.

Imagem de satélite mostrando nevoeiro a norte do sistema Montejunto-Estrela

     A descida foi alucinante. Foram cerca de 17 quilómetros nos quais descemos quase 600 metros, com ligeiras subidas pelo meio, feitos a grande velocidade, passando por Pragança e terminando na Abrigada.

     Para terem uma ideia de quão calma é esta zona, em cerca de hora e meia, desde que iniciámos a subida, até ao final da descida, só nos cruzámos com três automóveis.

Iniciando a descida

Ermida de Nossa Senhora das Neves e ruínas do convento dominicano

Final da descida

Abrigada

     Despachada a descida, havia que voltar a ganhar ritmo pois ainda faltavam cerca de 75 quilómetros.

     E foi o que fizemos durante os 4 quilómetros seguintes, nos quais fomos sempre subindo suavemente, com passagem pela povoação do Bairro e por Meca. Nesta última localidade fomos surpreendidos por uma enorme Igreja, a fazer lembrar a Basílica da Estrela em ponto pequeno. Era a Igreja-Basílica de Santa Quitéria de Meca (Séc. XVIII).

Igreja-Basílica de Santa Quitéria de Meca

     Nesta subida comecei a ter sensação que o Nuno estava a impor um ritmo que me estava a ser difícil acompanhar. Mas porque é que eu me metia nestes caldinhos, pensava eu. Eu até já tinha prometido a mim mesmo que não voltava a fazer voltas de estrada em bike de BTT, juntamente com indivíduos que se faziam transportar em bikes de estrada.

     Passada Meca, uma descida de 4 quilómetros levou-nos até à Espiçandeira. Na base da descida parto um raio da roda de trás. Bolas, uma roda com pouco mais de seis meses e 3000 quilómetros e já estava a partir raios! O que vale é que a roda nem empenou muito.

     Seguiu-se logo uma rampa inclinadíssima, com cerca de 2 quilómetros, feita já com o calor a apertar e na qual voltei a sentir dificuldade em acompanhar os meus parceiros. Não é que eu estivesse a andar lento. Eles é que estavam a andar rápido e a esticar o andamento.

     E como uma desgraça nunca vem só, pouco antes do cimo da rampa, nos Casais da Marinela, constato que tinha um furo na roda de frente. Tanto calhau e silva que se apanha no BTT e logo vou furar em estrada. E o tempo a passar e a reunião à minha espera.

     Troco a câmara, emborco mais uma barra e lá arrancamos, sempre em sobe e desce, até aos Casais da Cruz do Vento, de onde descemos em grande velocidade até Arruda dos Vinhos.

     Quando cheguei à Arruda já vinha sem líquidos, pelo que tivemos de nos ir abastecer ao chafariz pombalino da vila.

Chafariz de Arruda dos Vinhos

     A saída da Arruda foi feita a subir ininterruptamente ao longo de seis penosos quilómetros, até Santiago dos Velhos. Não é que a subida seja muito inclinada. O problema é que não alivia nem um bocadinho. É mesmo sempre a subir. Inicialmente ainda faço um esforço para acompanhar o ritmo imposto pelo Jorge. Mas perto do fim, quando o Nuno se junta ao Jorge para esticar o andamento e vendo que a subida ainda estava para durar, deixo-os ir e sigo no meu ritmo.

     A partir daqui iríamos descer até Bucelas. Já tinha eu e o Jorge feito um bocado da descida, quando telefona o Nuno a dizer que tinha furado. Porreiro, mais um atraso. Ai a reunião. Lá fizemos um quilómetro de subida extra, até junto do Nuno que estava a ter problemas com a bomba e não conseguia encher a roda de trás.

Furo na bike do Nuno, antes de Santiago dos Velhos

Cumeadas dos montes limítrofes

     Desenrascada outra bomba e trocada a câmara, descemos finalmente até Bucelas, de onde seguimos para S. Julião do Tojal, onde nos despedimos do Nuno.

     A parte seguinte do percurso ia ser das mais chatas. Tínhamos de atravessar Loures, cheia de trânsito e onde íamos sendo passados a ferro por uma senhora numa rotunda. Não foi nada agradável.

     Estávamos agora quase ao nível do mar e tínhamos de subir até aos 300 metros para chegar a Caneças, por terrenos desconhecidos. Mal passamos sob o viaduto da CREL, começa então a subida que se iria prolongar por 4 quilómetros sem parar. E que subida. Não só era inclinada como, a partir de determinado momento, o piso de calçada deu lugar a um terreno manhoso, cheio de pedra, constituindo assim o momento BTT do dia e tornando a progressão extremamente lenta. Eu, ao ver a hora da minha reunião a aproximar-se, lá ia “tecendo rasgados elogios” ao track que o Jorge tinha desencantado. Ainda por cima, já se me tinha acabado outra vez a água há um bom bocado.

Loures já bem lá em baixo

     Aos 300 metros, sem conseguirmos perceber bem onde é que o track ia dar, resolvemos descer em direcção à Ramada, para subir depois por estrada até Caneças.

     Ainda parámos numa bomba de gasolina à entrada de Caneças para ir à água e só então, finalmente, regressámos a casa, via Carenque, Queluz, Monte Abraão e Massamá.

     Cheguei a casa já passava das 17h00. Tomei banho a correr e ainda consegui apanhar a reunião a meio. Ahhhh, nada como um dia de ciclismo relaxante!

     Foi o que se pode chamar uma volta épica, da qual certamente tão cedo não nos esqueceremos e que passará a ser a referência para futuras voltas de estrada.

 

     Dados GPS:

  * Distância 166 Km;

  * V. Máxima 69,7 Km/h;

  * Tempo Deslocamento 8h17';

  * Tempo Parado 35':18";

  * Média Deslocamento 20,1 Km/h;

  * Média Geral 18,7 Km/h;

  * Desnível Acumulado 3043 m;

  * Elevação Máxima 665 m (Montejunto)

Imagem do track GPS no Google Earth

Gráfico de altimetria, com Montejunto bem evidente

 

Ora essa, nós é que agradecemos a Montejunto

 

     PM


publicado por pedramarela às 00:15
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Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

À Conquista do Oeste VII - Montagraço - 9/Fev.

     Esta nossa deambulação pelo Oeste levou-nos desta vez a um dos pontos mais característicos e importantes das Linhas de Torres, mais propriamente à Serra do Olmeiro ou de Montagraço. Felizmente que não fomos rechaçados, como o foram as tropas francesas na sua terceira invasão do nosso território, em Outubro de 1810, e pudemos desfrutar calmamente da beleza e agrura destas serranias, onde por acaso já tínhamos estado em 2006, na Maratona de Sobral de Monte Agraço.

     Apesar de não termos sofrido oposição dos fortes e redutos das antigas linhas defensivas, a chuva que caiu forte durante toda a noite anterior acabou por nos condicionar um bocado os movimentos fora de estrada. O dia amanheceu encoberto e assim se manteve sempre, tendo mesmo chovido com alguma intensidade à nossa passagem por Vale de Lobos. É dura a vida de conquistador.

     Desta vez, combinámos apanhar o Nuno na Venda do Pinheiro, onde chegámos já molhados. Fomos sempre por estrada, de forma a evitar os lamaçais que se previam junto ao monte Rebolo. Assim, após Almargem, seguimos por Albogas, Santa Eulália, Santo Estevão das Galés e Avessada, ligando depois à Venda do Pinheiro pelo Rogel. Esta foi uma excelente ligação pois a estrada é calmíssima, sinuosa e muito bonita.

     Deixada para trás a confusão da Venda do Pinheiro, já com o trio reunido, como tínhamos planeado passámos sob a A8 e fomos até ao Milharado, a partir de onde nos dirigiríamos para o Sobral, ao qual contudo não chegámos a ir.

     E não fomos ao Sobral, porque os montes que se iam evidenciando do nosso lado direito despertavam mais a nossa atenção. Era a Serra de Montagraço, da qual, após a povoação do Casal Novo, fizemos uma primeira tentativa de subida que teve de ser abandonada devido à lama.

Às voltas com a lama.

Serra do Socorro aparecendo por entre as nuvens.

Pequena amostra daquilo com que se devem ter deparado as tropas francesas em 1810.

     Felizmente que, um pouco mais à frente, lá encontramos um estradão que nos permitiu subir até Vale de Vez, de onde descemos por estrada até aos Casais. Daqui fomos sempre subindo até perto da pista de Motocross de São Quintino, a partir da qual continuámos a subida até ao topo da serra. Esta longa subida, que corresponde aquele pico perto dos 45 km no gráfico de altimetria, foi feita toda fora de estrada, por terrenos bem inclinados, aos quais o tempo cinzento e ventoso ainda dava um ar mais agreste. 

Perto da pista de motocrosse de S. Quintino.

     Passámos primeiro pelo Moinho da Serra, aos 410 metros de altitude, até chegarmos finalmente ao marco geodésico de Alqueidão, situado mesmo em cima do forte com o mesmo nome, aos 442 metros de altitude e de onde se tinha uma magnífica vista.

Calçada no meio da serra.

Moinho da Serra.

Vistas a partir do Moinho da Serra.

Forte do Machado.

Continuando a subir.

Chegada ao topo.

Forte e Marco Geodésico de Alqueidão.

Reduto do Forte Grande e vista para o lado de Sobral.

Tropas em parada.

Marco geodésico de Alqueidão. 442m de altitude.

Gravuras com as localizações dos fortes limitrofes.

Paiol.

     No Forte Grande ou do Alqueidão situava-se o posto de comando das Linhas de Torres, pois era o ponto de cota mais alta de todo o sistema defensivo. Possuía um dos postos de sinais da primeira linha que, com uma extensão de 46 quilómetros, ligava a margem do rio Tejo, em Alhandra, à foz do Sisandro, em Torres Vedras, passando por Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço. Era apoiado pelos seus fortes subsidiários – Forte do Trinta, do Simplício e do Machado, que lhe protegiam os flancos, constituindo um conjunto denominado Fortes do Alqueidão.

     Estes fortes foram recentemente alvo de uma campanha de prospecção arqueológica, promovida pela Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço, no âmbito do "Projecto Intermunicipal da Rota Histórica das Linhas de Torres".

Gravura representativa das 3 Linhas de Torres (ainda falta a 4ª em Almada). In www.cm-sobral.pt

 Reconstituição de um posto de sinais das Linhas de Torres. In www.cm-sobral.pt

     Feita a visita aos vestígios arqueológicos e contempladas as vistas, estava na hora de regressar. Descemos inicialmente por um single, que deveria ser empolgante com tempo seco, mas que, molhado como estava, foi mais para o deslizante. Continuámos a descer por estradão até São Quintino, após o qual nos metemos a inventar por um lamaçal onde quase deixei de ver a bicicleta. À conta dessa brincadeira, vim o caminho todo de volta com os roletes do desviador aos saltos e quando cheguei a casa tive de andar a “esculpir” a bike com uma chave de fendas, para lhe retirar os matacões de lama solidificada que se tinham acumulado no quadro.

Descendo a Serra de Montagraço.

Nova passagem por S. Quintino.

Parque eólico perto de S. Quintino.

     Já novamente em estrada, voltámos a passar no Milharado, de onde saímos por um caminho diferente que passava pela Póvoa da Galega, Vale de São Gião e Montachique. Aqui despedimo-nos do Nuno, seguindo eu e o Jorge para Lousa.

Triciclo motorizado em Lousa.

     Saímos de Lousa junto ao cemitério, por uma longa subida (cerca de 4 quilómetros), através de uma magnífica estrada que segue sempre aos esses por entre um denso arvoredo e que nos fez lembrar Sintra. Foi a versão asfalto do caminho que fizemos quando subimos ao Montemuro, vindos do Cabeço de Montachique. Esta estrada levou-nos até Montemuro e ao Rogel, de onde ligámos novamente a Santo Estevão das Galés e a Almargem.

Estrada que sobe de Lousa, em diracção a Montemuro.

      Regressámos por Aruil, Caneças, Carenque e Queluz. Nesta ultima localidade, para evitar o seu movimentado centro, junto ao Lido, metemos para dentro da chamada Quinta Nova da Rainha (antigo viveiro da Junta Autónoma das Estradas), indo sair em frente ao Palácio, no Bairro do Chinelo. Depois foi só passar a Matinha, Queluz de Baixo e estávamos em casa.

     Refira-se que todo o caminho da vinda foi feito com um vento chato de frente, que soprava moderado de SE.

     Mais uma excelente volta, apesar das condições meteorológicas algo adversas.

 

     Dados GPS:

  * Distância 104 Km;

  * V. Máx. 59,2 Km/h;

  * Tempo Desloc. 5h040';

  * Tempo Parado 16':46"';

  * Média Desloc. 18,2 Km/h;

  * Média Geral 17,4 Km/h;

  * Desnível Acomulado 1700 m;

  * Elevação Máxima 443 m (Alqueidão)

 

Volta de estrada!!!???

Imagem do Track GPS no Google Earth.

Gráfico de altimetria no Map Source.

 

     PM

 


publicado por pedramarela às 18:12
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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

À Conquista do Oeste VI - Montachique - 2/Fev.

     O objectivo para esta sexta etapa estava claramente definido à partida. Era subir ao alto do Cabeço de Montachique, o ponto mais alto do concelho de Loures, com 409 m (não é o monte Serves, como erradamente tinha referido noutro post, que, com os seus 358 m, é afinal o ponto mais alto do concelho de Vila Franca de Xira).

     Refira-se que já lá tinha estado uma vez, em Junho de 2008, numa volta então engendrada pelo PF. Refira-se também que esta volta, não sendo a mais longa desta saga, foi até ao momento das mais massacrantes, já que contou com a inclusão de mais troços fora de estrada (alguns bem durinhos).

     Como de costume seguimos até à prisão da Carregueira, a seguir à qual adicionámos novo troço de terra, seguindo pelo Belas Clube de Campo. Após o estradão das eólicas de Almargem, continuámos fora de estrada, passando pelo Monte Rebolo, praticamente até Santa Eulália.

 

 

Passagem pelo Monte Rebolo. Antenas de Alfouvar e Casal do Rebolo, à esquerda. Monte Funchal, em frente.

     Em santa Eulália, em vez seguirmos em direcção à Malveira, virámos para Monfirre, descendo ao lado da serra com o mesmo nome e passando na povoação do Bocal.

     Pouco antes da Ribeira de Lousa, saímos desta estrada (que é bastante sinuosa) e começámos a subir para o lugar de Fontelas, na tentativa de chegar a Lousa sem passar pela EN8. Aqui, apesar de alguns enganos no caminho, fomos agradavelmente surpreendidos pela dureza da subida e pela beleza da paisagem. O Cabeço de Montachique já estava à vista.

     A descida para Lousa foi feita por um belo trilho. Colocavam-se agora duas opções para transpor a A8 e chegar a Montachique. Ou seguíamos pela nacional 8, ou tentávamos uma passagem mais alternativa subindo o monte que fica entre Lousa e a A8, pela rua da Carrasqueira. Escolhemos a segunda opção, o que nos levou a fazer um caminho cheio de calhaus.

Subida para Fontelas.

Cabeço de Montachique visto de Fontelas.

Como o mundo é pequeno.

Explorando uma ligação à Ribeira de Lousa.

...aqueles que antes quebrar que torcer.

Início de descida para a Lousa.

Chegada a Lousa.

Fábrica de bicicletas Masil.

     Despachados os calhaus, passada a A8 e já na aproximação final ao cabeço, passámos pelas ruínas do chamado sanatório Grandella ou Albergaria. Este edifício que nunca foi concluído, foi construído num terreno cedido em 1918 pelo Sr. Francisco Grandella (conhecido principalmente devido aos armazéns com o seu nome). Ao que parece, a zona era conhecida então pelos seus bons ares, havendo várias estruturas destinadas ao tratamento de doenças infecto-contagiosas.

     O dia estava magnífico, sem vento, com sol e com uma temperatura agradável, fazendo com que as vistas que se tinham do alto dos mais de quatrocentos metros do nosso objectivo fossem bastante amplas.

     Este cabeço faz parte de uma antiga chaminé vulcânica, onde ainda são visíveis fragmentos do seu manto basáltico e estava integrada na segunda linha do sistema defensivo das Linhas de Torres, constituindo uma das suas estações de comunicações.

Aproximação ao cabeço.

Sempre a subir.

Ruínas do Sanatório Grandella.

Marco Geodésico do Cabeço de Montachique. 409m de altitude.

Mais uma conquista. Montemuro e Funchal no horizonte.

Lousa e a passagem sobre a A8.

Montachique e vista para norte.

     Após breve passagem junto ao Parque Municipal do Cabeço de Montachique, resolvemos alargar um bocado a volta, passando por Ribas, Freixial, Vale de São Gião e Montachique. É uma estrada muito calma, com ambiente bem campestre e que nos trouxe de novo a Lousa.

     Estávamos agora na EN8, que queríamos evitar, um bocado indecisos sobre o caminho a tomar. Começámos então a dirigir-nos em direcção ao nosso conhecido Monte Funchal, seguindo um magnífico e difícil caminho que subia através de um bosque e que nos levou até à povoação de Montemuro.

     Acontece que esta povoação fica junto daquele que é um dos pontos mais altos do Concelho de Mafra (alto de Montemuro – 428 m), pelo que a subida até ao topo foi inevitável. Aliás, se não me falha a memória, acho que já há uns anitos por ali tinha pedalado.

     Do topo do Montemuro voltamos a ter umas belas vistas. Lá se encontram duas eólicas, um moinho e umas construções muito características.

Subindo o Montemuro.

Ao longe, Montejunto. Um dos nossos próximos objectivos.

MG de Montemuro, cristo rei, carroça, camelo, poço, bola...

Serra do Funchal.

Moinho recuperado.

Ah Leão!

Quinta da Laurinha (A Manica)

 

Se tu és um bom amigo,

entra já que a casa é tua,

se não és também te digo,

é bem melhor

ficares na rua!

Vista da Serra de Sintra a partir de Montemuro.

     Deixando para trás a segunda conquista do dia, descemos de novo até ao Bocal, por estradas ermas e secundárias, para subirmos depois até Santa Eulália. Nova passagem pelo Rebolo e por Almargem. Regresso por Aruil, Dona Maria, Carenque, Queluz e Queluz de Baixo.

     Mais uma bela volta, desta vez com a componente BTT a ser aumentada.

 

     Dados GPS:

  * Distância 95,5 Km;

  * Tempo Desloc. 5h55';

  * Tempo Parado 18':08"';

  * Média Desloc. 16,2 Km/h;

  * Média Geral 15,4 Km/h;

  * Desnível Acomulado 2107 m;

  * Elevação Máxima 433 m (Montemuro).

 

     PM


publicado por pedramarela às 23:26
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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

À Conquista do Oeste V - Funchal - 28/Jan.

     Esta volta, sendo à sexta-feira, devia ser fora de estrada. Mas como o tempo estava de chuva, lá resolvemos voltar à estrada, embora numa distância mais curta.

     Desta vez o JC propôs tentarmos uma ligação ao Monte Funchal, a partir de Santo Estevão das Galés.

     Até Almargem do Bispo seguimos pelo já nosso conhecido caminho. O tempo estava incerto e em Vale de Lobos levámos com a primeira carga de água do dia. O que valeu foi que não estava frio.

     Dado o lamaçal que se avistava junto ao Monte Rebolo, pusemos logo de parte a saída de estrada nesse ponto, seguindo antes por alcatrão até à Avessada, de onde ligámos como previsto para o Funchal.

     Como o JC nunca tinha subido até ao topo, demos lá uma saltada. Eu próprio também já não ia lá acima há uns tempitos. A rampa é curta e com um piso excelente, mas inclinadíssima. Daquelas em que a roda da frente teima em querer levantar do chão. Está a 426 m de altitude o marco geodésico do Funchal.

     Visto não ter levado a máquina fotográfica, deixo aqui algumas fotos de arquivo para ilustrar esta serra, sempre presente nas nossas voltas por estas bandas.

 

Vista de Abril de 2004, tirada do Casal do Mucharro.

O vosso escriba a subir a bela da rampa, numa foto de FG, de Abril de 2004.

Esta, pela sua raridade, é já artigo de coleccionador. FG no alto do Funchal, vendo-se o Cabeço de Alcainça e Alcainça.

Descida do Funchal, em Abril de 2004. Foto de FG.

Outro clássico de Abril de 2004. Quando o cromo da foto se esqueceu da carteira no cimo do monte.

Maio de 2004. As Eólicas.

Vistas para as bandas da Malveira. Maio de 2004.

Vista tirada junto ao Monte Rebolo, com umas nuvens ameaçadoras. Março de 2005.

Mais uma raridade. FG e RV descendo o Funchal. Março de 2005.

Março de 2005. Entre Mafra-Gare e Negrais.

Foto tirada do Penedo do Lexim em Julho de 2006, vendo-se antes do Funchal os cabeços da Jarmeleira e de Alcainça.

     Após a descida, fomos ver se a estrada dava para contornar o monte por Oeste e ligar à Quinta das Pegas. Mas a estrada rapidamente deu lugar a um estradão, que acabou por ligar com outro que costumamos fazer quando contornamos o Funchal por Leste e fomos ter a Mafra Gare.

     Ainda levantei a hipótese de irmos ao Penedo do Lexim, mas as nuvens cada vez mais escuras que se iam avolumando sobre as nossas cabeças aconselhavam um regresso rápido. Passando pela Ribeira dos Tostões, rumámos então a Anços, onde entrámos desviando para um estradão que vem de Cheleiros e que tem tanto de bonito como de inclinado.

     Na Pedra Furada e até Pêro Pinheiro, somos brindados com a segunda carga de água do dia, desta vez mais forte e puxada pelo vento que soprava de frente.

     O regresso foi feito a grande velocidade, pelo Sabugo, Belas e Queluz.

 

     Dados GPS:

  * Distância 60,5 Km;

  * V. Máx. 56,1 Km/h;

  * Tempo Desloc. 3h24';

  * Tempo Parado 3':46"';

  * Média Desloc. 17,8 Km/h;

  * Média Geral 17,5 Km/h;

  * Desnível Acomulado 1200 m;

  * Elevação Máxima 415 m (Funchal).

 

     PM


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Sábado, 12 de Fevereiro de 2011

À Conquista do Oeste IV - Socorro - 26/Jan.

     Já na volta anterior, o Jorge, pouco antes do Gradil, com o avistar da Serra do Socorro ao longe, tinha começado com umas conversas suspeitas, do tipo “aquilo é já ali e se déssemos lá um saltinho”. Lá o fui dissuadindo, argumentando que já tínhamos muitos quilómetros nas pernas e que o Socorro não fugia dali. Mas ficou mais ou menos combinado que, mais tarde ou mais cedo, lá iríamos.

     E foi logo na semana seguinte que resolvemos mesmo lá voltar. Digo voltar, porque já lá tinha estado duas vezes. A primeira, na minha primeira volta ao concelho de Mafra, em 2004, na qual esta bela serra estava logo incluída na primeira etapa. A segunda, na Maratona de Sobral do Monte Agraço de 2006, na qual o JC também participou.

     Desta vez, levámos connosco o ND, dos poucos que ainda alinha às vezes nestes esticõezinhos e que não podemos chamar de incauto, pois já sabe o que é que a casa gasta. O Nuno também já tinha subido ao Socorro algumas vezes.

     Até Almargem do Bispo seguimos o caminho da volta anterior. A única diferença foi uma corrente partida na bike do JC, na passagem pela Serração de Vale de Lobos. Nada que não se resolvesse rapidamente.

Reparação da corrente partida na bike do JC.

Os GPS são muito bonitos, mas não há nada como a boa e velha cábula.

Zona de Almargem do Bispo.

     Em Almargem, visto não haver lama, saímos de estrada, passando pelo monte Rebolo. Isto permitiu encurtar ligeiramente a volta que se previa longa.

     Para chegar à Malveira seguimos desta vez um percurso diferente, passando por Santo Estevão das Galés e pela Avessada. Boa estrada, com pouco trânsito, belas paisagens e a passar perto do monte Funchal.

     Pouco antes do Gradil, deixamos a EN8 e começamos a dirigir-nos para o grande objectivo do dia que já se ia avistando ao longe. Vamos subindo gradualmente, com passagem pela Tourinha, até São Sebastião, de onde seria desferido o ataque final. Toda esta zona é lindíssima e bastante calma, estando estas povoações já bem isoladas no meio dos campos.

A seguir a Tourinha, com o Socorro já à vista.

     A subida foi feita pela calçada do Socorro que, dado o dia se apresentar solarengo (mas frio), estava toda sequinha, não nos criando assim dificuldades suplementares (falta de tracção). Aliás, das vezes que subi o Socorro, achei esta a mais fácil. É certo que tem algumas rampas bem inclinadas, mas fez-se bem, não tendo de recorrer ao prato de 22.

Subindo a calçada do Socorro.

Nossa Sra. do Socorro.

Vista para Este.

Rampa final bem inclinada.

Concentração.

Último esforço. 

Esta já cá canta.

Jorge C, Pedro M e Nuno D.

 

     Grandes vistas se alcançam do alto desta serra. Não terá sido por acaso que a Serra do Socorro constituiu o ponto central das comunicações das Linhas de Torres, ligando os postos da 1ª e da 2ª linha.

     Breve paragem para apreciar a vista, comer qualquer coisita, aliviar a bexiga e toca a descer, desta vez por estradão, até ao Casal das Barbas.

     Até à Tourinha e à Nacional 8 (que tínhamos de atravessar para seguir para Mafra), ainda passámos por algumas pequenas e pacatas povoações, como Almeirinhos e Almeirinho Clemente.

Início da descida.

     A ligação a Mafra foi feita novamente pela lindíssima estrada que passa pelo Gradil e pela Murgeira, contornando a Tapada.

Igreja do Gradil.

 

     Um dos objectivos que tinha pensado para o retorno, era ligar ao Carvalhal (passamos lá na volta do Lizandro) e a Almorquim, para depois seguir ou pela Terrugem ou pela Cabrela. Para isso teríamos de passar primeiro pela Igreja Nova, o que podia ser feito por fora de estrada ou por estrada. Dado o adiantado da hora e dado o facto da ligação por terra poder dar para o torto, optámos por sair de Mafra a subir por estrada, até à Porta Vermelha (na Carapinheira).

     Passada Igreja Nova, seguiu-se uma rapidíssima descida até ao Carvalhal. Foi tão rápida que deixámos passar o desvio para Almorquim, seguindo antes em direcção a Alvarinhos, o que, dado o Carvalhal ficar ao nível da Ribeira de Cheleiros, foi feito a subir bem.

Subindo do Carvalhal, em direcção a Alvarinhos.

     Após Odrinhas, antes da Terrugem, o JC propõe sairmos daquela já muito movimentada estrada. E foi o que fizemos. O problema foi que, quando demos por nós, estávamos enfiados no vale da ribeira de Godigana. Felizmente não havia lama e pudemos desfrutar de mais um belo e inesperado momento BTT.

     Ao sairmos do vale, apanhamos a estrada que vem da Cabrela, passando sobre a ribeira do mesmo nome e seguimos para Montelavar, subindo uma inclinadíssima rampa.

Subida (e que subida) do Vale da Cabrela para Montelavar.

     A parte final da volta trouxe-nos por Pêro Pinheiro, Morelena, Palmeiros, Sabugo (bela rampa), Belas (outras belas rampas), Queluz, Matinha de Queluz e Queluz de Baixo.

     Grande esticão. Mais um bocado e terminávamos à hora do lanche.

 

     Dados GPS:

  * Distância 109 Km;

  * V. Máx. 61,5 Km/h;

  * Tempo Desloc. 5h50';

  * Tempo Parado 30':18" (corrente partida e reportagem fotográfica);

  * Média Desloc. 18,7 Km/h;

  * Média Geral 17,3 Km/h;

  * Desnível Acomulado 2130 m;

  * Elevação Máxima 410 m

 

     PM


publicado por pedramarela às 23:44
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Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

À Conquista do Oeste III - Malveira - 19/Jan.

     O objectivo para esta terceira volta seria chegar à Malveira e contornar a Tapada de Mafra.

     Até à Serração de Vale de Lobos seguimos o mesmo percurso das voltas anteriores. A partir daí decidimos evitar Pêro Pinheiro e Cheleiros, procurando estradas com menos trânsito. Seguimos então por Vale de Lobos, Almornos, Aruil, Almargem do Bispo, Alfouvar, Anços, Mafra Gare e Alcainça. Esta opção revelou-se acertada, pois realmente tem pouco trânsito e, especialmente entre Anços a Alcainça, a paisagem é muito interessante.

     Em Alcainça apanhámos a EN8 que nos levou até à Malveira e a Vila Franca do Rosário. Como é óbvio, as estradas nacionais são sempre mais chatas por terem mais carros a circular, mas esta era a opção mais directa e rápida para o nosso objectivo.

     Saindo da Nacional 8, entramos naquele que é a meu ver uma das estradas mais interessantes para pedalar nesta zona e que, passando pelo Gradil e pela Murgeira, segue junto ao muro da Tapada de Mafra, num percurso sinuoso, praticamente sem trânsito, com umas boas subidas (e descidas também) e lindíssimo.

     Em Mafra hesitamos se devemos seguir para a Ericeira ou para a Sra. do Ó. Começamos a seguir a primeira opção mas, no Sobreiro, o Jorge lembra-se de tentar atalhar em direcção à segunda. Saímos então de estrada e começamos a descer um estradão inclinadíssimo e em mau estado (regos) que nos foi enfiar bem no fundo de um dos lindíssimos e típicos vales desta zona. O problema foi sair de lá. A subida era longa, inclinada e com péssimo piso, obrigando-nos a empurrar as bikes durante um bom bocado. Mas valeu a pena pelo excelente momento de BTT que nos proporcionou.

     Passada a Sra. do Ó, a Carvoeira, a bela rampa de S. Julião e a Assafora, resolvemos inventar mais um bocadinho e meter mais para a direcção do mar, passando por Cortezia e Catribana. Ainda olhámos para a calçada romana desta ultima localidade, que se via ao longe, mas percebemos que estava cheia de água e impraticável. Com a calçada fora de questão e como a Catribana só tem uma estada de acesso, não nos restou outra opção que não fosse voltar para trás, até Assafora.

     Desta vez optámos por entrar em Sintra pela Várzea, seguindo até ao Lourel e passando por A-do-Longo, Arneiro dos Marinheiros, Aldeia Galega, Morelinho e Cabriz. Depois foi subir bem até Ranholas, passando pelo centro de Sintra. Diga-se que, a partir de Cabriz, achámos este percurso um bocado stressante, já que a estrada é estreita e tem algum trânsito.

     A parte final da volta foi quase idêntica à anterior (Abrunheira, Albarraque, Paiões, Vale Mourão, Estrada de Paço-de-Arcos, Marco Geodésico do Cotão e S. Marcos), mas desta vez conseguimos evitar entrar no IC19. Uma referência muito especial para um troço interessantíssimo em Paiões, que segue por entre os muros de várias quintas.

  

 

 

   Dados GPS:

  * Distância 106 Km;

  * V. Máx. 70,3 Km/h;

  * Tempo Desloc. 5h022';

  * Tempo Parado 3':41"';

  * Média Desloc. 19,8 Km/h;

  * Média Geral 19,6 Km/h;

  * Desnível Acomulado 1912m;

  * Elevação Máxima 326m (Almargem do Bispo).

 

     Nota da redacção: Como sabemos que algum pessoal revela dificuldades com as letras e com a leitura, sendo mais dado à banda desenhada, estamos desde já a envidar esforços no sentido dos próximos capítulos desta saga serem já profusamente ilustrados por fotografias. Esperamos que dessa forma os possam seguir mais facilmente.

 

     PM

 


publicado por pedramarela às 21:23
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Sábado, 5 de Fevereiro de 2011

À Conquista do Oeste II - Ericeira - 14/Janeiro

     Como já tinha referido no primeiro capítulo destas crónicas, esta segunda volta da Conquista do Oeste contou já com a companhia do JC.

     Com partida às 8h15 de Tercena, até Igreja Nova seguimos exactamente o mesmo caminho da volta anterior (Massamá, Colaride, Cacém, Carregueira, Serração de Vale de Lobos, Sabugo, Palmeiros, Morelena, Pêro Pinheiro, Montelavar e Cheleiros). Na ligação para Mafra optámos porém por desviar por Alcainça, visto a estrada ser um pouco mais sinuosa e interessante. Fomos sair na Carapinheira, junto à porta vermelha da Tapada Militar.

     Feita a descida para Mafra, seguimos desta vez em direcção à Ericeira, com passagem por Salgados, Sobreiro, Achada e Seixal. Com a abertura da auto-estrada entre Mafra e Ericeira, esta estrada ficou com menos trânsito e mais amiga dos ciclistas.

     Após a Foz do Lizandro, subimos até à Carvoeira e decidimos tentar apanhar uma estrada mais junto ao mar, que tivesse menos trânsito e que nos levasse até às Azenhas do Mar. E foi exactamente isso que fizemos. Antes do Pobral, abandonámos a Nacional 247 (que segue em direcção à Terrugem e ao Lourel) e rumámos à Praia de S. Julião, passando pelas povoações de Baleia e Valbom. A ligação de S. Julião à Assafora inicia-se com uma bela rampa, mas depois entramos em terrenos mais rolantes (embora com tendência de subida).

     Até às Azenhas ainda passamos por A-do-Longo, Arneiro dos Marinheiros, S. João das Lampas e Fontanelas. Toda esta estrada é bastante agradável de fazer e com muito pouco trânsito.

     Passando pela Praia das Maçãs, rumámos depois a Colares onde várias opções se colocavam. Escolhemos fazer a longa ascensão até ao Palácio da Pena, passando pelo Pé da Serra, Cruzamento dos Capuchos e Castelo dos Mouros. Depois foi descer até S. Pedro e Ranholas.

     Em Ranholas, um pequeno engano no caminho a seguir para a Abrunheira, fez-nos percorrer cerca de 1500m no IC19, felizmente sem consequências. E aos anos que eu já não pedalava naquela “bela” via rápida.

     A parte final da volta trouxe-nos por Paiões e Vale Mourão, até à Estrada de Paço-de-Arcos, de onde subimos ainda ao marco geodésico do Cotão para ver as vistas e fazer o segundo momento BTT do dia. Atravessamos a passagem de peões sobre o IC19, junto às bombas da BP, Massamá e casa.

    Grande treino e grande passeio. Apesar de atravessarmos algumas zonas urbanizadas, a maior parte do tempo pedalámos por estradas bem rurais ou secundárias, com excelentes vistas e muito pouco trânsito.

  

Track da volta no Google Earth

 

     Foram os seguintes os dados registados no GPS:

  * Distância 103 Km;

  * V. Máxima 67,8 Km/h;

  * Tempo Deslocamento 5h04';

  * Tempo Parado 5':42";

  * Média Deslocamento 20,4 Km/h;

  * Média Geral 20,0 Km/h;

  * Desnível Acumulado 1810 m;

  * Elevação Máxima 442 m (Pena).

 

     PM


publicado por pedramarela às 21:15
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